— O que você tá fazendo aqui? — A cara do Henrique fechou na mesma hora. A presença da Fernanda ali era sinônimo de problema. Ele fuzilou o assistente com o olhar.
— Eu não fui bem claro quando disse que não ia receber ninguém hoje? — Disparou, deixando na cara que era pro funcionário enxotar a mulher dali.
Sem ter para onde correr, o assistente engoliu em seco e tentou barrar a passagem dela.
— Srta. Fernanda, me desculpe, mas o Sr. Henrique está atolado de trabalho agora.
Jogado no sofá, na defensiva, Henrique deixava bem claro o ranço que tava daquela visita. Fernanda, por outro lado, baixou o olhar por um segundo antes de abrir um sorrisinho cínico.
— Sr. Henrique, eu vim aqui pra falar sobre a sua esposa.
Ele travou. Um silêncio pesado tomou conta da sala. Ignorando totalmente o assistente, Fernanda foi a passos firmes até o sofá.
— Esse tempo todo, a sua esposa esteve em Macondo.
— Como é que é a história? — Henrique deu um pulo do sofá. A notícia tinha pegado ele totalmente de surpresa. Uma pulga pousou atrás da orelha. Que diabos a Helena foi caçar naquele fim de mundo?
— A Sra. Helena descobriu que o Sr. Ricardo tá vivinho da silva e morando lá. Por isso ela viajou sozinha. Se duvida de mim, é só mandar alguém puxar o histórico de voos dela de umas duas semanas atrás.
O rosto do Henrique endureceu na hora, e ele trincou os punhos. Não duvidou daquilo nem por um segundo. Afinal, contra fatos não há argumentos, e não dá para falsificar registro de voo assim tão fácil. Depois de um momento tenso, ele vestiu a máscara de frieza.
— Tá, e daí que ela foi para lá? Por que você veio aqui me contar isso?
Com toda a calma do mundo, Fernanda tirou um contrato de um envelope pardo e deslizou os papéis pela mesa de centro.
— Por que o senhor mesmo não dá uma olhada?
Ele puxou a papelada sem pestanejar. Logo nas primeiras linhas, o termo "divisão de bens da família" fez os olhos dele saltarem. Henrique ficou branco que nem papel ao ver, logo abaixo do termo, a assinatura inconfundível da Helena. Era a letra dela, sem tirar nem pô!
— Vocês tão de palhaçada comigo?! — Estourou Henrique, batendo o documento na mesa com violência. — Nem o pai dele teve a audácia de propor um absurdo desses, e agora o Ricardo acha que é o dono do mundo! Chamam isso de "divisão de bens", mas a real é que querem chutar a gente da família Ferraz!
Nem aí para o chilique dele, Fernanda continuou com a voz mansa:
A provocação bateu e voltou. Fernanda manteve aquele sorrisinho de quem está com a faca e o queijo na mão.
— O Sr. Ricardo é meu chefe, só tô fazendo o meu trabalho. Ele deve voltar logo, então o meu conselho é que o senhor assine essa papelada de uma vez.
— E se eu mandar ele pro inferno? — Rebateu, com desdém.
— Se recusar, o Sr. Ricardo não vai ter outra escolha a não ser resolver isso na Justiça. E, se chegar a esse ponto, o lance do envenenamento da Sra. Sofia vai entrar no processo.
Foi como levar um soco no estômago. Henrique perdeu o restinho de cor que ainda tinha na cara.
— O recado está dado. O senhor é um homem de negócios, sabe ser racional. A escolha entre ter uma vida de boa ou viver um inferno todo dia está nas suas mãos.
Henrique olhou pro contrato na mesa. O vento do ar-condicionado balançava a ponta do papel, um reflexo perfeito do caos que tava na cabeça dele. Ele fechou os olhos, respirou fundo. Quando abriu, só sobrou uma resignação cinzenta no olhar.
Derrotado e sem saída, pegou a caneta e tascou a assinatura.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...