Luana suspirou e digitou rapidamente uma resposta: [Minha memória é péssima, falamos amanhã.]
Menos de um minuto depois, o celular vibrou com a resposta dele: um emoji fazendo bico, fingindo mágoa. Um sorriso discreto ameaçou surgir nos lábios dela, mas foi interrompido.
— Sra. Luana, é este o reservado. — Informou o garçom, cortando seus devaneios.
Ela bloqueou a tela do celular, guardou-o na bolsa e empurrou a porta do recinto.
Além da Sra. Lopes, havia um homem jovem sentado à mesa. Ao olhar com mais atenção, o rosto de Luana endureceu quase imperceptivelmente. Era aquele mesmo sujeito estranho que tentava tocá-la durante o banquete de boas-vindas.
— Sra. Luana, por favor, fique à vontade, não precisa de cerimônia. — Disse a Sra. Lopes com um sorriso caloroso e acolhedor.
Luana sentiu um calafrio percorrer a espinha diante do olhar fixo e invasivo do rapaz, mas, para não rejeitar a hospitalidade da anfitriã de imediato, acomodou-se na cadeira.
— Confesso que fiquei surpresa ao saber do seu interesse no nosso projeto. — Comentou Luana, tentando manter o tom profissional.
— A amizade entre a família Lopes e a família Souza é antiga. Você voltou a Macondo há pouco tempo, então é natural que não saiba dos detalhes, mas isso não tem importância... — A Sra. Lopes fez uma pausa sugestiva. — Logo seremos todos uma só família.
Luana franziu a testa, confusa com a intimidade forçada daquelas palavras. "Uma só família"?
— Este é meu filho, Tomás. Acredito que já se viram. — Apresentou a Sra. Lopes.
O canto da boca de Luana se curvou num sorriso frio e protocolar, enquanto ela ignorava a maneira como o homem a devorava com os olhos.
— Sim, já nos vimos.
Pessoas normais não encaram os outros de forma tão descarada e obsessiva, mas ele... claramente não se encaixava na definição de normalidade.
Uma premonição ruim tomou conta de seu estômago. Enquanto a Sra. Lopes tagarelava amenidades, Luana deslizou a mão para debaixo da mesa, sacou o celular e, fingindo ajeitar a postura, enviou sua localização em tempo real para um contato de emergência.
— Mãe, a comida já não estava pedida? — A voz de Tomás soou impaciente e arrastada. — Manda servirem logo, não deixe a Sra. Luana com fome.
A Sra. Lopes riu, visivelmente constrangida com a falta de modos do filho.
— Perdão, querida. Estava tão entretida na conversa que me esqueci completamente.
— Fascinante. Eu realmente estou ansiosa por isso. — A Sra. Lopes pegou o guardanapo e limpou o canto da boca com elegância, antes de checar o celular que vibrava sobre a mesa. — É meu assistente. Deve ser algum problema na empresa, preciso atender lá fora. Com licença.
A mulher pegou a bolsa e se levantou, caminhando em direção à saída.
Luana bebericou o suco lentamente, observando as costas da anfitriã. Levar a bolsa apenas para atender um telefonema no corredor? Aquilo era um sinal claro de que ela não planejava voltar tão cedo.
O apetite de Luana desapareceu num instante. Ela pousou o copo na mesa com um baque surdo.
De repente, Tomás pegou um pedaço grande de carne com seus próprios talheres e jogou na tigela dela.
— Sra. Luana, você é muito magra. Minha mãe sempre diz que mulher boa é mulher que come bem. — Disse ele, com um sorriso torto.
"Ele é doente?", pensou ela.
Luana olhou para o pedaço de carne gordurosa em seu prato com indisfarçável repulsa. Respirou fundo para manter a compostura e disse:
— Sr. Tomás, mal nos conhecemos e tivemos apenas um encontro casual. Esse tipo de atitude não é apropriado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...