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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 586

A lógica era terrível, mas clara. Somente com a morte de Sofia é que Henrique poderia colocar as mãos no contrato de forma legítima.

Luana recuperou o fôlego e disse:

— Entendo onde a senhora quer chegar. Está preocupada que, depois do nosso noivado, as brigas internas da família Souza acabem respingando no Ricardo, certo?

Amanda não respondeu, mas seu silêncio foi uma confirmação.

— Pode ficar tranquila. — Garantiu Luana, com firmeza. — Os problemas da família Souza serão resolvidos pelos Souza. Além disso, meu irmão está lá para garantir a ordem.

Amanda ergueu a xícara de chá, num gesto de paz.

— Sobre o incidente na Riviera... eu estava fora de mim, agi por impulso e passei dos limites. Peço desculpas a você.

Luana piscou, surpresa, mas logo pegou sua própria xícara e tocou levemente na de Amanda.

— Aceito suas desculpas.

Amanda bebeu o chá e concluiu, com um ar mais leve:

— O passado fica no passado. Se você tiver um tempo, volte a Oeiras para visitar a avó. Ela sente sua falta.

A expressão de Luana murchou um pouco, constrangida.

— Mas... afinal de contas, eu e o Ricardo já...

— Já o quê? — Amanda franziu a testa, confusa. — Divorciados? Ele não te contou?

Luana balançou a cabeça, sem entender.

— Me contou o quê?

— O processo de divórcio de vocês nunca foi finalizado. — Revelou Amanda, casualmente. — Vocês ainda são marido e mulher perante a lei.

...

Eram oito e meia da noite quando Luana voltou à Baía da Meia Encosta. O vento noturno soprava fresco. Ao descer do carro, ela viu Ricardo esperando por ela, encostado na porta do veículo dele, como se estivesse ali há horas. A luz amarelada do poste desenhava sombras suaves em seu rosto anguloso, destacando sua silhueta atraente na penumbra.

Ela caminhou em direção a ele. Ricardo desencostou do carro e a analisou com cuidado, notando a expressão séria dela.

— Minha mãe te tratou mal? — Perguntou ele, franzindo o cenho.

— Não.

O olhar de Ricardo continuou fixo nela, intenso, tentando decifrar o que se passava por trás daqueles olhos. Luana sustentou o olhar e, sem conseguir segurar a indignação, aumentou o tom de voz:

Ele ficou em silêncio por alguns segundos e soltou uma risada baixa e rouca.

— O pai do Roberto me aceitou como afilhado de verdade. Tirando o nome, minha identidade não é totalmente falsa, é?

Luana ficou sem palavras. Ele tinha resposta para tudo.

— Tem mais alguma dúvida? — Ricardo aproximou o rosto ainda mais, e o cheiro dele, uma mistura de perfume amadeirado e tabaco, a envolveu completamente. Luana baixou os olhos instintivamente, e naquele ângulo, parecia tímida e sedutora ao mesmo tempo.

A ponta dos dedos dele, ásperos e calejados, roçou o queixo de Luana e contornou seus lábios trêmulos, num carinho que fez o coração dela disparar. A voz dele saiu baixa, quase um sussurro que arranhava a alma:

— Fique tranquila. Qualquer problema que te preocupe, eu vou resolver. Um por um.

Ele inclinou a cabeça para beijá-la, mas antes que seus lábios se tocassem, uma tosse seca e forçada ecoou logo atrás deles.

Os dois se separaram num pulo, assustados.

O rosto de Luana queimou de vergonha ao ver o pai parado ali.

— Pai... o senhor está aí...

Danilo lançou um olhar mortal para Ricardo. Se tivesse chegado um minuto mais tarde, aquele sujeito já teria devorado sua filha ali mesmo, no meio da rua!

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