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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 349

— Então o senhor é o famoso Sr. Vinícius. — Disse Valentino, apertando a mão dele com firmeza. — Pelo visto, os irmãos finalmente se reconheceram?

— Exatamente. A Luana é o tesouro perdido que minha família finalmente recuperou. — Respondeu Vinícius, olhando para a irmã com carinho evidente. — Sou muito grato por todo o cuidado que o senhor dispensou a ela em Riviera.

— Não há de quê. Foi um prazer. — Valentino abriu um sorriso cortês e tranquilo.

Luana observava a interação com genuína surpresa. Ela sempre conheceu o lado ácido, reservado e antissocial de Valentino, que parecia viver apenas para o trabalho e para os poucos amigos íntimos, como Sandro e Bernardo. Vê-lo conversando com tanta naturalidade, charme e traquejo social era uma novidade absoluta para ela.

No meio do almoço, Vinícius recebeu uma ligação urgente de trabalho. Pedindo desculpas, ele precisou partir, confiando a segurança de Luana a Valentino.

Assim que o irmão dela saiu, Valentino se ofereceu para levá-la de volta ao hotel. Ao chegarem, ele baixou o vidro do carro enquanto ela descia na calçada.

— Você está hospedada em um hotel aqui em Oeiras? — Perguntou ele, com um tom de curiosidade.

— E por que não estaria? Tem algum problema? — Luana se virou, ajeitando a bolsa no ombro.

— O Ricardo não te deixou nem mesmo um imóvel para morar? — Indagou ele, erguendo uma sobrancelha.

Luana cruzou os braços, encarando-o.

— Uma casa só é um lar quando é minha por direito. Se não está no meu nome, não faz diferença onde durmo, é tudo temporário.

— Você é quem manda. — Valentino riu, apreciando a resposta.

Ele ficou observando até que ela entrasse no saguão e desaparecesse de vista. Em seguida, pegou o celular e ligou para a recepção do mesmo hotel.

— Sr. Valentino, temos apenas uma suíte presidencial disponível, o senhor deseja reservá-la? — Perguntou a atendente.

Com o braço apoiado na janela do carro, ele respondeu casualmente:

— Não preciso de luxo. Quero um quarto no mesmo andar que a Sra. Luana reservou.

...

Enquanto isso, Vinícius retornava à mansão da família Souza. A governanta se aproximou para informar que Anabela havia visitado Luciana mais cedo naquele dia.

Ele manteve a expressão impassível e entrou na sala de estar. Ao vê-lo, Luciana correu para recebê-lo com um sorriso largo e ensaiado.

— Vinícius, que bom que você chegou...

Mas Vinícius passou direto por ela, sem sequer lhe dirigir o olhar ou uma palavra, e subiu as escadas. O sorriso de Luciana congelou e, ao perceber que fora deliberadamente ignorada, sua expressão se torceu em uma máscara de ressentimento.

No escritório, o clima era denso. Vitor conversava com Danilo em voz baixa. Quando Vinícius empurrou a porta e entrou, Vitor já havia revelado ao Danilo os resultados preliminares da investigação.

Danilo parecia atordoado, com um olhar complexo, tentando digerir a gravidade das informações.

Vinícius parou diante da mesa de madeira maciça.

— Eu a encontrei em Riviera. — Disse ele, quebrando o silêncio.

Luana estava parada no corredor, diante da porta do quarto de Ricardo, hesitando em empurrá-la.

Ele a protegera no acidente, sim. Mas será que isso mudava alguma coisa? Eles estavam quites agora, não estavam? A dívida estava paga.

Ela estava prestes a desistir e ir embora quando uma voz suave surgiu ao seu lado.

— Não vai entrar para ver o Sr. Ricardo?

Luana deu um pequeno pulo de susto. Era Fernanda, que havia se aproximado silenciosamente pelo corredor vazio.

Luana respirou fundo para acalmar o coração acelerado.

— Não é necessário. Saber que ele está fora de perigo já é o suficiente.

— Independente de tudo, vocês foram casados e viveram juntos. — Insistiu Fernanda, com gentileza. — Não custa nada entrar e dar uma olhada rápida.

Luana ficou em silêncio por um momento, lutando contra si mesma. Por fim, vencida, girou a maçaneta e empurrou a porta.

Ricardo estava deitado na cama, imóvel. A luz fraca do abajur de cabeceira desenhava sombras em seu rosto, que parecia ainda mais pálido e magro do que o normal. Seu peito subia e descia num ritmo lento, mas havia uma tensão em sua expressão. Ele franzia a testa, como se estivesse preso em um sonho ruim ou sentindo dor mesmo inconsciente.

Luana caminhou até a beira da cama. Incomodada com a luz que batia no rosto dele, estendeu a mão para desligar o abajur.

Foi naquele instante que Ricardo abriu os olhos devagar.

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