Luana ergueu o rosto e encarou os olhos intensos de Ricardo a poucos centímetros de distância. Ela abriu um sorriso leve.
— É o que eu penso. Agora, o que se passa na sua cabeça já não é problema meu.
Ele apertou os lábios e permaneceu em silêncio por um longo tempo. Após terminar o curativo, Luana guardou os materiais.
— Chame o seu funcionário para entrar e tomar um prato de sopa. O dia está frio, e eu não quero que vocês tenham vindo até aqui à toa.
Ricardo a observou com um olhar pensativo.
Pouco tempo depois, Sebastião estava sentado à mesa ao lado do chefe. Ele olhava ao redor com curiosidade e expectativa.
— É uma honra poder provar a sua comida. Senhor Ricardo, a comida da senhora Luana deve ser maravilhosa, não é?
Ricardo lançou um olhar de canto para o rapaz.
— A Fernanda esqueceu de avisar que você falava tanto.
Sebastião deu uma risada nervosa.
— O meu avô sempre dizia que eu falo pelos cotovelos desde criança. Eu vou tentar me controlar.
Luana retornou da cozinha equilibrando duas tigelas de sopa quente. Sebastião estava ansioso para provar, mas o sorriso dele sumiu assim que viu o conteúdo do prato. Havia uns pedaços brancos e estranhos boiando no caldo, parecendo pedaços de carne esponjosa, e o cheiro era inconfundível.
"Isso é sopa de cérebro de porco!", percebeu ele, apavorado. Ele detestava aquele prato desde a infância.
Luana puxou uma cadeira e sentou de frente para os dois.
— Não gostou da aparência?
Ricardo mexeu o caldo com a colher. Ele nunca tinha visto aquele tipo de comida na vida.
— O que é isso?
Sebastião tentou disfarçar o desespero com uma brincadeira.
— Senhor Ricardo, isso aqui é uma iguaria de primeira!
— É mesmo? — Ricardo parecia desconfiado. Ao colocar a primeira colherada na boca, o rosto dele mudou de cor. O gosto era intragável, mas ele não podia cuspir na frente de todos.
Sebastião abaixou a cabeça e prendeu a respiração, sem coragem de olhar para a cara do chefe.
— Ficou ruim? — Perguntou Luana, confusa. — Será que pulei alguma etapa da receita?
O canto da boca de Sebastião tremeu.
— Senhora Luana, por acaso a senhora ferveu as carnes com limão para tirar o cheiro forte?
Bernardo abriu os olhos de repente. Sob a luz fraca e avermelhada do camarote, os traços da jovem garçonete lembravam muito os de Luana. Embora estivesse longe de ter a mesma beleza, a expressão assustada e a postura do corpo eram idênticas.
O gerente percebeu o interesse e empurrou a garota com um sorriso malicioso.
— Senhor Bernardo, esta menina é nova aqui na casa. Acabou de sair da faculdade!
A garçonete ergueu o rosto com receio. Ao notar o olhar fixo e predatório do homem, ela encolheu os ombros. Bernardo ajeitou a postura no sofá.
— Qual é o seu nome?
— Nai... Naiara.
— Chegue mais perto.
Naiara travou no lugar, sem coragem de dar um passo. O gerente deu um empurrão nas costas dela.
— O que você está esperando? É o senhor Bernardo! Se ele gostou de você, considere-se uma mulher de sorte!
O empurrão foi tão forte que ela quase caiu no colo de Bernardo. Ele a segurou pelos braços e ergueu o queixo dela com os dedos. O olhar avaliador do homem fez Naiara tremer por dentro. A pressão no ambiente era sufocante.
Após alguns segundos, Bernardo abriu um sorriso e soltou o rosto dela.
— Naiara, certo? Tenho uma proposta de negócios para você. Quero saber se você tem interesse.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
Ler o livro completo...