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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 279

Os dois homens avançaram e seguraram Luana com força, um de cada lado, imobilizando seus braços.

Vanessa sacou uma faca da cintura, a lâmina brilhando sob a luz fraca do pátio abandonado.

— Você não é a aluna mais brilhante do professor Gustavo? Não é uma cirurgiã foda? — Provocou Vanessa, girando a faca na mão. — Se eu inutilizar sua mão direita, me diz, você ainda vai conseguir operar algum dia?

Luana a encarou com os olhos injetados de sangue, mas não disse uma palavra sequer. Não daria a ela a satisfação de vê-la implorar.

Vanessa sentiu um aperto no peito, como se aquela facada fosse condená-la ao inferno. Mas ela odiava aquela arrogância, odiava o jeito como Luana sempre parecia estar acima de tudo e de todos. Luana tinha que ficar no chão, pisoteada, olhando para cima para sempre!

Vanessa ergueu a faca e a cravou sem hesitar. No instante em que a lâmina perfurou o dorso da mão de Luana, a dor dilacerante arrancou dela um grito sufocado que ecoou pelo pátio vazio. Seu corpo tremia de forma violenta, o rosto ficando pálido como papel. Mas, mesmo assim, ela não implorou por piedade. Até aqueles dois homens, que já tinham visto de tudo na vida, suaram frio diante daquela cena brutal.

O sorriso de Vanessa ficou cada vez mais cruel. Ver Luana sendo torturada em suas mãos finalmente a fazia sentir uma satisfação doentia e perversa. Quando a faca foi arrancada, a dor na mão de Luana se intensificou ainda mais, como se todo o sangue do corpo estivesse sendo drenado pela ferida aberta.

Ela caiu no chão com as pernas bambas. A mão direita estava tão dolorida que já nem sentia mais nada, apenas um formigamento entorpecido.

Vanessa se agachou na frente dela e segurou seu queixo com força, obrigando-a a olhar para cima.

— Luana, vou te contar um segredo. — Disse Vanessa, com voz baixa e venenosa. — A queda da sua mãe foi um acidente mesmo, e eu até tentei segurá-la. Mas soltei de propósito.

Luana já esperava que a morte de Agatha tivesse relação com Vanessa. Mas ouvir ela narrar com tanta frieza como uma vida se perdeu em suas mãos fez o corpo de Luana tremer de forma incontrolável, não de medo, mas de raiva pura.

— No começo, eu nem queria matá-la. Mas quem mandou ela ouvir o que não devia? — Vanessa soltou uma risada curta e inclinou a cabeça para encará-la nos olhos. — Aliás, sabia que consegui escapar da investigação do Ricardo graças ao Bernardo? A morte do seu irmãozinho maldito e do seu pai? O Bernardo tem metade do crédito nisso.

Luana ficou paralisada. Nenhum som saiu de sua garganta por um longo momento. Não era porque ouviu que as mortes do irmão e de Douglas tinham ligação com Bernardo. Era porque viu, no pulso de Vanessa, uma pequena pinta vermelha.

Agatha havia dito que sua filha tinha uma pinta vermelha no pulso, como uma marca de nascença do tamanho de metade da unha do mindinho, exposta logo abaixo da pulseira do relógio.

Ao ver Luana congelada, atordoada, sem mais reação, Vanessa se levantou com ar de vitória absoluta. Estava prestes a sair quando Luana agarrou seu tornozelo com a mão esquerda, a única que ainda funcionava. Ignorando a dor lancinante, soltou uma risada amarga que saiu entrecortada.

— Luana! — Chamou Ricardo, a voz saindo rouca.

Os lábios de Luana estavam rachados e secos. As pálpebras, pesadas demais para abrir. Fernanda trouxe a maleta de primeiros socorros e se ajoelhou ao lado deles.

— Senhor Ricardo, é melhor estancar o sangramento primeiro... — Começou Fernanda, mas ele a interrompeu.

Ele segurou a mulher em seus braços e baixou a voz, tensa e protetora.

— Não machuca ela!

Vanessa e os outros tentaram fugir pela lateral do terreno, mas foram bloqueados pelos seguranças que cercaram o local. Ricardo saiu carregando Luana nos braços com pressa, enquanto Vanessa, tomada pelo desespero, caiu de joelhos e agarrou a barra de seu paletó.

— Ricardo, me escuta! Foi tudo ideia da senhora Alencar! Eu não tive escolha! — Implorou Vanessa, a voz saindo aguda e chorosa.

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