Já acomodada no banco de trás do carro, Luana não conseguia esconder a inquietação. O peito apertava só de imaginar a dor de cabeça que Ricardo estaria enfrentando para lidar com aqueles abutres da imprensa.
Acompanhando a aflição dela pelo espelho retrovisor, Sebastião tentou tranquilizá-la.
— Não precisa ficar com essa carinha de preocupação por causa do senhor Ricardo, senhora Luana. Ele não tem medo de nada nessa vida, e essa mídia barata não chega nem perto de intimidar ele!
Ela baixou o olhar e preferiu guardar o silêncio. Toda aquela aglomeração parecia armada de forma conveniente demais. Era como se a imprensa inteira já soubesse a hora e o local exato em que o escândalo iria estourar. Quando as coisas dão muito certo por puro acaso, o acaso costuma ter nome e sobrenome.
— Sebastião, preciso que você investigue um cara chamado Wellington, que trabalha na mesma empresa do Luiz. — Pediu ela, levantando os olhos com uma expressão sombria e calculista.
Sebastião abriu um sorriso largo e não hesitou em aceitar o serviço.
— Pode deixar comigo, senhora! Amanhã mesmo trago a ficha completa do sujeito!
Enquanto isso, no prédio da empresa, os burburinhos já rolavam soltos pela área de fumantes. Os colegas de Luiz espalhavam a fofoca para o pessoal dos outros departamentos, deixando todo mundo de queixo caído.
— Mentira que o Luiz pegou uma menor de idade? — Perguntou um rapaz, arregalando os olhos.
— O cara foi parar no xilindró logo de manhã, você acha que a gente ia inventar um negócio desses?
— Eu vi o vídeo nas redes sociais, e puta merda, a irmã dele é gata pra caralho!
— Falando nisso, Wellington... você não foi embora com o Luiz ontem à noite? — Questionou outro colega, lembrando de um detalhe crucial.
O grupo inteiro se calou e virou a cabeça na direção de Wellington, que puxava a fumaça do cigarro tentando disfarçar o nervosismo.
— Eu não sei de nada... — Resmungou ele, evitando contato visual.
— Como assim não sabe de nada, Wellington? — Disparou Joyce, marchando furiosa na direção dele. — Foi você quem levou o Luiz embora ontem. Vocês dois passaram a noite inteira juntos, que história é essa de não saber?
O clima pesou. O restante da roda apenas observava a treta com fascínio. Incomodado com a pressão, Wellington esmagou a bituca do cigarro no cinzeiro com força.
— Acompanhei ele até uma parte do caminho, mas no meio da rua ele deu as costas e foi embora sozinho. Como diabos eu ia adivinhar que ele ia se enfiar num hotel com uma garota?
— O Luiz mal conseguia ficar em pé de tão bêbado, é impossível que ele tenha ido a qualquer lugar por conta própria! — Retrucou Joyce, recusando-se a engolir aquela desculpa esfarrapada.
Wellington cerrou os punhos, sentindo o estômago revirar com a culpa. Um dos colegas percebeu a tensão e logo se intrometeu para colocar lenha na fogueira.
Sentada no sofá, Luana acompanhava os vídeos no tablet que ele havia preparado.
— Muito bem, você foi bem ágil no serviço. — Elogiou ela.
Sebastião deu aquela risada marota de quem sabe que fez um excelente trabalho.
— Agilidade é meu nome do meio, senhora! Só não esquece de soltar uns elogios meus no ouvido do Sr. Ricardo, quem sabe não rola aquele aumento no fim do mês!
Ignorando a brincadeira, ela focou nas gravações feitas por volta das onze e meia da noite. As imagens mostravam claramente que Luiz estava caindo de bêbado, precisando ser arrastado por Wellington pelos ombros para não despencar no chão. Quando chegaram à esquina, os dois entraram juntos num táxi. O carro rodou por um bom tempo até virar numa rua mais escondida, repleta de lojas de conveniência, lanchonetes e pensões duvidosas. Quase duas da madrugada, o sistema de segurança flagrou Wellington caminhando sozinho perto de casa, confirmando que, a partir daquele momento, Luiz já não estava em sua companhia.
— E cadê as imagens das câmeras de dentro do hotel? — Indagou ela, levantando o rosto.
— Aquele pedaço ali é lotado de pensão de beira de estrada e uns motéis bem chuleiros. Até tem câmera nas fachadas, mas a maioria tá quebrada ou desligada de propósito.
Lembrando de um detalhe crucial, Sebastião pegou o tablet da mão dela e apontou para uma parte específica do vídeo.
— Presta atenção, os dois desceram bem na frente desse lava-jato. Eu fiz uma varredura na rua e vi que do outro lado tem duas hospedagens bem pequenas. Por coincidência, o equipamento de um desses hotéis tá pifado tem meses. Joguei um verde no recepcionista e dei uma olhada no registro de hóspedes. O quarto foi alugado no nome daquela mesma garota.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...