As chamadas caíam direto na caixa postal. Érica soltou alguns palavrões, alternando entre a raiva e o desespero enquanto discava sem parar. Em um movimento brusco, ela acabou derrubando o copo de vidro da mesa. O barulho do vidro se estilhaçando no chão pareceu trazê-la de volta à realidade por um segundo: ela estava sozinha e abandonada.
Era uma piada de mau gosto. Ela tinha feito de tudo, tinha se humilhado e aceitado ficar com um velho que já estava com um pé na cova, fingindo ser a esposa e mãe perfeita. Tudo o que ela queria era esperar Afonso morrer para colocar as mãos na herança. César tinha prometido tudo para ela, mas a traiu na primeira oportunidade. Agora, ele nem sequer atendia suas ligações.
No auge do seu colapso emocional, o celular finalmente tocou. Achando que era o retorno de César, ela atendeu antes mesmo de ver o nome na tela.
— César! Por que você demorou tanto para atender essa porcaria de...?
— Sou eu, mamãe. — Interrompeu uma voz calma do outro lado.
Ao reconhecer a voz de Carlos, Érica gelou. O ódio logo tomou conta dela novamente.
— O que você quer? Já não basta o que você me fez passar? Eu te criei todos esses anos! Se não fosse por mim, você não seria ninguém. É assim que você me agradece?
Ela estava furiosa. Desde que descobriu que foi Carlos quem planejou expor o caso dela com César, sua vontade era acabar com ele. Criou uma cobra para ser picada no final.
— É verdade, eu tenho muito a agradecer à senhora. — Disse Carlos, com um tom de voz que foi ficando frio e cortante. — Se não fosse pela senhora, eu não teria suportado tantos anos de humilhação e sofrimento. Para retribuir todo esse carinho, preparei um presente especial. Espero que goste.
— Do que você está falando? O que...?
Carlos desligou antes que ela terminasse a frase. Érica ficou olhando para o aparelho por alguns minutos, atordoada, até que chegou uma mensagem de texto. Ao abrir o vídeo antigo que ele tinha enviado, o mundo de Érica desabou. Ela soltou um grito de horror, segurando a cabeça com as mãos.
...
No dia seguinte, Rita foi até a casa de Carlos. Como já tinha estado lá várias vezes, os funcionários já a conheciam bem e não criavam dificuldades.
Rita entrou no escritório, fingiu que olhava as prateleiras e esperou para ver se alguém a estava seguindo. Percebendo que os empregados estavam ocupados no andar de baixo, ela pegou dois ou três livros qualquer e caminhou direto para o quarto de Carlos.
Na verdade, ela morria de curiosidade sobre aquele quarto. Ela circulava pela casa como se fosse dela, mas aquele era o único lugar onde ninguém podia entrar. Nem o Walter, nem as faxineiras, ninguém. Ela precisava descobrir o que o tio escondia ali dentro.
Ela abriu a porta devagar, entrou na ponta dos pés e fechou-a logo em seguida. Ao olhar em volta, a decoração não parecia nada de mais. Era um quarto bem limpo, minimalista e sem muitos enfeites. Ela deu mais alguns passos e percebeu que a porta do closet estava entreaberta. Curiosa, ela empurrou a porta.
Dentro do closet, além dos ternos e camisas impecáveis, havia vestidos femininos deslumbrantes e joias caras. Rita ficou em choque; nunca tinha ouvido falar que Carlos tivesse alguma namorada ou mulher escondida. Mas o que realmente a fez travar foi ver uma prateleira cheia de perucas de todos os estilos.
Ela continuou vasculhando, movendo alguns cabides de vestidos para o lado, e percebeu que havia algo escondido atrás deles. Era um quadro. Ao afastar as roupas e revelar a imagem, Rita sentiu o sangue fugir do rosto.
No quadro, havia uma mulher usando um sobretudo verde elegante sobre um vestido vintage de renda branca com gola de pérolas. Ela tinha cabelos pretos, longos e ondulados, e usava brincos de pedras preciosas. As feições eram idênticas às de Carlos, mas o sorriso no rosto daquela mulher era algo vibrante e cheio de vida, uma expressão que Rita nunca tinha visto no rosto frio e sério do tio.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...