Naiara escondeu o bilhete às pressas dentro de sua caixa de maquiagem. Em seguida, vestiu o casaco, atravessou a sala e abriu a porta com extrema cautela.
A porta mal havia se aberto e, antes mesmo que ela pudesse ver quem era, o homem invadiu o apartamento. Um cheiro forte de álcool o acompanhava, e seus passos eram tão vacilantes que ele acabou esbarrando no móvel do saguão, derrubando o vaso decorativo no chão.
Naiara recuou dois passos, paralisada pelo susto.
— Senhor... Seu Bernardo? — Gaguejou ela.
Bernardo tentou firmar os pés no chão e, com um gesto brusco, desabotoou o colarinho da camisa.
— Eu já não disse para me chamar apenas pelo nome? — Retrucou ele, com a voz arrastada.
Ele ergueu o rosto e fixou os olhos nela. No entanto, seu olhar parecia atravessá-la, como se buscasse enxergar a imagem de outra pessoa no rosto da garota.
A tensão tomou conta de Naiara. Ela umedeceu os lábios ressecados antes de arriscar perguntar:
— O que faz aqui a uma hora dessas? Eu... eu vou buscar um copo de água para você.
Ela virou as costas e seguiu direto para a cozinha. Ao notar pelo canto do olho que Bernardo havia se jogado no sofá da sala, percebeu que suas próprias mãos tremiam enquanto enchia o copo.
"Ele não tem nenhum interesse em mim, mas ficar sozinha com um homem embriagado no meio da noite é pedir para ter problemas. Todo cuidado é pouco nessas horas.", pensou ela, tentando acalmar os nervos.
Com um suspiro fundo, seus olhos pousaram sobre a tesoura esquecida em cima da bancada.
Retornando à sala, ela colocou o copo de água sobre a mesa de centro e recuou para manter uma distância segura. Bernardo já havia tirado o paletó e estava esparramado no encosto do sofá, sem demonstrar a menor pressa em matar a sede.
Ele virou o rosto para encará-la. Talvez fosse o efeito da meia-luz do ambiente, mas, por uma fração de segundo, os traços da jovem pareceram se fundir com os de outra mulher em sua mente embotada.
— Luana... — Murmurou Bernardo, soltando uma risada cheia de amargura logo depois. — Se nada daquilo tivesse acontecido, ainda seríamos amigos, não é verdade?
Naiara não ousou dar um pio, muito menos fazer perguntas para entender a situação.
O silêncio, porém, durou pouco. Num movimento brusco, Bernardo se projetou para frente e agarrou o pulso dela com força.
— Responde! — Exigiu ele.
O rosto da moça perdeu toda a cor. Desesperada, ela tentou se soltar do aperto opressor.
— Senhor Bernardo, o senhor está me confundindo com outra pessoa!
— Mandei você responder! — O aperto ficou ainda mais cruel, a ponto de quase esmagar os ossos da garota.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
Ler o livro completo...