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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 211

— Mas quando eu for embora, ele vai ter a Vanessa do lado dele, sem ninguém para atrapalhar. — Continuou Luana, encarando o chão como se falasse mais para si do que para ele. — Por ela, ele assina qualquer coisa.

Era só questão de tempo.

— Quando chegar lá, me manda mensagem. — Pediu Vinícius.

Luana levantou o olhar e sorriu, os olhos se curvando em duas luas crescentes.

— Mando, sim. — Respondeu com suavidade.

Mas antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa, uma voz ecoou pelo corredor, fria e firme:

— Aonde vocês vão?

Ricardo estava na cadeira de rodas, os cotovelos largados nos apoios, os dedos entrelaçados com uma postura relaxada que contrastava com a tensão no ar. O segurança empurrava a cadeira num ritmo lento e constante.

O sorriso de Luana travou. Por um instante, ela simplesmente não soube como reagir.

Vinícius, por sua vez, manteve-se firme, encarando Ricardo com uma expressão neutra.

— Soube que o senhor estava se recuperando no hospital. — Ele disse, num tom controlado. — Parece que é verdade.

Ricardo inclinou levemente a cabeça, um meio sorriso surgindo nos lábios.

— Que gentileza do senhor se preocupar comigo, Sr. Vinícius. — A voz soou suave, quase irônica. — Já está praticando para ser genro da família Ferraz?

O sorriso de Vinícius se desfez de imediato.

— Acho que vou ter que decepcioná-lo. — Ele respondeu sem alterar o tom, mas o olhar endureceu.

— Já mudou de ideia? — Retrucou Ricardo, girando um pouco a cadeira como se quisesse estudar melhor a reação do outro.

— Não recusei publicamente porque quis poupar vocês do escândalo. — Rebateu Vinícius, firme. — Afinal, se isso vazar, quem sai perdendo é a família Ferraz. O senhor não vai realmente tentar me obrigar a casar com sua prima, vai, Sr. Ricardo?

Ricardo se ajeitou na cadeira, apoiando o cotovelo no braço de metal e descansando a mão na lateral da cabeça. Um olhar de soslaio, calculado, deslizou até Luana, que permanecia imóvel atrás de Vinícius.

— Meu medo é que seu pai leve a sério. — Ele murmurou, com calma.

O semblante de Vinícius perdeu qualquer vestígio de humor.

— Luana. — Chamou Ricardo, sem pressa, a voz baixa, porém carregada de autoridade. — Vem aqui.

Fazia três dias que ele estava internado. Três dias que Luana aparecia no hospital, mas nunca no quarto dele, nunca para vê-lo.

Ela apertou os lábios, trocou um olhar breve com Vinícius e caminhou até Ricardo. Sem dizer nada, agarrou as alças da cadeira.

— Me leva para o quarto. — Disse Ricardo, com voz baixa, quase sem expressão.

O segurança recuou para o lado sem precisar ouvir duas vezes.

Luana empurrou a cadeira em silêncio pelo corredor. Eles subiram até o andar reservado, entraram no quarto e ela parou perto da porta, pronta para ir embora.

Os olhos dela brilhavam úmidos enquanto cada palavra saía como uma lâmina afiada, e cada uma acertava ele em cheio.

O peito de Ricardo se contraiu, a respiração ficou pesada. Quando finalmente respondeu, a voz saiu rouca, quase um sussurro:

— Não foi isso que eu quis dizer.

— Então o que foi? Está reclamando que eu não fui boa esposa? Porque nesses seis anos, Ricardo, eu nunca falhei com a sua família. Nunca.

— Luana. — Ele segurou os ombros dela, os dedos firmes, mas sem machucar, tentando segurá-la de um jeito que ela não conseguisse fugir. — Esquece o que passou. A gente pode recomeçar. Fazer funcionar de verdade dessa vez.

Luana ficou imóvel, como se tivesse levado um soco no estômago.

Finalmente havia ouvido as palavras que tanto esperou ouvir durante todos esses anos. Mas agora não importava mais, porque já era tarde demais.

Ela não queria recomeçar. Não queria fazer funcionar. O que ela queria mesmo era nunca ter conhecido ele, porque aí não teria vivido tudo aquilo, não teria sofrido tanto.

Mas a culpa era dela. Sempre foi. Ela que escolheu esse caminho. Ela que plantou, ela que colheu.

Ricardo passou os dedos pelo canto dos olhos dela, onde uma lágrima teimava em se formar. Aquela pinta de beleza perto da pálpebra parecia mais intensa assim, com os olhos vermelhos e úmidos. Ele não sabia dizer quando, mas aquilo havia começado a mexer com ele de um jeito que não entendia, que não conseguia explicar.

Um som seco interrompeu o momento, bateram na porta.

Luana se afastou dele num pulo e foi para o outro lado do quarto. Ricardo abriu a porta, e antes que pudesse se preparar, Vanessa se jogou nos braços dele, quase o desequilibrando.

— Ricardo, a Sra. Sofia me tirou do cargo! Vão me transferir do hospital, mas eu não quero sair daqui!

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