[Ricardo, sua mãe veio te procurar!]
A mensagem de Liliane brilhou na tela do celular. O sorriso que antes curvava os lábios de Ricardo se desvaneceu gradualmente. Seus olhos se fixaram no visor, perdidos em pensamentos insondáveis, enquanto ele processava a informação.
Ao retornar ao hotel, Ricardo encontrou o cenário já montado. Tendo descoberto o endereço através dos seguranças de Liliane, Amanda aguardava no saguão principal. A ansiedade de desencontrar o filho era tamanha que ela sequer considerou aguardar na sala VIP; preferiu ficar ali, de pé, onde poderia vigiar a entrada.
O gerente e os supervisores do hotel a cercavam, revezando-se em cortesias excessivas, visivelmente aterrorizados com a possibilidade de falhar na hospitalidade. Afinal, no ramo de luxo, saber ler as pessoas é essencial, e aquele gerente experiente percebeu de imediato que aquela mulher, embora tivesse dado apenas o sobrenome, exalava poder. Suas roupas, as joias discretas mas valiosas e sua postura altiva denunciavam que se tratava de uma matriarca da alta sociedade.
Coincidentemente, o maior "cliente" do hotel no momento era justamente o homem que ocupava a suíte presidencial, que era o Sr. Luciano.
Assim que Ricardo cruzou as portas giratórias e lançou o olhar pelo saguão, avistou o pequeno grupo que o aguardava respeitosamente. Ele baixou os olhos, ocultando qualquer emoção, e caminhou na direção deles com passos firmes.
— O que a senhora faz aqui?
A voz familiar, grave e inconfundível, fez Amanda erguer a cabeça num sobressalto, enquanto todos ao redor se viravam para encarar o recém-chegado.
— Sr. Luciano, o senhor conhece esta dama? — Indagou o gerente, incapaz de esconder o alívio na voz, sentindo que finalmente poderia se retirar daquela tensão.
Ricardo não retirou a máscara que cobria metade de seu rosto. No entanto, para uma mãe, aquele disfarce era inútil; a voz, a postura, o contorno dos ombros e o olhar eram inconfundíveis. Amanda o reconheceu no primeiro segundo, sentindo o coração falhar uma batida.
— Ela é minha mãe. — Declarou ele, simples e direto.
O gerente e sua equipe, percebendo a delicadeza do momento, retiraram-se rapidamente, deixando-os a sós no vasto saguão.
Quando o silêncio se instalou, Amanda finalmente se permitiu mover. Com os olhos já avermelhados e as mãos trêmulas, ela se aproximou dele. Ricardo permaneceu imóvel, resignado, pronto para aceitar qualquer reação vinda dela, até mesmo uma agressão física. Mas o golpe não veio. A mão de Amanda parou no ar, hesitou por um instante e pousou suavemente sobre a máscara fria, retirando-a devagar.
Ao ver o rosto do filho, a pele, as cicatrizes e as imperfeições que o tempo e o sofrimento haviam deixado, a mulher de ferro desmoronou. Amanda, sempre tão controlada e imperiosa, não conseguiu conter as lágrimas.
O corpo de Ricardo retesou, e sua voz saiu rouca, carregada de culpa:
— Mãe...
Amanda cobriu a testa com a mão, virando o rosto na tentativa inútil de engolir o choro, mas os soluços a traíram.
— Você está vivo... — Balbuciou ela, a voz embargada pela dor e pelo alívio. — Por que... por que não me contou?
Amanda acenou ocm a cabeça e o seguiu.
De volta à suíte, o aroma reconfortante de comida caseira logo preencheu o ambiente. Ricardo foi para a cozinha e preparou uma tigela de macarrão para a mãe. Ao ver o prato fumegante sendo colocado à sua frente, Amanda foi arrastada para uma memória antiga e dolorosa.
Lembrou-se de quando Ricardo estava no ensino médio e fizera exatamente a mesma coisa, que era cozinhar para ela num gesto de carinho. Naquela época, porém, obcecada pelo trabalho e priorizando o desempenho acadêmico e a capacidade de gestão do filho, ela considerava a cozinha uma distração indigna, algo menor. Em vez de agradecer e se sentir acolhida, ela havia o repreendido severamente.
Com o tempo, Ricardo nunca mais pisou na cozinha. O respeito pela mãe permaneceu, mas uma barreira invisível e intransponível havia se erguido entre os dois.
— Ricardo. — Chamou Amanda, saindo de seus devaneios com um nó na garganta. — Fui muito dura com você no passado. Seja sincero... você já me odiou?
Ricardo puxou uma cadeira e se sentou à frente dela, com o olhar sereno.
— A senhora é minha mãe. Eu jamais odiaria a senhora. Se tive ódio, foi apenas de mim mesmo, por sentir que nunca conseguia ser bom o suficiente para deixá-la satisfeita.
As palavras dele foram como um soco. Amanda sentiu a garganta fechar e não conseguiu dizer mais nada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...