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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 636

No meio da tarde, o carro do Ricardo já estava estacionado na frente do instituto de pesquisa. Depois de mandar uma mensagem rápida, ele socou o celular no bolso e focou no outro lado do vidro fumê.

Nada da Luana aparecer ainda. Mas quem chamou a atenção dele foi o Valentino.

Ele até botou a mão na maçaneta pra descer, mas parou quando viu uma garota correndo atrás do Valentino.

Ela não parava de rodopiar em volta do cara, igual abelha no mel. Ricardo apertou os olhos para enxergar melhor e franziu a testa, já sentindo cheiro de fofoca caindo no próprio colo.

— Chefe, aquela ali não é a... Srta. Liliane? — Perguntou o motorista, espiando pelo retrovisor.

Ricardo encostou no banco e massageou a ponte do nariz, já sentindo a dor de cabeça vir. Ele até tinha mandado a Liliane para Macondo para dar uma bagunçada na relação do Valentino com a Luana, mas em nenhum momento mandou a garota aproveitar a viagem para tentar desencalhar.

Totalmente no mundo da lua e nem aí para o carro do primo, Liliane não parava de buzinar no ouvido do Valentino. Só quando o cara travou no meio da calçada, olhando fixo para frente, é que ela virou para ver o que era.

Sem pressa nenhuma, Ricardo abriu a porta e desceu. A garota paralisou. Até pensou em dar uma de sonsa e sair de fininho, mas Valentino cortou o silêncio primeiro.

— Olha só, o Sr. Ricardo decidiu dar as caras sem nenhuma fantasia hoje.

Ele, óbvio, estava zoando a máscara.

Ricardo deu um sorrisinho de canto.

— As cartas já estão na mesa. Não tem mais por que brincar de esconde-esconde.

— Fingir que morreu, fazer todo mundo de trouxa e vir se esconder em Macondo pagando de filho adotivo do Thiago... — Valentino comentou, naquele tom cínico de sempre. — Parando pra pensar, tenho que admitir que foi uma jogada de mestre.

— Olha só, desde quando você aprendeu a elogiar os outros? — Ironizou Ricardo.

Os dois ficaram ali, se encarando. A disputa de ego era tão tensa que o ar parecia até pesar, asfixiado por aquela queda de braço invisível.

Sobrando no meio do fogo cruzado, Liliane olhava de um pro outro com cara de tacho, sem a mínima ideia de como desarmar a bomba.

E foi bem naquele climão que a Luana saiu do instituto. Quando deu de cara com os dois se fuzilando, ela parou e olhou pra Liliane, tipo "o que está rolando?".

A garota soltou o ar, aliviada, como quem vê um oásis no deserto.

— Luana! — Gritou Liliane, indo correndo até a amiga. Ela se encolheu do lado dela e sussurrou. — Pelo amor de Deus, dá um jeito no Ricardo...

Luana balançou a cabeça, cansada daquela criancice toda. Foi andando de boa até os dois marmanjos.

— Com toda essa pose de machão, espero que vocês não estejam pensando em sair na porrada no meio da rua, né?

A tensão sumiu assim que Ricardo deu uma risada. Ele olhou para Luana, e o olhar frio de antes derreteu, virando puro chamego.

— Jamais. Sou um cidadão de bem, esqueceu?

Capítulo 636 1

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