Assim que Luana e Vinícius entraram no quarto principal, a empregada que velava o sono da matriarca se aproximou, falando em voz baixa:
— Sr. Vinícius, a Sra. Souza tomou o mingau há pouco tempo e acabou pegando no sono novamente.
Vinícius se voltou para Luana, que caminhava silenciosamente em direção à cama. Com gestos delicados, ela ajeitou o cobertor sobre a mulher adormecida, observando as feições serenas da mãe que, agora ela sabia, nunca a havia abandonado por vontade própria. Ao constatar isso, um nó se formou em sua garganta e seus olhos ficaram marejados, transbordando uma emoção contida por anos.
A empregada, confusa com a cena e a intimidade daquela estranha, tentou intervir:
— Sr. Vinícius, ela...
— Ela é a minha irmã de verdade. — Cortou Vinícius, com firmeza, mas sem elevar o tom de voz.
A empregada não conseguiu esconder a surpresa em seu rosto, mas logo assentiu com um sorriso discreto. Fosse verdade ou não, qualquer pessoa parecia melhor do que Luciana, a quem os empregados secretamente detestavam.
Somente depois que a empregada se retirou, deixando-os a sós, Vinícius quebrou o silêncio, curioso sobre a decisão anterior da irmã.
— Por que você concordou que ela ficasse aqui na mansão?
— Ela ficou muito surpresa ao me ver. — Respondeu Luana, franzindo a testa enquanto analisava a memória daquele momento. — A reação dela foi de quem via um fantasma, como se eu não devesse estar aqui, ou pior, como se eu não devesse estar viva.
— Você acha que o acidente de carro tem alguma ligação com ela? — Indagou ele, com o semblante endurecendo.
Luana balançou a cabeça, pensativa.
— Não tenho certeza, e é exatamente por isso que a mantive por perto. Quero tê-la sob meus olhos para testá-la e tirar essa história a limpo.
Vinícius pousou a mão no topo da cabeça dela, num gesto protetor e carinhoso.
— Vou ficar de olho nela para você.
— Obrigada, Vinícius. — Agradeceu ela, permitindo-se um sorriso genuíno.
Quando Luana desceu para ir embora, encontrou Luciana postada no pé da escada, claramente à sua espera. A impostora tentou mais uma vez assumir sua faceta amigável e doce:
— Luana, sinto muito mesmo. Da última vez foi um mal-entendido terrível. Você é uma pessoa generosa, não vai guardar rancor de mim, vai?
Luana parou, encarou-a com frieza e abriu um leve sorriso desprovido de qualquer calor.
— Vou.
— O quê? Mas eu já pedi desculpas! — Exclamou Luciana, perdendo a compostura por um segundo.
— E só porque você pediu desculpas, sou obrigada a aceitar? — Retrucou Luana, passando por ela sem diminuir o passo.
Luciana cerrou os punhos ao lado do corpo, tremendo de raiva. Enquanto via as costas de Luana se afastarem, não conseguiu conter o veneno e murmurou entre dentes:
— Por que você simplesmente não morre?

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Kd o capítulo 520???...
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
Ler o livro completo...