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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 596

A madrugada avançava, e o silêncio no quarto era absoluto.

Luana se revirava na cama, incapaz de pregar o olho. Ela havia imaginado mil cenários para aquela noite, mas "dormir em quartos separados" definitivamente não estava na lista. Antigamente, quando estavam juntos, aquele homem não perdia uma única oportunidade de tocá-la. Agora, parecia um monge.

Será que ele mudou tanto assim? Ou será que o problema era ela?

A ideia de ter perdido o encanto feriu seu ego. Afinal, ela já estava beirando os trinta anos. Aquela insegurança boba começou a pinicar sua mente, deixando-a inquieta. Decidida a espantar aqueles pensamentos, Luana jogou o edredom para o lado e saiu do quarto.

Por uma coincidência do destino, no exato momento em que ela abriu a porta, Ricardo também saía do quarto de hóspedes.

Os olhares se cruzaram no corredor mal iluminado, e um constrangimento imediato pairou no ar.

Os olhos de Ricardo percorreram o corpo dela. Luana vestia um roupão do hotel que, na sua agitação na cama, havia ficado com o decote frouxo, revelando a curva suave dos seios. Ela nem percebeu.

O pomo de adão de Ricardo se moveu sutilmente, e seu olhar escureceu, carregado de desejo. Mas ele desviou o rosto rápido, controlando a própria voz para soar neutro:

— Ainda acordada?

— É... — Luana assentiu, sentindo o rosto esquentar. — E você, também não dormiu?

Ficaram parados ali, no meio do corredor, envoltos numa tensão palpável. O instinto de Luana era correr de volta para a segurança da cama, mas seus pés pareciam colados ao chão. Percebendo o clima pesado, Ricardo tomou a iniciativa de quebrar o gelo e caminhou em direção a ela.

— Vou preparar um café.

— Faz um para mim também, por favor.

Ele parou bem na frente dela. A proximidade fez o coração de Luana disparar. A voz dele soou mais grave, vibrando no silêncio da noite:

— Perdeu o sono mesmo?

Ela respirou fundo, forçando-se a encará-lo com naturalidade.

— Pois é. Acho que estou estranhando a cama, não consigo relaxar.

— É mesmo? — Ricardo estreitou os olhos, um sorriso malicioso brincando nos lábios. — Achei que fosse insônia por falta de mim lá dentro.

— E no seu caso? — Rebateu ela, tentando virar o jogo.

Ricardo soltou uma risada baixa e rouca, aquele som que sempre causava arrepios nela.

— No meu caso, é exatamente isso.

Ele não negou. Admitiu, na cara dura, a falta que ela fazia.

Antes que Luana pudesse formular uma resposta, ele tirou o casaco que vestia e o colocou sobre os ombros dela, envolvendo-a naquele calor familiar.

— Está frio aqui fora. Não vá ficar doente.

Luana ergueu o rosto, perdendo-se na profundidade daqueles olhos escuros. Ricardo fez menção de passar por ela para ir à cozinha, mas, quando deu dois passos, sentiu o corpo travar.

Na manhã seguinte.

Luana estava no quarto do hospital, acompanhando o pai no café da manhã, mas sua mente estava a quilômetros de distância. Ela não conseguia entender. Tinham chegado àquele ponto de intimidade no sofá, o clima estava pegando fogo, e mesmo assim... ele parou! Ele realmente se segurou e não a tocou além dos beijos.

A dúvida voltou com força total: "Será que eu realmente perdi o charme?"

Danilo tomou um gole de sopa e notou que a filha mal havia tocado na comida. Ela parecia aérea, com o olhar perdido no vazio.

— Luana? Está com a cabeça onde? — Perguntou ele.

— Hã? — Luana despertou do transe, tentando disfarçar. — Ah, nada... Só estava pensando se o Vinícius já resolveu as pendências da empresa.

Danilo pousou a tigela e limpou o canto da boca com o guardanapo, tranquilo.

— Fique sossegada. Seu irmão sabe o que faz.

Ele fez um sinal para que a cuidadora recolhesse a bandeja e se voltou para a filha.

— Olha, não precisa ficar plantada aqui hoje o dia todo. Você tem sua vida, suas coisas para resolver. Aproveita e vai visitar sua mãe. Eu não vou poder ir vê-la tão cedo, e ela deve estar sentindo falta de nós.

— Tudo bem, pai. Eu vou. — Concordou Luana.

Por volta do meio-dia, assim que chegou ao instituto de pesquisa, Luana pegou o celular e ligou para Renata. Normalmente, elas só trocavam mensagens pelo WhatsApp, então uma ligação no meio do dia era sinal de que o assunto era sério. Renata atendeu na hora, já sabendo que vinha bomba por aí.

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