— Eu e a Sra. Luana já nos conhecemos. — Disse Ricardo, virando-se para a governanta com uma calma autoritária. — Poderia nos deixar a sós por um instante?
A mulher demonstrou uma leve surpresa, mas recuperou a compostura rapidamente, assentiu com um sorriso educado e se retirou para dentro da casa.
Luana cruzou os braços, erguendo o queixo para encará-lo.
— Ricardo, você não tem medo de que meu irmão te reconheça?
Ele deu um passo em direção a ela, diminuindo a distância entre os dois. Um sorriso sutil, carregado de autoconfiança, brincava em seus lábios.
— Ele já me investigou de cima a baixo. A questão é que essa minha identidade atual é impecável, à prova de falhas. Enquanto eu não admitir quem sou, o que ele pode fazer?
Luana mordeu o lábio inferior, frustrada, preferindo o silêncio.
— O espetinho estava bom? — Soltou ele, mudando de assunto repentinamente.
Ela piscou, pega de surpresa.
— Você estava me seguindo?
Ricardo soltou uma risada curta e sem humor.
— Acha mesmo que, na minha posição atual, eu preciso te seguir? — Ele suavizou a expressão, embora o tom continuasse sério. — Foi apenas uma coincidência. Eu estava passando.
Luana ficou sem argumentos. De fato, ele agora era "Luciano", não apenas o Ricardo, e como estavam divorciados, não faria sentido ele despender recursos para vigiá-la.
— Estava ótimo. — Respondeu ela, erguendo uma sobrancelha num desafio mudo. — Quer que eu te indique o lugar?
— Eu não frequento lugares onde você vai com outros homens.
Luana travou por um segundo. Havia algo naquela frase, uma pontada de acidez que ela não esperava. Seria ciúmes? Ela virou o rosto, tentando disfarçar o impacto daquelas palavras.
— Então não vá. Problema seu.
Dizendo isso, ela fez menção de passar por ele para entrar em casa, mas Ricardo foi mais rápido. Estendeu o braço e segurou o pulso dela com firmeza, mas sem machucar. Quando o corpo de Luana girou com o impulso, ele a puxou sutilmente para mais perto.
— Está livre no fim de semana? — Perguntou ele, a voz mais baixa e rouca.
— Para fazer o quê? — Retrucou ela, desconfiada.
— Sra. Luana, poderia me convidar para jantar também, não acha justo?
Ela esperava alguma exigência absurda ou uma provocação, mas o pedido era trivial. Luana comprimiu os lábios, pronta para responder, quando uma voz grave soou atrás deles.
Luana se virou discretamente, fuzilando as costas dele com o olhar enquanto ele se afastava.
— Luana?
Ao ouvir seu nome novamente, ela despertou do transe e olhou para o pai, tentando disfarçar o nervosismo.
— Oi, pai. O que foi?
Danilo respirou fundo, adotando um tom de voz calmo e paternal.
— Seu irmão me contou sobre os planos do seu avô de arranjar um novo casamento para você. Mas... eu quero saber o que você pensa, minha filha.
Luana caminhou até ficar ao lado dele e permaneceu em silêncio por alguns instantes, observando o jardim.
— Pai, eu não quero me casar de novo agora.
A resposta dela pareceu tirar um peso dos ombros de Danilo. Ele sabia o quanto ela havia sofrido em Oeiras e não era um homem antiquado que acreditava que a felicidade dos filhos dependia de um matrimônio. Ele tinha recursos suficientes para garantir que ela tivesse uma vida confortável para sempre, sem depender de ninguém.
Ele assentiu, compreensivo.
— Apoio a sua decisão. Vou dar um jeito de contornar a situação com seu avô, não se preocupe com isso. — Danilo fez uma pausa, parou de andar e virou-se para encarar a filha nos olhos. — Só tem uma coisa... O que está acontecendo entre você e esse Sr. Luciano?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...