Um sorriso discreto curvou os lábios de Valentino ao ver Luana se aproximar. Ele caminhou em sua direção, notando a pontualidade da convidada.
— Você chegou na hora exata. — Comentou ele, com um tom de aprovação.
— Este instituto é realmente impressionante. — Elogiou Luana, percorrendo o ambiente com o olhar.
Embora a área total não se comparasse à vastidão do complexo em Riviera, o ambiente ali exalava uma sofisticação acolhedora. O que mais chamava a atenção era o paisagismo interno, com plantas ornamentais e trepadeiras pendendo estrategicamente e criando um contraste vibrante de verde contra a textura branca e moderna das paredes, o que infundia o local com uma vitalidade orgânica.
Valentino soltou uma risada baixa e suave.
— De fato, ficou muito bom. Que tal se eu lhe mostrasse o lugar? — Ofereceu ele, fazendo um gesto cortês para que ela o acompanhasse.
— Eu adoraria, obrigada. — Assentiu Luana, retribuindo o sorriso.
Os dois caminharam lado a lado por um corredor espaçoso, onde a luz do sol, filtrada pelas amplas janelas do chão ao teto, derramava-se sobre o piso polido, fazendo-o brilhar como um espelho d'água. Luana seguia Valentino até a sala de informações na ala sul, observando como o layout separava a zona administrativa da área experimental com uma organização impecável.
No lado oeste, havia um espaço de convivência projetado para o conforto da equipe, decorado com sofás de design arrojado e uma máquina de café automática que zumbia suavemente, perfumando o ar.
— Professor Valentino. — Chamou um jovem estagiário, apressando-se em direção a eles e estendendo uma prancheta com relatórios. — Aqui estão os dados da última análise.
Valentino se deteve para examinar o documento. Com precisão cirúrgica, apontou uma inconsistência nos cálculos e instruiu o rapaz sobre como corrigir.
— Muito obrigado, professor! — Agradeceu o aluno, com um sorriso de alívio e um olhar carregado de admiração e confiança profissional.
Assim que o rapaz se afastou para retomar suas tarefas, Luana não perdeu a oportunidade de provocar o amigo, com um brilho divertido no olhar.
— Professor Valentino, hein? Pelo jeito, todos aqui são seus pupilos devotos.
— Se eu tivesse a intenção de recrutá-los oficialmente, não tenho dúvidas de que seriam. — Respondeu Valentino, sem falsas modéstias, demonstrando a segurança de quem conhece o próprio valor.
Luana não duvidava. Com o talento que ele possuía, era muito provável que, no futuro, Valentino superasse até mesmo a renomada trajetória de Gustavo.
De repente, a tranquilidade do ambiente foi interrompida por passos apressados.
— Valentino, você disse que teríamos um reforço na equipe hoje, mas o RH até agora não me enviou a documentação e... — Sandro entrou na área administrativa falando atropeladamente, mas sua voz morreu na garganta assim que seus olhos pousaram na mulher ao lado do colega.
— Doutor Sandro? — Exclamou Luana, genuinamente surpresa.
Sandro cruzou os braços, recuperando a postura com um suspiro cômico de resignação.
— Ah, agora tudo faz sentido. Quando o Valentino mencionou que havia "alguém novo" chegando, eu devia ter imaginado que o reforço era você.
— Vocês dois foram transferidos para cá? — Indagou Luana, alternando o olhar entre eles.
Se Vinícius ou qualquer funcionário da casa o visse, ela não teria como explicar aquela visita.
— Você por acaso olhou o seu celular hoje? — Perguntou ele, ignorando a aflição dela.
Luana hesitou. Havia passado a manhã inteira imersa no tour pelo laboratório com Valentino e, de fato, esquecera-se completamente do aparelho. Ao tirá-lo da bolsa, viu a mensagem dele brilhando na tela: [Passo aí à tarde para te pegar.]
— E para que você veio me buscar? — Questionou ela, confusa.
Ricardo apoiou a testa em uma das mãos, como se a pergunta fosse óbvia demais.
— O seu avô manda gente investigar a nossa "relação" dia sim, dia não. O que você acha que vim fazer? Manter as aparências, Luana.
Ela franziu a testa. A postura desconfiada de Afonso e Emanuel era, de fato, flagrante. Eles não davam trégua.
— Entre no carro. — Ordenou ele, com a voz grave e sem espaço para discussões.
Após um momento de vacilação, Luana cedeu e acomodou-se no banco de couro ao lado dele.
— Para onde vamos?
— Para um encontro. — Respondeu Ricardo, sucinto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...