— Eu só estava preocupado que alguém impedisse a sua volta, não é por mal. — Disse Danilo, lançando uma indireta que todos ali compreenderam perfeitamente.
Sem graça com a situação, Ricardo soltou uma risada contida antes de responder ao sogro.
— O senhor se preocupa demais. Antes do casamento, a vontade da Luana é lei para mim, eu respeito qualquer decisão dela.
— Acho bom mesmo. — Resmungou Danilo, mas logo aproveitou o momento para deixar um aviso sério, baixando o tom de voz. — Lembre-se que, para o mundo lá fora, você é o senhor Luciano. Quando chegar a hora do noivado, trate de resolver essa confusão de identidades entre Luciano e Ricardo, ou teremos problemas.
Ricardo assentiu com um leve movimento de cabeça, concordando em silêncio, e permaneceu parado no mesmo lugar enquanto observava Luana e Danilo entrarem na mansão, até que as figuras desaparecessem de vista.
...
Enquanto isso, em um camarote privado de um barzinho sofisticado, o clima era de pura animação. Liliane, Matias e mais três colegas de trabalho bebiam e conversavam alto, aproveitando a noite.
— Liliane, me tira uma dúvida, aquele cara que vai noivar com a senhora Luana é mesmo seu primo? — Perguntou uma colega, com os olhos brilhando de curiosidade.
Liliane hesitou por um segundo, surpresa com a pergunta direta, mas acabou confirmando com um aceno de cabeça.
— É sim, ele é.
— Nossa, então a sua família deve ter grana para caramba, hein? Para casar com a herdeira da família Souza, tem que ser de berço de ouro, nível elite mesmo. — Comentou a moça, visivelmente impressionada.
O colega sentado ao lado de Matias soltou uma gargalhada e entrou na conversa, gesticulando com o copo na mão.
— E precisa perguntar? A família Souza manda de deamanda em Macondo, a mais rica da cidade. Um Zé Ninguém jamais conseguiria casar com a filha deles.
— Que inveja... Quem dera eu tivesse nascido em berço esplêndido também. — Suspirou uma delas, com um tom sonhador.
— Só na outra encarnação, minha filha! Espera a próxima vida. — Retrucou o outro, fazendo todos na mesa caírem na risada.
Liliane baixou os olhos para o espetinho em sua mão e sentiu o apetite desaparecer. De repente, a ficha caiu. Por mais que tentasse, ela ainda se sentia uma estranha naquele grupo, incapaz de se enturmar de verdade com aquelas pessoas.
Matias, sempre atento, percebeu o desconforto estampado no rosto dela e tratou de mudar o rumo da prosa para aliviar o clima.
— Ei, gente, que tal a gente jogar um baralho para animar?
A sugestão foi aprovada em coro pelos demais.
— Demorou! Vamos nessa!
Liliane apenas concordou com um sorriso fraco, sem objeções.
— Patroa! Isso que é poder! — Gritou o colega, erguendo o polegar em sinal de aprovação.
Imediatamente, ele sacou o celular para tirar foto da garrafa e postar nos status, pensando consigo mesmo que aquele líquido valia três meses do seu suado salário.
As duas colegas trocaram outro olhar significativo e inventaram uma desculpa para ir ao banheiro. Assim que saíram do alcance dos ouvidos de Liliane, o veneno começou a escorrer.
— No começo eu não percebi, mas ela adora se exibir, né? Acha que é melhor que todo mundo só porque tem dinheiro. — Criticou a primeira, torcendo o nariz com desprezo.
— Eu já tinha sacado faz tempo. Se não fosse pelas marmitas que ela pagou para mim outro dia, eu nem andaria com ela. — Concordou a amiga, ajeitando o cabelo no espelho do corredor. — E ainda se faz de santa e boazinha. Ah, me poupe! Já vi muito filhinha de papai com esse tipinho, é tudo fingimento.
A conversa maldosa ocorreu enquanto elas passavam perto do balcão do bar, e acabou sendo ouvida por outros funcionários da empresa que bebiam ali perto. Por coincidência, Valentino estava sentado junto com esse grupo.
— Aquelas duas não são do nosso departamento? — Perguntou alguém da equipe de gestão, estranhando a fofoca.
Um outro confirmou, balançando a cabeça enquanto checava o celular.
— São sim. Acabei de ver nos status do Matias que eles estão aqui neste bar. Ah, e parece que a Liliane está com eles também.
Ao ouvir aquele nome, Valentino parou com o copo a meio caminho da boca por um breve instante, seus olhos fixos em um ponto qualquer. Porém, logo recuperou a postura fria e bebeu o gole, mantendo a expressão impassível, como se nada daquilo lhe dissesse respeito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...