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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 710

— Toda cirurgia tem seus riscos. Tentar salvar a vida dele e falhar é uma coisa. Mas cruzar os braços e deixá-lo morrer é algo muito diferente. A senhora ia mesmo desistir sem pensar duas vezes? Afinal, ele é o seu marido. — Luana se aproximou com passos calmos, a voz carregada de ironia.

— Quem chamou você para se meter nos nossos problemas? — Helena apontou o dedo, descontrolada. — Ah, agora entendi! Foram vocês! Vocês armaram tudo isso junto com a família Marques!

— Já chega. — Ricardo cortou a histeria com uma voz gélida, perdendo a pouca paciência que lhe restava. — Guarde esse teatro para quando o tio Henrique acordar. A senhora pode explicar as suas teorias para ele.

Sem esperar resposta, ele se virou para os seguranças.

— Levem minha tia Helena e a Anabela para casa. Elas estão proibidas de colocar os pés para fora até que o meu tio recupere a consciência.

— Você não tem o direito de nos manter prisioneiras! — Protestou Helena.

Ricardo lançou a ela um olhar impassível.

— Se preferem passar a noite prestando depoimento na delegacia, não vejo problema em chamar a polícia agora mesmo.

— O acidente de carro não teve nada a ver com a gente! — Ela rebateu, na defensiva.

— E a morte da Naiara? — Ele perguntou, o tom baixo e cortante.

Ao ouvir aquele nome, Anabela se encolheu, tremendo da cabeça aos pés. Helena cerrou os punhos, os nós dos dedos brancos de tanta força.

— Ela cometeu suicídio!

Ricardo deu um sorriso sem humor.

— E quem foi que contratou aqueles marginais para atacá-la? Posso não ter as provas em mãos agora, mas acha mesmo que o Bernardo não tem?

O silêncio pesou no corredor. Helena e Anabela perderam a cor, incapazes de formular qualquer defesa. Ricardo não perdeu mais tempo com elas e fez um sinal para os homens. Os seguranças indicaram a saída, escoltando mãe e filha, que caminhavam rígidas e derrotadas, para fora do hospital.

Luana abaixou os olhos, pensativa. Se não tivesse presenciado a cena, jamais acreditaria que Helena pudesse ser tão fria a ponto de deixar o próprio marido morrer para salvar a própria pele.

Tal mãe, tal filha. O caminho obscuro que Anabela havia traçado, culminando na morte de uma pessoa inocente, com certeza teve a influência venenosa de Helena.

— Ricardo. — A voz grave de Alexandre soou pelo corredor. Ele chegou acompanhado de seu secretário, com a expressão cansada. — Como está o Henrique?

— Teve uma embolia pulmonar. Está em cirurgia.

— Chegou a esse ponto? — Alexandre suspirou, esfregando as têmporas.

"Ele tem trabalhado demais ultimamente?", ela se perguntou, sentindo um aperto no peito.

O motorista notou a cena pelo retrovisor e sussurrou:

— O senhor Ricardo não tem dormido quase nada nos últimos dias. O cansaço o venceu.

Luana suavizou a expressão e respondeu em voz baixa:

— Deixe ele descansar mais um pouco.

Ela desistiu de sair e voltou a encostar no banco.

Entendendo o recado, o motorista abriu a porta com cuidado e saiu para fumar um cigarro na calçada, dando privacidade aos dois.

No silêncio do carro, Luana virou o corpo e se aproximou devagar do rosto adormecido dele. Enquanto observava os traços serenos de Ricardo, um pensamento cruzou a sua mente: "Se o nosso bebê puxar a ele, seja menino ou menina, será que vai herdar essa mesma beleza?"

Foi então que os cílios de Ricardo tremeram de leve. Os lábios dele se curvaram em um sorriso preguiçoso, revelando que ele já estava acordado.

— Vai ficar me admirando por quanto tempo?

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