— Não imaginava que seria você me esperando na porta. — Disse Yasmin, com a voz carregada de hostilidade, assumindo que a jovem estava ali para zombar dela. — O que foi? Sua família está tão ansiosa assim para rir da minha desgraça? Sinto informar, mas não vou ceder tão fácil aos caprichos de vocês.
Luana manteve a postura calma e sorriu de leve, sem se deixar abalar pela agressividade.
— Claro que não vim rir da senhora. Hoje não estou aqui como inimiga.
Diante do gesto arrogante de Yasmin, que virou o rosto em descrença, Luana continuou com um tom de voz firme e ponderado:
— Acredito que aquele acidente de carro, assim como o ataque violento ao Vinícius naquele dia, não foram obras suas.
Yasmin franziu a testa e lançou um olhar de esgueira para Luana, mas permaneceu calada, aguardando.
— A senhora não queria evitar a todo custo que sua filha se casasse com a família Lopes? Foi exatamente por isso que tentou me empurrar para eles no lugar dela. Se sua intenção fosse tirar a vida do Vinícius desde o início, já teria agido muito antes, não agora.
— O que você quer dizer com isso? — Perguntou Yasmin, finalmente demonstrando interesse.
— O Vinícius descobriu que os agressores eram subordinados ligados à Sra. Lopes. Se o alvo fosse eu, faria sentido, mas ela jamais atacaria o Vinícius, pois isso prejudicaria os próprios interesses. — Luana deu um passo à frente e encarou Yasmin com seriedade. — Porém, a investigação mostrou que a Sra. Lopes não contatou essas pessoas. Ou seja, eram homens dela, mas não agiram sob suas ordens diretas. E na família Souza, quem tinha a relação mais próxima e acesso ao círculo da Sra. Lopes era a senhora.
Ao ouvir a insinuação, Yasmin explodiu de raiva:
— Admito o que fiz e arco com as consequências, mas não tentem jogar lama em mim pelo que não fiz! Vocês não vão colar crimes alheios nas minhas costas!
— Então a senhora não acha estranho? — Interrompeu Luana, incisiva. — A senhora não fez nada disso, mas todas as evidências apontam convenientemente para a Sra. Lopes e para você. Talvez alguém queira que a senhora leve a culpa. Assim, focamos nossa vingança em você, travamos uma guerra até nos destruirmos, e o verdadeiro culpado sai ileso, assistindo a tudo de camarote.
Yasmin paralisou por um momento.
As palavras de Luana foram como um balde de água fria, despertando-a de um transe. Desde o início, ela não havia questionado a sequência dos fatos. Nunca parou para pensar por que tudo se encaixava de forma tão coincidente e desastrosa para ela.
— A senhora é minha tia de sangue, querendo ou não. — Continuou Luana, suavizando o tom. — De qualquer forma, eu não gostaria de ver minha prima Rita casada com um homem como o Tomás. Além disso, que outra mágoa mortal teríamos para justificar tentativas de assassinato? Disputa por herança? Com tanta gente na família Souza, será que nós, ou a senhora, seríamos os únicos beneficiados se uma tragédia acontecesse?
Luana lançou um último olhar significativo para Yasmin e se calou, deixando a dúvida pairar no ar. Ela percebeu a hesitação nos olhos da tia. Era o início da dúvida.
Ao voltar para casa após o período na detenção, Yasmin ainda remoía as palavras de Luana. Embora não confiasse plenamente na sobrinha, a lógica apresentada era perturbadora. Foi nesse momento de reflexão que seu telefone tocou. Era sua filha, Rita.
Yasmin respirou fundo, sem saber como explicar sua ausência e a prisão para a menina. No entanto, assim que atendeu, foi bombardeada pela voz chorosa e acusatória de Rita:
— Ei, ei, você aí! — Chamou o homem. — É do departamento de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia central, não é?
Todos os olhares do grupo se voltaram para ela. Luana parou, girou nos calcanhares e sorriu com educação, embora por dentro quisesse desaparecer.
— Sou sim, pois não?
Pelo canto do olho, notou um brilho divertido no olhar de Ricardo e um sorriso quase imperceptível em seus lábios. Ele estava se divertindo às custas dela, tinha certeza.
— O Sr. Luciano... — Disse o diretor, referindo-se a Ricardo pelo nome que ele usava naquela visita. — Está indo justamente visitar o seu setor para uma inspeção. Acompanhe-o e mostre o caminho, por favor.
Luana respirou fundo, mantendo a compostura profissional.
— Pois não, diretor. Será um prazer.
Ricardo se despediu dos outros executivos com calma e caminhou em direção a Luana. Observando os passos pesados e a nuca tensa da jovem à sua frente, ele quase podia visualizar a expressão emburrada que ela fazia. Achando graça da situação, ele se aproximou e provocou em voz baixa, para que apenas ela ouvisse:
— Se a Sra. Luana fosse mais ambiciosa na carreira e menos discreta, a essa altura seria você dando ordens a ele, e não o contrário.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...