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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 273

Durante todo o tempo que passaram em Casa Serenidade, nem mesmo naquela noite em que ele a forçou, eles nunca haviam dormido juntos na mesma cama. Ele a observou com um olhar profundo e impenetrável antes de quebrar o silêncio.

— Ouvi você falando dormindo.

O corpo de Luana estremeceu. Ela havia falado dormindo? O que será que havia dito?

Ao ver a expressão confusa e desorientada dela, Ricardo não conteve um sorriso.

— Tão nervosa assim? Com quem estava sonhando?

Luana desviou o olhar, tentando disfarçar o desconforto.

— Com ninguém...

O sorriso de Ricardo se dissipou aos poucos. Seu olhar se fixou nela, enigmático e cheio de pensamentos que ela não conseguia decifrar. Sentindo a intensidade daqueles olhos sobre si, Luana se virou e deitou de costas para ele, puxando o lençol até os ombros.

— Vou dormir.

Ricardo a abraçou por trás, encostando o rosto na curva do pescoço dela, o calor da respiração dele roçando sua pele.

— Então dorme.

Luana se encolheu levemente, ficou imóvel e fechou os olhos, mas o sono demorou a vir.

...

Na manhã seguinte.

Luana e Ricardo tomavam café na sala de estar. Ela ainda não conseguia parar de pensar no sonho da noite anterior, revivia cada detalhe na cabeça enquanto mexia distraída na comida do prato. Não sabia o que aquilo significava, talvez por ter tido contato com Valentino nos últimos dias, seu subconsciente tivesse projetado nele a imagem do menino do sonho.

Naquela época, se não fosse aquele garoto que desviou a atenção do criminoso, jamais teriam conseguido escapar tão facilmente, ela e Ricardo. Mais tarde, quando os noticiários informaram que apenas dois sobreviventes restaram, isso só podia significar que aquele menino também havia morrido no incidente.

Como poderia ser o Valentino?

Ricardo já havia captado cada nuance da expressão dela. Colocou comida no prato de Luana com calma.

— Foi só um pesadelo, não precisa se preocupar tanto.

Ao ouvir essas palavras, Luana sentiu um gosto amargo na boca. Pois é, ele já tinha esquecido tudo mesmo, como se aquela época nunca tivesse existido.

Naquele momento, Fernanda se aproximou de Ricardo e sussurrou algo em seu ouvido. Ele largou os talheres e limpou os cantos da boca com o guardanapo, os movimentos precisos e calculados.

— Eles assinaram o contrato? — Perguntou Ricardo.

— Já assinaram, senhor. — Respondeu Fernanda.

— Quando vão se mudar?

Luana respirou fundo e se virou para a cuidadora que estava ali perto.

— Embala para mim, por favor. Vou levar para o hospital.

Sem esperar resposta, voltou para o quarto. Ricardo ficou ali sentado, relembrando o que ela havia dito no sonho da noite anterior. Parecia que naquele sonho havia um homem muito importante para ela, alguém cuja segurança ela não esquecia nem ao fugir. O rosto dele se fechou, sombrio, e apertou com força os talheres na mão.

A cuidadora se aproximou com uma marmita para embalar a comida. De repente, notou que a mão dele, a que segurava a faca, voltara a sangrar. Levou um susto e hesitou antes de falar:

— Senhor Ricardo, sua mão...

A ferida anterior ainda não havia cicatrizado completamente e agora sangrava novamente, como se a dor física pudesse fazê-lo esquecer o desprazer emocional. Ele permaneceu impassível, sem sequer olhar para o ferimento.

— Não é nada. Continua.

A cuidadora, nervosa e apreensiva, terminou de embalar a comida e saiu às pressas, pensando consigo mesma se o chefe não teria alguma tendência masoquista.

...

Assim que chegou ao hospital, Luana se viu envolvida em várias cirurgias seguidas, uma atrás da outra sem pausa. Café da manhã e almoço foram apenas alguns bocados apressados aqui e ali, engolidos entre uma sala de cirurgia e outra.

Só à tarde, quando finalmente saiu do centro cirúrgico tirando a máscara e as luvas, esbarrou com Valentino, que conversava com familiares de um paciente no corredor.

Talvez por causa daquele sonho estranho de ontem, ela não conseguiu evitar olhar para ele mais de uma vez, tentando encontrar alguma semelhança com aquele menino da memória.

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