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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 592

A menção ao nome de Érica fez a expressão de Carlos escurecer. Não havia qualquer traço de afeto filial em seu rosto, apenas uma frieza cortante.

— Engraçado, parece que você se preocupa mais com ela do que eu. — Zombou ele.

Vinícius franziu a testa, indignado com a insensibilidade.

— Ela fez de tudo para te promover, te deu tudo o que podia. Agora que ela perdeu o poder, você vai virar as costas para a própria mãe?

Entre todos os membros da família Souza, com exceção de Emanuel, Carlos se revelava muito mais complexo e perigoso do que Vinícius imaginava. Além de cruel, ele possuía um sangue frio assustador. Não era à toa que ele havia conseguido manipular tanto César quanto Yasmin como se fossem peças de xadrez.

Carlos soltou um bufo de desprezo.

— O destino dela foi consequência das escolhas que ela mesma fez. Não pode culpar ninguém além dela mesma. — Ele deu um passo à frente, baixando o tom de voz para uma ameaça velada. — Vinícius, sei que o velho te adora e aposta todas as fichas em você. Mas receio que não poderei deixar as coisas acontecerem como você quer. A família Souza tem uma dívida comigo, e eu vim cobrar. Qualquer um que entrar no meu caminho vai ter o mesmo fim da Yasmin.

Sem esperar resposta, ele deu as costas e saiu andando.

Vinícius ficou parado, com as sobrancelhas unidas em um nó de preocupação.

"A família Souza tem uma dívida com ele... O que diabos isso significa?"

Enquanto isso, da janela do escritório no andar de cima, Afonso observava a cena no jardim com as mãos cruzadas nas costas. Ele viu toda a interação, embora não pudesse ouvir as palavras.

O mordomo se aproximou com uma bandeja nas mãos e fez uma leve reverência.

— Sr. Afonso, está na hora do remédio.

O patriarca pegou a tigela sem desviar os olhos da janela e bebeu o líquido amargo de um só gole, sem fazer careta. Ao pousar a tigela vazia na bandeja, ele perguntou de repente:

— O que você acha do Vinícius?

O mordomo hesitou por um segundo, surpreso com a pergunta direta, mas respondeu com sinceridade:

— O Sr. Vinícius é um bom rapaz. Ele valoriza a família, é sensato e sabe agir com prudência. Tem cabeça de líder.

— Sua avaliação é boa. — Comentou Afonso, voltando a olhar para o jardim vazio. — E o Carlos?

Dessa vez, o mordomo baixou a cabeça, visivelmente desconfortável.

— Senhores, por favor. — Começou ele, com a voz rouca. — O estrago já está feito. Ficar discutindo e apontando dedos agora não vai resolver nada. Precisamos descobrir a origem do problema e quem vazou essa informação para a imprensa.

— A origem não está na cara? — Interrompeu um diretor de cabelos brancos, levantando-se bruscamente e batendo a mão sobre um jornal financeiro. — É óbvio que tem um traidor na subsidiária! Tem gente lá dentro querendo ver o Grupo Souza pegar fogo!

— Concordo! — Apoiou uma conselheira, indignada. — Verificamos todos os impostos e balanços do ano passado com os parceiros. Se houvesse um erro real, teria aparecido antes. Alguém segurou isso para soltar agora e criar o caos. Se não investigarmos isso com rigor, vamos perder tudo o que construímos!

Danilo passava os olhos por cada um dos presentes, tentando formular uma estratégia, mas antes que pudesse falar, a porta da sala de reuniões foi escancarada.

Carlos entrou, seguido por uma comitiva de executivos desconhecidos.

— Sr. Carlos? — Murmuraram alguns conselheiros, confusos. Pela hierarquia, ele não tinha assento naquela reunião do conselho.

Vinícius estreitou os olhos, sentindo um calafrio percorrer sua espinha. A expressão de Carlos era triunfante.

— Carlos? O que você faz aqui? — Perguntou Danilo, atônito.

— Danilo, peço desculpas pela interrupção. — Disse Carlos com um sorriso polido, mas seus olhos, ao cruzarem com os de Vinícius, brilhavam com malícia. — Mas eu não vim como membro da família. Hoje, estou aqui representando o Grupo Prime Axis para discutir as divergências fiscais do Grupo Souza.

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