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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 689

— Você está bem? — Perguntou Luana, demonstrando uma preocupação genuína que pegou a jovem de surpresa.

Naiara sentiu o corpo enrijecer diante daquela pergunta inesperada e desviou o olhar para o lado, mordendo o lábio inferior antes de responder em um fio de voz.

— Obrigada... Estou bem, de verdade.

— Não me interprete mal. — Explicou Luana com suavidade, tentando tranquilizá-la ao perceber o seu desconforto. — Eu não vim aqui para tirar satisfações ou criar problemas para você. Só aconteceu de eu cruzar com a Anabela e perceber que você também estava envolvida na situação.

Naiara ergueu os olhos timidamente, observando a expressão acolhedora de Luana. Desde o primeiro encontro tenso que tiveram naquele banquete luxuoso, ela compreendia o real motivo pelo qual Bernardo a havia obrigado a se produzir inteira para se aproximar de Ricardo.

Embora nunca tivesse desejado fazer parte daquele plano sujo, ela ainda se sentia culpada por ter agido como uma intrusa na vida daquele casal, o que tornava quase impossível encarar Luana sem sentir um aperto angustiante no peito.

Luana abriu a bolsa, retirou um pequeno bloco de notas e anotou o seu endereço residencial e o número de telefone de contato pessoal. Em seguida, destacou a folha e a estendeu com delicadeza para a jovem.

— Se em algum momento você precisar de ajuda ou apenas quiser conversar, pode me ligar a qualquer hora. Pense nisso como o início de uma boa amizade.

Naiara segurou o papel com as mãos trêmulas, encarando os dígitos escritos ali por alguns segundos sem conseguir formular uma resposta adequada. Ela apenas assentiu de forma mecânica antes de entrar no elevador que acabara de abrir as portas.

Ao retornar para a mesa, Luana encontrou Luiz já satisfeito, limpando a boca com um guardanapo.

— Luana, você não foi atrás da Anabela para brigar, foi? — Perguntou ele, arqueando as sobrancelhas assim que ela se sentou.

— E por que eu perderia o meu tempo fazendo isso? — Rebateu ela com um sorriso enigmático, fazendo um sinal para que o garçom trouxesse a conta.

Luiz deu de ombros e, assim que o pagamento foi efetuado, fez questão de pedir a nota fiscal para anexar ao relatório de despesas da firma. Luana não conteve o riso diante daquela cena.

— Te convido para almoçar e você ainda vai colocar a conta no nome da empresa para ser reembolsado? — Brincou ela, balançando a cabeça.

— Mas é claro! Dinheiro não cai do céu, e já que eu trabalho duro para aquela empresa, nada mais justo do que eles pagarem pela minha refeição de comemoração. — Justificou ele com toda a seriedade, fazendo Luana rir ainda mais de sua lógica peculiar.

Os dois voltaram juntos para a mansão dos Freitas e, assim que empurraram o grande portão de ferro da entrada, depararam-se com Ricardo e Sebastião parados no meio do jardim, conversando em tom baixo.

O vento gélido da tarde açoitava o sobretudo escuro de Ricardo, agitando as pontas do tecido e deixando alguns fios de seu cabelo levemente bagunçados pela brisa fria.

Ao ouvir o barulho do portão se fechando, ele ergueu os olhos e fixou o olhar no rosto de Luana, mantendo o foco nela por um longo e silencioso momento.

Percebendo a chegada dos dois, Sebastião abriu um sorriso largo e caminhou até Luiz, passando o braço ao redor do pescoço dele com intimidade despojada.

— E aí, amigo! Finalmente livre! Vamos entrar que você tem muita coisa para me contar sobre esses dias de confinamento.

Luiz franziu a testa, tentando se desvencilhar sem sucesso do aperto firme.

— Peraí... Quem disse que eu sou seu amigo? O que você está fazendo? Me solta, a minha irmã...

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