— Não sei jogar. — Disse Luana, desviando o rosto com um toque de timidez.
Ricardo não aceitou a recusa. Segurou a mão dela e a fez girar suavemente, posicionando-se atrás de seu corpo. Ele inclinou o tronco, pressionando levemente o peito contra as costas dela, envolvendo-a numa armadilha de calor e perfume masculino.
— Te ensino. — Sussurrou ele, a voz vibrando próximo ao ouvido dela.
Luana segurou o taco, mas a postura estava rígida e incorreta. Com paciência predatória, Ricardo usou as próprias mãos para ajustar os braços dela, corrigindo o ângulo. A proximidade era perigosa; o corpo dele colado ao dela a desconcentrava, fazendo-a errar as tacadas diversas vezes enquanto sua mente vagava para lugares proibidos. Percebendo a dispersão, Ricardo se aproximou ainda mais, eliminando qualquer espaço entre eles.
— Concentre-se. — Ordenou ele, com a voz baixa e rouca.
Luana mordeu o lábio inferior, forçando-se a afastar os pensamentos impuros e focar no jogo. Cerca de dez minutos depois, quando ela pegou finalmente o jeito da técnica, Ricardo virou o resto do uísque em seu copo num gole só. O olhar dele pousou sobre ela, fixo, ardente e profundo, como se a despisse ali mesmo.
Quando Luana virou a cabeça para encará-lo, ele não hesitou. Sua mão grande segurou a nuca dela com firmeza, impedindo qualquer recuo. Antes que ela pudesse reagir, o cheiro inebriante do álcool invadiu seus sentidos, seguido pelos lábios dele tomando os seus com urgência.
Ela não o afastou.
Num movimento fluido, Ricardo a ergueu e a sentou na borda da mesa de bilhar, beijando-a com uma fome avassaladora, como se quisesse fundi-la ao seu próprio corpo. Luana estava prestes a se render completamente e afundar naquela sensação vertiginosa, até que o toque estridente do celular quebrou o encanto.
Era Vinícius.
Ela se separou dele, ofegante, o peito subindo e descendo descompassado.
— Eu preciso ir. — Disse ela, com a voz trêmula.
Ricardo soltou uma risada rouca, passando a mão pelo rosto. Talvez fosse melhor assim. Aquela ligação chegara no momento exato em que ele estava prestes a perder o controle. Se não fosse por essa interrupção, ele dificilmente teria conseguido parar.
— Até amanhã. — Disse ele, o olhar ainda carregado de desejo.
Luana não respondeu. Saiu apressada da sala privada, tentando recompor suas emoções e alisar a roupa amassada antes de atender o telefone.
— Vinícius? — Atendeu ela, tentando soar normal.
— Onde você se meteu? — A voz do irmão soou preocupada do outro lado da linha.
— Fui usar o banheiro do andar de cima. — Mentiu ela, descendo as escadas rapidamente.
Vinícius, que a aguardava no térreo, ergueu o olhar e suspirou aliviado ao vê-la aparecer. Quando ela se aproximou, ele questionou, confuso:
— Mas não tem banheiro aqui embaixo?
— Estava muito cheio. — Retrucou ela, desviando o olhar.
De repente, Vinícius estreitou os olhos. Notou que a maquiagem dela estava borrada e, mais do que isso, seus lábios pareciam inchados e avermelhados.
— Por que sua boca está assim? — Indagou ele, direto.
Luana travou por um instante, levando a mão à boca num gesto instintivo de limpeza, o coração disparando.
— Acho que forcei demais na hora de retocar o batom, acabei esfregando com força.
Felizmente, Vinícius não pareceu desconfiar da desculpa esfarrapada.
— Vamos para casa.
Ela assentiu, seguindo o irmão para fora do restaurante, aliviada por escapar do interrogatório.
...
No entanto, a calmaria durou pouco. Assim que entraram em casa, encontraram Danilo na sala de estar, entretido com uma visita. Luana observou as costas do homem sentado no sofá e estancou, reconhecendo a silhueta.
— Professor Valentino? — Chamou ela, surpresa.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
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