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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 587

— Eu só estava preocupado que alguém impedisse a sua volta, não é por mal. — Disse Danilo, lançando uma indireta que todos ali compreenderam perfeitamente.

Sem graça com a situação, Ricardo soltou uma risada contida antes de responder ao sogro.

— O senhor se preocupa demais. Antes do casamento, a vontade da Luana é lei para mim, eu respeito qualquer decisão dela.

— Acho bom mesmo. — Resmungou Danilo, mas logo aproveitou o momento para deixar um aviso sério, baixando o tom de voz. — Lembre-se que, para o mundo lá fora, você é o senhor Luciano. Quando chegar a hora do noivado, trate de resolver essa confusão de identidades entre Luciano e Ricardo, ou teremos problemas.

Ricardo assentiu com um leve movimento de cabeça, concordando em silêncio, e permaneceu parado no mesmo lugar enquanto observava Luana e Danilo entrarem na mansão, até que as figuras desaparecessem de vista.

...

Enquanto isso, em um camarote privado de um barzinho sofisticado, o clima era de pura animação. Liliane, Matias e mais três colegas de trabalho bebiam e conversavam alto, aproveitando a noite.

— Liliane, me tira uma dúvida, aquele cara que vai noivar com a senhora Luana é mesmo seu primo? — Perguntou uma colega, com os olhos brilhando de curiosidade.

Liliane hesitou por um segundo, surpresa com a pergunta direta, mas acabou confirmando com um aceno de cabeça.

— É sim, ele é.

— Nossa, então a sua família deve ter grana para caramba, hein? Para casar com a herdeira da família Souza, tem que ser de berço de ouro, nível elite mesmo. — Comentou a moça, visivelmente impressionada.

O colega sentado ao lado de Matias soltou uma gargalhada e entrou na conversa, gesticulando com o copo na mão.

— E precisa perguntar? A família Souza manda de deamanda em Macondo, a mais rica da cidade. Um Zé Ninguém jamais conseguiria casar com a filha deles.

— Que inveja... Quem dera eu tivesse nascido em berço esplêndido também. — Suspirou uma delas, com um tom sonhador.

— Só na outra encarnação, minha filha! Espera a próxima vida. — Retrucou o outro, fazendo todos na mesa caírem na risada.

Liliane baixou os olhos para o espetinho em sua mão e sentiu o apetite desaparecer. De repente, a ficha caiu. Por mais que tentasse, ela ainda se sentia uma estranha naquele grupo, incapaz de se enturmar de verdade com aquelas pessoas.

Matias, sempre atento, percebeu o desconforto estampado no rosto dela e tratou de mudar o rumo da prosa para aliviar o clima.

— Ei, gente, que tal a gente jogar um baralho para animar?

A sugestão foi aprovada em coro pelos demais.

— Demorou! Vamos nessa!

Liliane apenas concordou com um sorriso fraco, sem objeções.

— Patroa! Isso que é poder! — Gritou o colega, erguendo o polegar em sinal de aprovação.

Imediatamente, ele sacou o celular para tirar foto da garrafa e postar nos status, pensando consigo mesmo que aquele líquido valia três meses do seu suado salário.

As duas colegas trocaram outro olhar significativo e inventaram uma desculpa para ir ao banheiro. Assim que saíram do alcance dos ouvidos de Liliane, o veneno começou a escorrer.

— No começo eu não percebi, mas ela adora se exibir, né? Acha que é melhor que todo mundo só porque tem dinheiro. — Criticou a primeira, torcendo o nariz com desprezo.

— Eu já tinha sacado faz tempo. Se não fosse pelas marmitas que ela pagou para mim outro dia, eu nem andaria com ela. — Concordou a amiga, ajeitando o cabelo no espelho do corredor. — E ainda se faz de santa e boazinha. Ah, me poupe! Já vi muito filhinha de papai com esse tipinho, é tudo fingimento.

A conversa maldosa ocorreu enquanto elas passavam perto do balcão do bar, e acabou sendo ouvida por outros funcionários da empresa que bebiam ali perto. Por coincidência, Valentino estava sentado junto com esse grupo.

— Aquelas duas não são do nosso departamento? — Perguntou alguém da equipe de gestão, estranhando a fofoca.

Um outro confirmou, balançando a cabeça enquanto checava o celular.

— São sim. Acabei de ver nos status do Matias que eles estão aqui neste bar. Ah, e parece que a Liliane está com eles também.

Ao ouvir aquele nome, Valentino parou com o copo a meio caminho da boca por um breve instante, seus olhos fixos em um ponto qualquer. Porém, logo recuperou a postura fria e bebeu o gole, mantendo a expressão impassível, como se nada daquilo lhe dissesse respeito.

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