Ricardo agiu por instinto e amparou Luana rapidamente, puxando-a para um abraço firme e protetor antes que ela atingisse o chão.
A força com que a segurava era tamanha que as veias no dorso de suas mãos saltavam, denunciando a tensão do momento. Com um olhar sombrio e gélido, ele varreu a figura inconsciente de Tomás estirada no piso, e então, erguendo Luana nos braços com facilidade, lançou uma ordem curta e implacável aos seus subordinados, sem sequer olhar para trás:
— Livrem-se de tudo. Limpem a área.
Já no interior do carro, o corpo de Luana tremia incessantemente, acometido por uma mistura indefinível de pavor, exaustão e algo mais visceral que ela não conseguia nomear. Ricardo franziu o cenho ao notar o estado dela e, num gesto rápido, despiu o próprio paletó para cobrir os ombros dela.
Quando seus dedos roçaram acidentalmente a pele de Luana, o choque térmico foi imediato. Ela estava gelada, como se a vida estivesse se esvaindo. Um lampejo de fúria cruzou os olhos dele, mas se dissipou assim que encontrou o olhar dela, suavizando sua expressão involuntariamente.
— Vou tirar você daqui, fique calma. — Prometeu ele, a voz grave tentando transmitir segurança.
Luana, no entanto, agarrou a manga da camisa dele com força, puxando-o num desespero contido.
— Eu... não estou me sentindo bem. — Murmurou ela, a voz falha e trêmula.
A tensão de Ricardo disparou instantaneamente.
— Vamos para o hospital agora mesmo. — Decidiu ele, prestes a dar a ordem ao motorista.
— Não é isso... — Ela apertou ainda mais o tecido da roupa dele, negando com a cabeça. Sentia um frio cortante nos ossos, mas, paradoxalmente, uma necessidade desesperada de calor. O contato com o corpo de Ricardo apenas intensificava a tortura. Era como se milhares de formigas caminhassem sob sua pele, uma agonia de gelo e fogo impossível de coçar ou aliviar.
Ao se inclinar para perto do ouvido dele em busca de alívio, o corpo de Ricardo enrijeceu. O contraste era brutal ao perceber que a pele dela estava gélida, mas o hálito que roçava em seu pescoço e a respiração ofegante eram escaldantes. Ele não era ingênuo e a ficha caiu no mesmo instante, pois aqueles sintomas gritavam uma única verdade. Ela havia sido drogada. A raiva o consumiu de tal forma que, se pudesse, voltaria agora mesmo e estraçalharia aquele desgraçado do Tomás com as próprias mãos.
Percebendo que ela começava a se mover de forma inquieta e perigosa, Ricardo tentou mantê-la quieta em seu abraço, lutando contra o próprio desejo que começava a despertar.
— Luana, pare. Precisamos ir ao hospital. — Insistiu ele, com um suspiro resignado, sabendo que se continuassem ali, nem ele resistiria.
— Não! — Retrucou ela, a voz ganhando uma força inesperada. Puxando-o pelo colarinho, num movimento ágil, ela passou a perna sobre ele, sentando-se em seu colo e invertendo a situação. Agora, ela o olhava de cima, com os olhos turvos de desejo e determinação. — O antídoto... me dê o antídoto.
Ricardo sustentou o olhar dela, a respiração pesada e a voz saindo rouca:
— Você tem certeza disso? Sabe o que está pedindo?
— Você não se atreveria a recusar! — Desafiou ela, impaciente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
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