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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 598

Helena não esperava tamanha cautela e agressividade vindo de César, mas no momento, a prioridade era garantir o "sim". Quanto a lidar com as ameaças dele... bom, isso seria um problema para a Helena do futuro resolver.

— Fechado. — Concordou ela.

...

Mais tarde naquele dia, Luana chegou à clínica de repouso para visitar sua mãe. Assim que entrou no quarto, porém, sentiu um frio na espinha ao ver que a cama estava vazia, perfeitamente arrumada. Apenas uma enfermeira estava no local, dobrando alguns lençóis.

— Onde está minha mãe? — Perguntou Luana, tentando controlar a ansiedade que crescia em seu peito.

— A senhora está falando da Sra. Souza? — A enfermeira sorriu, tranquila. — Ah, ela desceu agorinha mesmo. Um senhor veio visitá-la e a levou para tomar um ar no jardim.

Luana franziu a testa, confusa.

— Que senhor?

A enfermeira já tinha visto o pai e o irmão de Luana, então saberia reconhecê-los. Poderia ser o Ricardo?

— Olha, eu não conheço... — Explicou a funcionária, com um olhar sonhador. — Mas era um homem muito distinto, bonito mesmo, com uma pele de porcelana que parecia de artista de novela. Ah, e ele chamou a Sra. Souza de "cunhada".

O sangue de Luana gelou. Sua mente ficou em branco por um segundo, e apenas um nome ecoou em sua cabeça: Carlos.

Sem dizer mais nada, ela girou nos calcanhares e correu para as escadas, ignorando o elevador. Estava prestes a ligar para Rita para conseguir o número de Carlos, mas assim que chegou ao jardim, avistou a cena que tanto temia.

Lá estava sua mãe, sentada na cadeira de rodas, e Carlos logo atrás, empurrando-a devagar por entre os canteiros de flores. O mais surpreendente não era a presença dele, mas o fato de que a Sra. Souza parecia estar tendo um momento de lucidez, conversando animadamente com ele.

— Mãe! — Gritou Luana, apressando o passo em direção a eles.

A Sra. Souza virou a cabeça e, ao ver a filha, seus olhos brilharam.

— Luana?

Luana lançou um olhar cortante para Carlos, mas se agachou diante da mãe, segurando suas mãos trêmulas.

— Mãe... a senhora lembra de mim?

— Mas é claro que lembro, minha filha. — Respondeu a senhora, estendendo a mão para acariciar o rosto de Luana e afastar uma mecha de cabelo de sua testa. O sorriso dela era de uma ternura dolorosa. — Você é minha menina, meu tesouro. Como é que uma mãe vai esquecer a própria filha?

Luana sentiu um nó na garganta e os olhos arderem. Se não fosse a crueldade do Alzheimer, sua mãe jamais a esqueceria. Engolindo o choro para não assustá-la, Luana se levantou e sua postura mudou num instante de filha amorosa para uma leoa protegendo a cria.

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