Assim que Wellington colocou os pés fora do prédio da empresa, seu caminho foi bloqueado de repente. Antes mesmo que o alarme de perigo soasse em sua cabeça, Sebastião já havia passado o braço ao redor do pescoço dele com uma intimidade forçada e assustadora.
— E aí, moleque! Vai fingir que não me conhece agora? — Exclamou Sebastião, exibindo um sorriso largo. — Vem cá, vamos colocar o papo em dia.
— Espera aí, quem é você? — Wellington tentou se soltar à força, mas sentiu uma pressão esmagadora na nuca.
Num piscar de olhos, ele foi empurrado com brutalidade para o banco de trás de um carro.
O pânico tomou conta de Wellington ao perceber que as travas de segurança já haviam descido. O veículo havia se tornado uma gaiola sem saída, impedindo qualquer tentativa de fuga.
— Você é o Wellington, certo?
A voz suave o fez congelar. Ele virou o rosto com lentidão e se deparou com uma mulher de beleza estonteante sentada ali no banco de trás, observando-o.
Um sorriso polido despontou nos lábios de Luana.
— Não precisa ficar tão tenso. Vamos apenas procurar um lugar calmo para conversar.
— Quem... quem diabos são vocês? — Ele engoliu em seco, o peito pesado pela culpa dos próprios atos e pelo medo do que estava por vir.
— Considerando que viemos atrás de você, acho que já deve ter uma boa ideia do motivo. — Respondeu Luana com indiferença, folheando uma revista sem dar muita atenção a ele.
O silêncio reinou no veículo. Após uma eternidade de tensão, ele reuniu coragem para perguntar:
— Para onde vocês estão me levando?
Luana fingiu não escutar.
Ao lado dele, Sebastião deu um tapinha pesado em seu ombro.
— Relaxa um pouco, garoto! Por que essa tremedeira toda? A gente não morde, fica frio.
Apesar do tom descontraído, o corpo de Wellington tremia sem parar. Luana lançou um olhar de soslaio para ele, frio e calculista. Era óbvio que o peso na consciência o impedia de encontrar qualquer resquício de calma ou conforto na situação.
O carro percorreu um trajeto longo e sinuoso até estacionar sob a imensa estrutura da ponte que cortava o rio. O local era ermo, envolto por uma penumbra assustadora e pelo barulho constante da correnteza das águas.
Ao ver o cenário deserto, Wellington se recusou a descer de qualquer jeito. Sem um pingo de paciência, Sebastião o agarrou pelo cangote e o arrancou do veículo, jogando-o no chão.
O motorista, que era um capanga de confiança, agiu com naturalidade ao dar apoio e confiscar o celular da vítima num movimento rápido e coordenado.
— O que vocês querem de mim? Eu... eu juro que não sei de nada! — Wellington implorou, a voz embargada pelo choro, enquanto os joelhos vacilavam na terra solta.
Luana deixou escapar uma risada curta e gelada.
— E a que horas vocês se separaram?
— Eu... não me lembro bem. Eu também tinha enchido a cara, acabei não prestando atenção no relógio na hora.
Ela o observou em silêncio por um longo instante, deixando a tensão sufocá-lo, antes de apagar o sorriso do rosto.
— Quer que eu te ajude a refrescar a memória? — Ela virou o rosto na direção das águas escuras do rio, que fluíam com violência. — A noite está bem fria. Talvez uns minutinhos mergulhado nessa água gelada façam a sua mente voltar a funcionar. O que acha da ideia?
— Deixa comigo, senhora. Sou mestre nisso. Vou pegar a corda lá atrás, nunca usei isca humana antes. — Sebastião abriu um sorriso ameaçador e caminhou em direção ao porta-malas do carro.
Diante da ameaça iminente, os joelhos de Wellington cederam e ele desabou de vez no chão.
— Eu lembrei! Eu lembrei! Foi por volta da uma da manhã!
Luana inclinou o corpo para encará-lo de perto.
— Tem certeza disso?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...