— Se alguém vir, que veja. — Respondeu Ricardo com um tom despretensioso, sem afrouxar o aperto na mão dela. — Se amanhã as manchetes disserem que sou um romântico incurável que não consegue viver sem a ex-esposa, aceito a fama de bom grado.
— Sem vergonha. — Ela murmurou, desviando o olhar para esconder o rubor nas bochechas.
Do lado de fora, Sebastião e o motorista de Ricardo aguardavam junto aos carros. Eles não sabiam os detalhes do que havia acontecido lá dentro, mas não era difícil adivinhar.
Com a chegada da ambulância, a dispersão repentina dos convidados e a fuga apressada de Anabela e Helena pelos fundos, o desastre era evidente.
Ao ver o casal saindo de mãos dadas, Sebastião concluiu que seu papel de vela havia terminado. Com um sorriso contido, ele se adiantou e abriu a porta do carro de Ricardo.
O motorista oficial piscou, confuso com a atitude do colega, enquanto Luana franzia a testa para a ousadia.
— Que porta você acha que está abrindo? — Ela disparou contra Sebastião.
— Ele tem um ótimo senso de observação, fez um bom trabalho. — Ricardo a interrompeu, passando o braço ao redor da cintura dela com naturalidade. — Afinal, ele é meu funcionário. Tente ser um pouco mais compreensiva.
Luana fuzilou Ricardo com o olhar, inflou as bochechas e decidiu ignorá-lo, entrando no veículo a contragosto. Ele conteve um sorriso e se acomodou ao lado dela. Assim que as portas se fecharam, Luana puxou o apoio de braço central, criando uma barreira física entre os dois.
— Essa é a linha divisória. É proibido ultrapassar.
Ricardo apoiou o cotovelo na divisória improvisada e inclinou o corpo na direção dela, desafiando a regra.
— E se eu ultrapassar, o que acontece?
Ele estava perto demais. Sob a luz clara do interior do carro, Luana podia ver cada detalhe do rosto dele. Os poros, as pequenas imperfeições deixadas pelos enxertos de pele do passado, tudo estava exposto. Contudo, a estrutura óssea e os traços marcantes dele eram de uma beleza inegável. O tempo parecia apenas ter realçado o seu charme, transformando aquelas cicatrizes sutis em marcas de maturidade. Ela ficou tão absorta admirando-o que até esqueceu de responder.
— Senhor Ricardo, vamos voltar para casa? — A voz do motorista quebrou o encanto.
Luana recuou no mesmo instante, endireitando a postura e fingindo olhar para a janela. Ricardo desviou os olhos dela e respondeu em tom neutro:
— Para o hospital.
...
Nos corredores frios do hospital, Helena caminhava de um lado para o outro em frente à sala de emergência, com os olhos vermelhos e marejados.
— Doutor Gael, precisamos operar agora! — Gritou uma enfermeira de dentro da sala, aumentando a tensão.
Helena estava prestes a abaixar a caneta, decidida a recusar a assinatura, quando a prancheta foi arrancada de suas mãos. Ao perceber que era Ricardo, ela tentou avançar, mas os seguranças dele a imobilizaram sem esforço.
— Ricardo! O que você pensa que está fazendo? — Ela esbravejou.
Sem pressa, Ricardo tirou a própria caneta do bolso e assinou o documento com firmeza.
— Já que a senhora hesita em assinar, eu mesmo faço isso. — Ele entregou os papéis ao médico. — Façam o que for preciso para salvá-lo. Assumo toda a responsabilidade.
— Entendido, senhor Ricardo. — Gael pegou a prancheta e voltou correndo para o centro cirúrgico.
Helena tremia de ódio. Estava a um passo de se livrar daquele pesadelo. Apenas um passo!
— Você tem ideia dos riscos de uma cirurgia dessas? Quer que o Henrique sofra à toa na mesa de operação? — Ela gritou, fingindo uma preocupação de esposa devota, mas seus olhos transbordavam frustração.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...