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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 667

Ao saber de tudo o que havia acontecido durante o dia, Luiz ficou indignado.

— Aquele Bernardo... E pensar que eu o considerava um cara decente. Quem diria que ele não passa de um canalha!

— Já passou. Estou bem agora, então não vale a pena estragar a saúde passando raiva por causa de gente desse tipo. — Ponderou Luana, servindo-se de um copo de leite quente.

Luiz a encarou, ainda preocupado com a situação.

— Se ele tentou uma vez, nada impede que tente de novo. Quem garante que ele não vai voltar?

Em vez de responder de imediato, Luana ergueu o queixo e fez um gesto sutil em direção à janela.

— Está vendo aquele carro estacionado lá fora?

A pergunta pegou Luiz de surpresa, e ele espiou pela fresta da cortina.

— De onde surgiu esse carro? Nunca o vi por aqui antes.

— É o pessoal do Ricardo. — Respondeu ela, deslizando o dedo pela borda do copo de vidro antes de dar um gole no leite.

Luiz abaixou os olhos, confuso.

— Mas vocês não estão divorciados?

— E só porque estamos divorciados eu não posso tirar alguma vantagem disso? Foi ele quem deixou o vigia aí, não fui eu quem pediu. — Luana mantinha uma postura serena e inabalável. — É um guarda-costas de graça, batendo na minha porta. Seria burrice não aproveitar. Só me pergunto se esse serviço gratuito presta para alguma coisa.

Luiz ficou sem palavras.

"Minha irmã está ficando cada vez mais calculista.", pensou ele, surpreso com a frieza dela.

Naquele exato momento, dentro do carro estacionado, Sebastião espirrou forte. Enrolado em um cobertor e comendo um macarrão instantâneo, ele esfregou o nariz, com a nítida sensação de que alguém estava falando mal dele pelas costas.

Dois dias depois, José, Bernardo e Henrique estavam reunidos na sala privativa de um restaurante sofisticado. Henrique notou os hematomas no rosto de Bernardo e franziu a testa.

— O que aconteceu com você, rapaz?

José lançou um olhar de soslaio para o aliado. Ele não precisava perguntar para imaginar a origem daquelas marcas.

— Deve ter se metido em alguma confusão por aí. Com esse gênio explosivo, ele ainda não aprendeu a se controlar.

Henrique se serviu de uma fatia de salmão, rindo com leveza.

— Excelente é pouco. Onde você encontrou alguém tão parecida? Mas, conhecendo o temperamento desconfiado do meu sobrinho, ele vai perceber a farsa na mesma hora.

A expressão de Bernardo continuou fria e calculista.

— O que importa é o que as pessoas de fora vão ver. Acha mesmo que o público vai se importar se ela é falsa ou verdadeira? Desde que a história ganhe força, basta que a família Souza acredite. Isso é o suficiente.

— O Bernardo tem toda a razão. Se a mídia e a família Souza acreditarem, o resto é detalhe. — Concordou José, erguendo a taça em um brinde a Henrique, que retribuiu o gesto com um sorriso cúmplice.

Pouco tempo depois, o grupo deixou o restaurante. Bernardo e Naiara foram os últimos a sair. A garota caminhava a passos lentos, com o coração apertado. Ela sabia que estava entrando em um jogo sujo, mas o desespero por dinheiro falava mais alto.

— Senhor... senhor Bernardo, acho melhor eu... — Começou ela, com a voz trêmula.

Antes que ela pudesse terminar a frase, Bernardo parou de andar e a cortou:

— Não me chame de senhor Bernardo.

Diante da confusão da garota, ele se virou e cravou os olhos naquele rosto tão familiar.

— Me chame apenas pelo meu nome.

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