No fim de semana, Luana pegou o voo da manhã e chegou ao aeroporto de Oeiras. Depois de fazer o check-in no hotel, enviou uma mensagem para Renata avisando que tinha voltado à cidade e que não precisava esperá-la à noite.
Assim que entrou no quarto e inseriu o cartão-chave para ativar a energia, as cortinas fechadas se abriram de forma automática, e o espaço que antes estava imerso na penumbra ganhou luz em um instante.
Ela jamais imaginou que voltaria para Oeiras.
Naquele momento, seu celular vibrou com uma nova mensagem.
Vinícius: [Você já chegou em Oeiras?]
Luana: [Já cheguei, sim.]
Vinícius: [Descanse um pouco. À tarde vou mandar alguém buscá-la.]
Luana respondeu apenas com um "ok" e ergueu o olhar para a janela. Lá fora, arranha-céus se erguiam imponentes contra o céu. Já que estava de volta à cidade depois de tanto tempo, aproveitaria para resolver aquele assunto pendente.
...
À tarde, o motorista enviado por Vinícius chegou ao hotel para buscá-la. E quem apareceu foi justamente Vitor.
Ele a aguardava ao lado do carro, sorrindo enquanto fazia um aceno respeitoso.
— Sra. Luana, que prazer vê-la novamente. — Cumprimentou ele com gentileza.
— É verdade. — Respondeu Luana, assentindo antes de entrar no veículo.
Durante o trajeto, Vitor comentou que em breve eles retornariam para Macondo e que talvez não houvesse outra oportunidade de se encontrarem.
— Já? Tão cedo assim? — Luana ficou surpresa por um instante.
— Bem, agora que encontramos a Srta. Luciana, o senhor quer levá-la de volta o quanto antes para que ela seja reconhecida pela família. — Explicou Vitor, com naturalidade.
Ao ouvir aquilo, Luana apertou os lábios e desviou o olhar, sentindo-se perdida em seus próprios pensamentos.
O carro parou em frente a uma residência particular, localizada a poucos quilômetros do Hospital Particular de Santa Maria. Vitor explicou que aquela casa havia sido alugada por Danilo a peso de ouro e que a Sra. Souza estava ali em recuperação.
Luana acompanhou Vitor pelo jardim até serem conduzidos por uma empregada ao quarto da Sra. Souza.
Vinícius estava ao lado da cama, apoiando a mãe. Ao notar a presença deles, virou-se em direção à porta.
— Mãe, olha só quem veio te visitar. — Disse ele com ternura.
A Sra. Souza ergueu a cabeça devagar, ainda um pouco confusa. Mas no momento em que seus olhos pousaram sobre Luana, ela se levantou da cama de imediato, e um sorriso iluminou seu rosto.
— Minha filha! — Exclamou ela, com voz embargada.
Antes, sempre que ouvia a Sra. Souza chamá-la de "filha", Luana achava que era apenas fruto da dor pela perda da filha, uma ilusão criada pela mente fragilizada daquela mulher. Mas agora, sabendo que ela poderia realmente ser sua mãe biológica, aquela palavra soava diferente. Ela atingiu seu peito como uma onda quente, fazendo seus olhos arderem com lágrimas contidas.
— Madrinha... — Luana respondeu com a voz trêmula.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Kd o capítulo 520???...
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
Ler o livro completo...