— Toda cirurgia tem seus riscos. Tentar salvar a vida dele e falhar é uma coisa. Mas cruzar os braços e deixá-lo morrer é algo muito diferente. A senhora ia mesmo desistir sem pensar duas vezes? Afinal, ele é o seu marido. — Luana se aproximou com passos calmos, a voz carregada de ironia.
— Quem chamou você para se meter nos nossos problemas? — Helena apontou o dedo, descontrolada. — Ah, agora entendi! Foram vocês! Vocês armaram tudo isso junto com a família Marques!
— Já chega. — Ricardo cortou a histeria com uma voz gélida, perdendo a pouca paciência que lhe restava. — Guarde esse teatro para quando o tio Henrique acordar. A senhora pode explicar as suas teorias para ele.
Sem esperar resposta, ele se virou para os seguranças.
— Levem minha tia Helena e a Anabela para casa. Elas estão proibidas de colocar os pés para fora até que o meu tio recupere a consciência.
— Você não tem o direito de nos manter prisioneiras! — Protestou Helena.
Ricardo lançou a ela um olhar impassível.
— Se preferem passar a noite prestando depoimento na delegacia, não vejo problema em chamar a polícia agora mesmo.
— O acidente de carro não teve nada a ver com a gente! — Ela rebateu, na defensiva.
— E a morte da Naiara? — Ele perguntou, o tom baixo e cortante.
Ao ouvir aquele nome, Anabela se encolheu, tremendo da cabeça aos pés. Helena cerrou os punhos, os nós dos dedos brancos de tanta força.
— Ela cometeu suicídio!
Ricardo deu um sorriso sem humor.
— E quem foi que contratou aqueles marginais para atacá-la? Posso não ter as provas em mãos agora, mas acha mesmo que o Bernardo não tem?
O silêncio pesou no corredor. Helena e Anabela perderam a cor, incapazes de formular qualquer defesa. Ricardo não perdeu mais tempo com elas e fez um sinal para os homens. Os seguranças indicaram a saída, escoltando mãe e filha, que caminhavam rígidas e derrotadas, para fora do hospital.
Luana abaixou os olhos, pensativa. Se não tivesse presenciado a cena, jamais acreditaria que Helena pudesse ser tão fria a ponto de deixar o próprio marido morrer para salvar a própria pele.
Tal mãe, tal filha. O caminho obscuro que Anabela havia traçado, culminando na morte de uma pessoa inocente, com certeza teve a influência venenosa de Helena.
— Ricardo. — A voz grave de Alexandre soou pelo corredor. Ele chegou acompanhado de seu secretário, com a expressão cansada. — Como está o Henrique?
— Teve uma embolia pulmonar. Está em cirurgia.
— Chegou a esse ponto? — Alexandre suspirou, esfregando as têmporas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...
Quero ler o livro completo como faço?...
Ler o livro a partir do capitulo 561...
Ler o livro completo...