Enquanto isso, Luana e Ricardo chegavam a um sofisticado restaurante. Para a surpresa dela, ele não havia fechado o local para uso exclusivo nem reservado uma sala privativa, optando por uma mesa para dois no salão principal. Talvez por ser um dia de semana, o ambiente estava agradavelmente tranquilo, ocupado por poucos clientes que conversavam em tom discreto.
— Mãe, por que aquele homem está usando máscara? Ele está brincando de cosplay? — Indagou um menino na mesa ao lado, apontando com curiosidade indisfarçável para Ricardo.
Constrangida, a mãe interceptou o gesto do filho e baixou o tom de voz, repreendendo-o:
— Fique quieto, filho. É falta de educação apontar e falar assim das pessoas.
Luana lançou um olhar de soslaio para Ricardo, onde brilhava uma pitada de malícia. Apoiando o queixo na mão, ela se virou para o garoto e sorriu, cúmplice:
— É isso mesmo. Não se engane pela idade, ele adora brincar de cosplay.
— Meu pai também gosta! Ele vive brincando com a mamãe de...
Antes que o garoto concluísse a frase, a mãe lhe tapou a boca num reflexo desesperado, rindo de nervoso enquanto pedia desculpas aos vizinhos de mesa:
— Perdão! Criança fala cada coisa... Desculpe incomodar o jantar romântico de vocês!
Luana travou por um instante, processando a cena. Ricardo, por sua vez, não conteve o riso e respondeu com naturalidade:
— Não se preocupe, a inocência das crianças é perdoável.
Assim que mãe e filho se afastaram, Luana decidiu ignorar o comentário sobre serem um "casal" e se concentrou na comida. Ricardo a observou em silêncio por alguns instantes, até que rompeu o sossego com um tom pausado:
— Aquele menino devia ter uns cinco ou seis anos, não é?
Luana ergueu o olhar, sem entender aonde ele queria chegar. Ele sustentou o contato visual, e em seus olhos havia uma mistura de ternura e um lamento sutil:
— Se tivéssemos tido filhos mais cedo, acho que teriam essa idade agora.
A mão de Luana tremeu levemente, denunciando o impacto daquelas palavras. Ela o encarou com incredulidade, mas logo desviou os olhos, armando-se de sarcasmo para se defender daquela vulnerabilidade:
— Você já não adotou o filho da Vanessa como se fosse seu? Considero que já teve a experiência de ser pai. Ainda não está satisfeito?
Ricardo emudeceu. Arrependeu-se amargamente de ter tocado no assunto.
— Sr. Luciano? O que faz jantando aqui fora? — O gerente do restaurante avistou Ricardo e correu para atendê-lo, repreendendo o garçom logo em seguida com impaciência. — Que falta de visão! Não tínhamos camarotes disponíveis esta noite?
Durante o trajeto, Luana observava a paisagem urbana deslizar pelo vidro, mas sua atenção recaía sobre o homem ao lado. Exceto por aquela noite específica, ela nunca o vira sem a máscara. E naquela ocasião, a escuridão do quarto a impedira de ver qualquer detalhe de seu rosto.
— Você poderia tirar a máscara? — Pediu ela, estendendo a mão num impulso súbito.
Ricardo reagiu com reflexos rápidos, interceptando o pulso dela no ar. Ao cruzar o olhar com o dela, desviou o rosto instintivamente, como se quisesse ocultar algo.
— Você já viu meu rosto antes.
— Mesmo que precise esconder sua identidade lá fora, aqui não tem ninguém estranho.
O vidro de separação entre a cabine e o motorista estava erguido. A privacidade era total e o motorista não ouviria nada. Ricardo permaneceu em silêncio, imóvel.
De repente, Luana jogou a perna sobre o colo dele. O movimento audacioso o fez vacilar por uma fração de segundo, tempo suficiente para que ela soltasse o pulso e, num gesto veloz, arrancasse a máscara.
Ele reagiu puxando-a bruscamente pela cintura, trazendo-a para si. Luana só não colidiu contra os lábios dele, porque firmou as mãos no encosto do banco, mantendo uma distância mínima. Com o pescoço rígido e a respiração suspensa, ela finalmente viu.
Diante de si estava um rosto familiar, mas ao mesmo tempo estranho. Os traços pareciam mais duros e profundos do que em suas lembranças; havia uma cicatriz muito tênue sobre a sobrancelha esquerda e marcas sutis na pele que sugeriam intervenções cirúrgicas ou microajustes recentes.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...