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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 372

Enquanto isso, em Riviera.

A rotina de Vanessa foi bruscamente interrompida pelo toque do telefone. Ao ouvir a voz de uma mulher desconhecida revelar que Ricardo estava com câncer, ela ficou atordoada por um momento, mas logo recuperou a postura e soltou uma risada fria e desdenhosa.

— Não me importo com quem você seja, mas para inventar uma história dessas, você precisa apresentar provas. — Retrucou Vanessa, segurando o aparelho com ceticismo.

Em vez de se irritar com a descrença, a mulher do outro lado da linha riu, um som tranquilo e perturbador.

— Sei que você não acreditaria apenas na minha palavra. Mas e se eu disser que sei que você foi a verdadeira mandante por trás do acidente de carro planejado por Luciana? — Disparou a desconhecida.

O sorriso de Vanessa congelou num instante, e sua expressão endureceu.

— Quem é você, afinal? — Questionou ela, com a voz tensa.

— Não se preocupe com minha identidade, não sou sua inimiga. — Respondeu a mulher, com uma calma calculada. — Aquele acidente que você instigou fez com que o senhor Ricardo desaparecesse dos olhos do público logo após o resgate de emergência. O pessoal da família Ferraz bloqueou todas as notícias sobre o estado dele, alegando que ele foi para o exterior tratar de uma doença, enquanto Luana permanece retida em Oeiras. Se meus contatos não tivessem trazido algumas informações de lá, eu jamais poderia revelar esse segredo a você. Acredite se quiser, ou se sinta livre para investigar por conta própria.

Vanessa apertou o celular com força, sentindo o suor frio começar a brotar enquanto seu rosto escurecia.

— O que você quer? — Perguntou ela, agora sem o tom de deboche.

— Quero propor uma cooperação. — Continuou a mulher, sem pressa. — Você não odeia o Ricardo por ter te abandonado? Não odeia a Luana por ter roubado o seu homem? Posso te ajudar a conseguir o que quer, mas, em troca, preciso que você me ajude.

Vanessa soltou uma risada seca, tentando recuperar o controle da situação.

— Não gosto de ser ameaçada e não me importa quem você pensa que é. Agora é você quem está me pedindo algo, então por que eu deveria te ajudar?

— Pelo simples fato de que ssei tudo sobre o seu passado com Fernando Oliveira.

Ao ouvir aquele nome ser pronunciado, Vanessa sentiu as pernas fraquejarem violentamente, e todo o sangue pareceu drenar de seu rosto num instante. Era como se seu coração tivesse parado de bater. O medo que inundou seus olhos era visível e persistente.

Diante do silêncio prolongado de Vanessa, a mulher do outro lado soube que havia tocado na ferida exposta.

— Senhora Vanessa, pense com carinho. Você não gostaria que o senhor Ricardo descobrisse o que aconteceu naquela época, não é?

Vanessa mordeu o lábio com tanta força que quase o perfurou. Levou alguns segundos para forçar uma calma que não sentia.

— Eu nem sequer sei o seu nome. Como posso confiar em uma parceria com você?

— Meu sobrenome é Moura. Se quiser saber quem sou, amanhã à tarde vou mandar um endereço para você.

— Só quero dormir abraçado com você, prometo que não vou fazer nada, além disso. — Garantiu ele, tentando acalmá-la.

Luana manteve o corpo rígido, tesa, sem relaxar nem por um segundo. Percebendo a tensão dela, Ricardo riu baixinho contra o pescoço dela.

— O que um paciente meio morto como eu poderia fazer? Prezo pela minha vida agora, sabia?

— Você preza pela sua vida? — Retrucou ela, carregada de sarcasmo. — Não era você que queria morrer?

O homem atrás dela ficou em silêncio por meio minuto, a respiração quente roçando a pele dela.

— Antes de morrer, não devo aproveitar bem os dias que me restam ao seu lado? — Perguntou ele, com uma sinceridade desconcertante.

Na penumbra, Luana travou. O que ele estava dizendo? Aproveitar os dias ao lado dela? A doença tinha afetado a cabeça dele também?

Antes que ela pudesse processar aquelas palavras ou reagir, Ricardo se moveu, eliminando o último centímetro de distância que restava entre eles. Num movimento lento e carregado de necessidade, ele enterrou o rosto na curva do pescoço dela, aspirando seu cheiro como se fosse a única coisa capaz de lhe trazer paz.

— Luana, houve um tempo em que acreditei, de verdade, que não te amava. — Confessou ele, a voz abafada contra a pele dela, soando vulnerável como ela nunca tinha ouvido antes. — Mas eu estava enganado. A verdade é que eu já tinha me apaixonado por você há muito tempo.

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