Luana o encarou com um olhar repleto de dúvida, permanecendo imóvel no lugar, enquanto Amanda, forçando-se a engolir a própria raiva para manter a compostura, virou-se para o filho e questionou:
— O que você tem na cabeça?
Ricardo partiu um pedaço do doce com os dedos, demonstrando uma calma que contrastava com a tensão no ambiente, e respondeu:
— A família Freitas criou ela e cuidou dela com todo o carinho. A senhora pretende impedi-la de ir e permitir que os outros a acusem de ingratidão e falta de caráter?
Amanda franziu a testa, a preocupação vincando seu rosto.
— Mas e quanto a você? Já pensou na sua situação?
Ele fez uma breve pausa, desviando o olhar para o rosto de Luana antes de declarar sua decisão com firmeza:
— Vou acompanhá-la.
Aquelas palavras fizeram Luana estremecer, pega de surpresa pela atitude dele.
— Você ficou louco? — Explodiu Amanda, sua expressão mudando de forma drástica do medo para a indignação. — Com o seu estado de saúde atual, já não basta todo o sofrimento pelo qual está passando?
— Não vou morrer agora. — Retrucou Ricardo com um tom indiferente, agindo como se sua doença grave não fosse nada demais. — Ficar trancado no hospital o tempo todo é um tédio, então encare essa viagem como umas férias para mim.
O rosto de Amanda empalideceu de fúria e ela fuzilou Luana com o olhar, culpando-a em silêncio por aquela loucura. Luana, no entanto, ignorou a hostilidade da sogra e disse diretamente a Ricardo:
— Não preciso que você vá comigo.
— É voluntário, escolhi ir. — Insistiu ele, seus olhos escuros fixos nela com uma intensidade indecifrável. — Se acontecer qualquer problema, a culpa não será sua.
— Ricardo! — Gritou Amanda, a voz falhando e os olhos avermelhados de raiva contida.
Como ela não ficaria indignada vendo o próprio filho desafiá-la daquela maneira por causa de uma mulher que nem sequer se importava com ele?
— O que é mais importante: a minha saúde ou a sua oposição? — Rebateu Ricardo, deixando-a sem resposta. Vendo que a mãe não tinha mais argumentos, ele continuou com serenidade. — Permanecer muito tempo no hospital não ajuda na recuperação. Além disso, não é como se eu tivesse uma doença terminal incurável, não é mesmo?
Amanda permaneceu estática, incapaz de refutar a lógica do filho. Após um longo silêncio, ela respirou fundo para se recompor e disse:
— A minha permissão não basta, seu pai precisa concordar com isso.
— Explicarei tudo a ele. — Ricardo acenou com a cabeça.
Apertando a alça da bolsa com força até os dedos ficarem brancos, Amanda lançou um último olhar ameaçador para Luana e avisou:
— Se algo acontecer com ele, jamais vou perdoar você.
Luana permaneceu calada, recusando-se a entrar no confronto. Amanda deu as costas e saiu do quarto, batendo a porta com estrondo logo em seguida. Era evidente que ela estava transtornada.
— Não havia necessidade de provocar sua mãe, ela só está preocupada com você. Além disso, o que pretende fazer em Riviera nessas condições? — Disse Luana, encarando-o.
— O câncer de pulmão do Ricardo ainda está no estágio inicial. O médico garantiu que, se ele cooperar com a quimioterapia, poderemos controlar a doença e impedir que ela avance para um quadro terminal. — Respondeu Alexandre, virando-se com calma para encarar as duas mulheres. — Além disso, mesmo que tentássemos impedi-lo, você acha que ele obedeceria? É melhor deixar ele ir e fazer o que deseja.
— O que você disse? — Amanda se levantou num sobressalto e caminhou até ele, incrédula. — Ele é seu filho! Mesmo ignorando a doença, se algo acontecer com ele em Riviera, se ele sofrer algum acidente, você não vai carregar esse arrependimento pelo resto da vida?
Alexandre franziu a testa, incomodado com o desespero da esposa, e ofereceu uma solução definitiva:
— Se você está tão insegura a esse ponto, vou com ele. Vou faezr companhia ao nosso filho.
Um brilho de espanto cruzou o olhar de Amanda; ela encarou o marido com intensidade, incrédula, enquanto as mãos que pendiam ao lado do corpo se fecharam em punhos apertados, denunciando sua tensão.
Diante do impasse, Sofia, que observava tudo em silêncio, finalmente assentiu, dando sua bênção à proposta de Alexandre.
Assim que Linda acompanhou a matriarca para descansar em seu quarto de meditação, deixando o casal a sós na sala, Alexandre fez menção de sair. No entanto, antes que ele pudesse se afastar, Amanda o segurou pelo braço com firmeza e o confrontou:
— O seu objetivo não é apenas fazer companhia ao nosso filho, não é?
Alexandre parou e a encarou, mantendo a expressão neutra ao responder com outra pergunta:
— Se não fosse pelo Ricardo, por que mais eu iria?
— Você não me engana, sabe muito bem do que estou falando. — Disse Amanda, baixando o tom de voz e deixando escapar um riso frio e amargo. — Depois de todos esses anos, você nunca foi capaz de esquecer aquela mulher que guarda no coração.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
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Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
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