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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 675

Já acomodada no banco de trás do carro, Luana não conseguia esconder a inquietação. O peito apertava só de imaginar a dor de cabeça que Ricardo estaria enfrentando para lidar com aqueles abutres da imprensa.

Acompanhando a aflição dela pelo espelho retrovisor, Sebastião tentou tranquilizá-la.

— Não precisa ficar com essa carinha de preocupação por causa do senhor Ricardo, senhora Luana. Ele não tem medo de nada nessa vida, e essa mídia barata não chega nem perto de intimidar ele!

Ela baixou o olhar e preferiu guardar o silêncio. Toda aquela aglomeração parecia armada de forma conveniente demais. Era como se a imprensa inteira já soubesse a hora e o local exato em que o escândalo iria estourar. Quando as coisas dão muito certo por puro acaso, o acaso costuma ter nome e sobrenome.

— Sebastião, preciso que você investigue um cara chamado Wellington, que trabalha na mesma empresa do Luiz. — Pediu ela, levantando os olhos com uma expressão sombria e calculista.

Sebastião abriu um sorriso largo e não hesitou em aceitar o serviço.

— Pode deixar comigo, senhora! Amanhã mesmo trago a ficha completa do sujeito!

Enquanto isso, no prédio da empresa, os burburinhos já rolavam soltos pela área de fumantes. Os colegas de Luiz espalhavam a fofoca para o pessoal dos outros departamentos, deixando todo mundo de queixo caído.

— Mentira que o Luiz pegou uma menor de idade? — Perguntou um rapaz, arregalando os olhos.

— O cara foi parar no xilindró logo de manhã, você acha que a gente ia inventar um negócio desses?

— Eu vi o vídeo nas redes sociais, e puta merda, a irmã dele é gata pra caralho!

— Falando nisso, Wellington... você não foi embora com o Luiz ontem à noite? — Questionou outro colega, lembrando de um detalhe crucial.

O grupo inteiro se calou e virou a cabeça na direção de Wellington, que puxava a fumaça do cigarro tentando disfarçar o nervosismo.

— Eu não sei de nada... — Resmungou ele, evitando contato visual.

— Como assim não sabe de nada, Wellington? — Disparou Joyce, marchando furiosa na direção dele. — Foi você quem levou o Luiz embora ontem. Vocês dois passaram a noite inteira juntos, que história é essa de não saber?

O clima pesou. O restante da roda apenas observava a treta com fascínio. Incomodado com a pressão, Wellington esmagou a bituca do cigarro no cinzeiro com força.

— Acompanhei ele até uma parte do caminho, mas no meio da rua ele deu as costas e foi embora sozinho. Como diabos eu ia adivinhar que ele ia se enfiar num hotel com uma garota?

— O Luiz mal conseguia ficar em pé de tão bêbado, é impossível que ele tenha ido a qualquer lugar por conta própria! — Retrucou Joyce, recusando-se a engolir aquela desculpa esfarrapada.

Wellington cerrou os punhos, sentindo o estômago revirar com a culpa. Um dos colegas percebeu a tensão e logo se intrometeu para colocar lenha na fogueira.

Sentada no sofá, Luana acompanhava os vídeos no tablet que ele havia preparado.

— Muito bem, você foi bem ágil no serviço. — Elogiou ela.

Sebastião deu aquela risada marota de quem sabe que fez um excelente trabalho.

— Agilidade é meu nome do meio, senhora! Só não esquece de soltar uns elogios meus no ouvido do Sr. Ricardo, quem sabe não rola aquele aumento no fim do mês!

Ignorando a brincadeira, ela focou nas gravações feitas por volta das onze e meia da noite. As imagens mostravam claramente que Luiz estava caindo de bêbado, precisando ser arrastado por Wellington pelos ombros para não despencar no chão. Quando chegaram à esquina, os dois entraram juntos num táxi. O carro rodou por um bom tempo até virar numa rua mais escondida, repleta de lojas de conveniência, lanchonetes e pensões duvidosas. Quase duas da madrugada, o sistema de segurança flagrou Wellington caminhando sozinho perto de casa, confirmando que, a partir daquele momento, Luiz já não estava em sua companhia.

— E cadê as imagens das câmeras de dentro do hotel? — Indagou ela, levantando o rosto.

— Aquele pedaço ali é lotado de pensão de beira de estrada e uns motéis bem chuleiros. Até tem câmera nas fachadas, mas a maioria tá quebrada ou desligada de propósito.

Lembrando de um detalhe crucial, Sebastião pegou o tablet da mão dela e apontou para uma parte específica do vídeo.

— Presta atenção, os dois desceram bem na frente desse lava-jato. Eu fiz uma varredura na rua e vi que do outro lado tem duas hospedagens bem pequenas. Por coincidência, o equipamento de um desses hotéis tá pifado tem meses. Joguei um verde no recepcionista e dei uma olhada no registro de hóspedes. O quarto foi alugado no nome daquela mesma garota.

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