O entardecer caía rapidamente, tingindo o céu com tons alaranjados. Luana chegou em casa e estacionou o carro no pátio, mas assim que colocou os pés no hall de entrada, a empregada veio ao seu encontro com um ar de quem queria dar um aviso.
— Sra. Luana, a senhora chegou... — A funcionária começou a falar, mas hesitou.
Luana nem precisou ouvir o resto, pois logo avistou Ricardo sentado na sala de estar, esperando por ela há algum tempo. Ela parou por um instante, surpresa, e caminhou até ele.
— O que você está fazendo aqui? — Perguntou ela, curiosa.
Ricardo fixou o olhar nela e respondeu com naturalidade:
— Eu senti saudade e resolvi vir te ver.
Luana ficou sem palavras, sentindo o rosto esquentar de leve. Percebendo o clima entre os dois, a empregada tratou de se retirar para não atrapalhar a conversa.
— Com licença, Sra. Luana. Vou deixar vocês dois à vontade com o senhor Luciano. Vou descer para a cozinha. — Disse ela, mas parou no meio do caminho e se virou. — Ah, quase ia esquecendo, o senhor Luciano vai ficar para dormir?
A pergunta pegou Luana de surpresa. Ela ficou estática, enquanto Ricardo também a encarava, esperando uma reação. Antes que ela pudesse gaguejar qualquer resposta, ele sorriu educadamente para a empregada.
— Não será necessário, obrigado. Não seria adequado. — Respondeu ele, com serenidade.
Para quem visse de fora, ele era apenas Luciano, o noivo recente de Luana. Ele não queria dar motivos para fofocas ou mal-entendidos antes da hora, ainda mais porque o pessoal da família Souza ainda não fazia ideia da sua verdadeira identidade.
— Tudo bem então, com licença. — Despediu-se a funcionária.
O silêncio tomou conta da sala por alguns segundos, quebrado apenas pela luz do crepúsculo que entrava pelas janelas. Luana pigarreou, tentando disfarçar o desconforto e quebrar o gelo.
— Pensei que você ia ser cara de pau e insistir para ficar. — Comentou ela, tentando soar casual.
Ele continuou observando cada detalhe do rosto dela e perguntou:
— E você queria que eu ficasse?
Sentindo-se acuada pelo olhar intenso dele, Luana desviou o rosto rapidamente.
— Aquela noite foi uma exceção, você sabe disso.
— Pelo seu jeito, parece que você ficou meio decepcionada. — Provocou ele.
— Decepcionada com o quê, exatamente?
Ricardo se encostou no sofá, com um sorriso de canto de boca que beirava o atrevimento.
— Decepcionada porque eu... não fiz nada naquela noite.
O rosto dela ferveu na hora. Sem pensar muito, Luana pegou a bolsa e jogou contra ele. Ele soltou uma risada curta enquanto agarrava o acessório e, com um movimento ágil, puxou-a pelo braço. Antes que ela pudesse protestar, Luana estava sentada no colo dele, sentindo a mão firme de Ricardo segurando sua cintura.
— Aí a gente resolve depois.
Seja como for, fazer o exame não custava nada. Na pior das hipóteses, seria apenas uma confusão familiar a mais, e no fim das contas, ela estava fazendo tudo aquilo pelo irmão. Ao vê-la tão compenetrada, Ricardo não a interrompeu, apenas manteve um olhar carinhoso e um pouco protetor.
...
Já era tarde da noite quando Ricardo saiu da mansão Baía da Meia Encosta. Assim que entrou no carro, o motorista lhe entregou um envelope pardo.
— O senhor Emanuel pediu para lhe entregar isso pessoalmente. — Informou o motorista.
Ricardo abriu o envelope e começou a analisar os papéis. Eram os registros médicos de quando Érica deu à luz no exterior. O histórico mostrava que, desde a sexta semana de gravidez até o parto, ela teve apenas a companhia de uma empregada da família Souza.
— E onde está essa empregada agora? — Perguntou ele, sem desviar os olhos do papel.
— Pelo que descobrimos, ela pediu as contas logo após o nascimento do bebê e desapareceu.
Ricardo ficou em silêncio por um longo tempo, processando a informação.
Enquanto isso, em uma parte mais afastada da cidade, o clima era bem diferente. Em um quartinho de aluguel caindo aos pedaços, o cheiro de cigarro e bebida era insuportável. Érica estava completamente bêbada, rodeada por garrafas vazias e bitucas espalhadas pelo chão.
— Maldita... eu não devia ter deixado você viver. — Resmungou ela para o vazio, tentando manter a consciência. Com as mãos trêmulas, ela pegou o celular e discou o número do César.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...