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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 508

— Eu e a Sra. Luana já nos conhecemos. — Disse Ricardo, virando-se para a governanta com uma calma autoritária. — Poderia nos deixar a sós por um instante?

A mulher demonstrou uma leve surpresa, mas recuperou a compostura rapidamente, assentiu com um sorriso educado e se retirou para dentro da casa.

Luana cruzou os braços, erguendo o queixo para encará-lo.

— Ricardo, você não tem medo de que meu irmão te reconheça?

Ele deu um passo em direção a ela, diminuindo a distância entre os dois. Um sorriso sutil, carregado de autoconfiança, brincava em seus lábios.

— Ele já me investigou de cima a baixo. A questão é que essa minha identidade atual é impecável, à prova de falhas. Enquanto eu não admitir quem sou, o que ele pode fazer?

Luana mordeu o lábio inferior, frustrada, preferindo o silêncio.

— O espetinho estava bom? — Soltou ele, mudando de assunto repentinamente.

Ela piscou, pega de surpresa.

— Você estava me seguindo?

Ricardo soltou uma risada curta e sem humor.

— Acha mesmo que, na minha posição atual, eu preciso te seguir? — Ele suavizou a expressão, embora o tom continuasse sério. — Foi apenas uma coincidência. Eu estava passando.

Luana ficou sem argumentos. De fato, ele agora era "Luciano", não apenas o Ricardo, e como estavam divorciados, não faria sentido ele despender recursos para vigiá-la.

— Estava ótimo. — Respondeu ela, erguendo uma sobrancelha num desafio mudo. — Quer que eu te indique o lugar?

— Eu não frequento lugares onde você vai com outros homens.

Luana travou por um segundo. Havia algo naquela frase, uma pontada de acidez que ela não esperava. Seria ciúmes? Ela virou o rosto, tentando disfarçar o impacto daquelas palavras.

— Então não vá. Problema seu.

Dizendo isso, ela fez menção de passar por ele para entrar em casa, mas Ricardo foi mais rápido. Estendeu o braço e segurou o pulso dela com firmeza, mas sem machucar. Quando o corpo de Luana girou com o impulso, ele a puxou sutilmente para mais perto.

— Está livre no fim de semana? — Perguntou ele, a voz mais baixa e rouca.

— Para fazer o quê? — Retrucou ela, desconfiada.

— Sra. Luana, poderia me convidar para jantar também, não acha justo?

Ela esperava alguma exigência absurda ou uma provocação, mas o pedido era trivial. Luana comprimiu os lábios, pronta para responder, quando uma voz grave soou atrás deles.

Luana se virou discretamente, fuzilando as costas dele com o olhar enquanto ele se afastava.

— Luana?

Ao ouvir seu nome novamente, ela despertou do transe e olhou para o pai, tentando disfarçar o nervosismo.

— Oi, pai. O que foi?

Danilo respirou fundo, adotando um tom de voz calmo e paternal.

— Seu irmão me contou sobre os planos do seu avô de arranjar um novo casamento para você. Mas... eu quero saber o que você pensa, minha filha.

Luana caminhou até ficar ao lado dele e permaneceu em silêncio por alguns instantes, observando o jardim.

— Pai, eu não quero me casar de novo agora.

A resposta dela pareceu tirar um peso dos ombros de Danilo. Ele sabia o quanto ela havia sofrido em Oeiras e não era um homem antiquado que acreditava que a felicidade dos filhos dependia de um matrimônio. Ele tinha recursos suficientes para garantir que ela tivesse uma vida confortável para sempre, sem depender de ninguém.

Ele assentiu, compreensivo.

— Apoio a sua decisão. Vou dar um jeito de contornar a situação com seu avô, não se preocupe com isso. — Danilo fez uma pausa, parou de andar e virou-se para encarar a filha nos olhos. — Só tem uma coisa... O que está acontecendo entre você e esse Sr. Luciano?

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