O olhar de Ricardo transbordava uma ternura palpável, incapaz de se desviar do rosto dela. Talvez para não demonstrar o quanto estava ansioso por aquela proximidade, ele pigarreou de leve e endireitou a postura.
— O que traz você aqui? — Perguntou ele, com a voz suave.
Luana ergueu o queixo para encará-lo, com um brilho desafiador nos olhos.
— Ficar em casa estava me matando de tédio, então resolvi dar uma volta. Por acaso não sou bem-vinda?
— Claro que é. — Ele respondeu de imediato.
"Pouco importa o motivo que trouxe você até aqui. O simples fato de ela ter vindo me procurar já é o suficiente.", pensou ele, sentindo uma paz reconfortante acalmar seu peito.
— Abriu uma cafeteria nova no térreo que é excelente. Vou pedir para a Fernanda buscar alguma coisa para você. — Disse Ricardo.
Ele já esticava o braço em direção ao telefone sobre a mesa quando ela o impediu. Antes que ele pudesse discar, Luana segurou o pulso dele com delicadeza e respondeu:
— Eu não posso tomar café hoje.
Ricardo voltou a atenção para ela, confuso. Fingindo uma timidez repentina, Luana desviou o olhar. Sentada na beirada da mesa, ela balançava as pernas no ar de forma descontraída.
— Estou naqueles dias do mês.
Um leve constrangimento atravessou o rosto de Ricardo, que disfarçou com uma tosse seca. Ele abaixou o tom de voz, assumindo uma postura mais profissional.
— Tenho uma reunião importante agora. Se sentir fome, é só avisar a Fernanda que ela providencia o que você quiser.
— Tudo bem, pode deixar. — Luana abriu um sorriso compreensivo.
Sem precisar de convite, caminhou até a área de visitas e se acomodou no sofá de couro. Pegou uma revista de negócios que estava na mesa de centro e começou a folhear as páginas, tomando o cuidado de fazer o mínimo de barulho possível para não atrapalhar o trabalho dele.
Os olhos de Ricardo acompanharam cada movimento dela. Vê-la ali, encolhida em silêncio no sofá como se pertencesse àquele lugar, fez com que a tensão em seu rosto desaparecesse, dando lugar a uma expressão cheia de afeto.
Duas batidas soaram na porta antes que Fernanda entrasse. Ao notar a presença de Luana, a secretária não demonstrou surpresa, apenas fez um aceno educado com a cabeça antes de se dirigir ao chefe.
— Senhor Ricardo, os diretores do Grupo MI já estão na sala de conferências aguardando.
— Já estou indo. — Ricardo ajeitou o paletó sob medida e deu o primeiro passo em direção à saída, mas hesitou. Dando meia-volta, caminhou até o sofá e agachou-se em frente a Luana, nivelando o olhar ao dela. — Quando essa reunião acabar, você ainda vai estar aqui me esperando?
Ela ergueu os olhos, deparando-se com a expectativa nítida naquelas íris escuras e profundas. Brincando com a ponta da página da revista, Luana sorriu, os olhos semicerrados em pura provocação.
— O que você acha?
— Isso quer dizer que não. — Ele soltou uma risada rouca, conformando-se.
Porém, no instante em que fez menção de se levantar, Luana o puxou pelo colarinho com um solavanco.
Pego de surpresa pela força repentina, o corpo robusto de Ricardo pendeu para frente. Por puro reflexo, ele apoiou as mãos no encosto do sofá, prendendo-a entre seus braços para evitar cair sobre ela. A distância entre os dois evaporou. Bastava que ela erguesse o queixo um centímetro para que seus lábios roçassem a ponta do nariz dele.
Ao varrer o olhar pelo ambiente, Janice sentiu o estômago embrulhar ao notar uma peça de lingerie feminina jogada pela metade debaixo da almofada do sofá.
— O que significa isso? O que aconteceu aqui? — Ela esbravejou, virando-se para o gerente do hotel.
Intimidado pela fúria da mulher, o gerente engoliu em seco, o rosto vermelho de constrangimento.
— Senhora... o senhor Bernardo convidou alguns amigos para uma festa particular na suíte durante esses dois dias, então as coisas saíram um pouco do controle...
— Isso é um absurdo! — Janice o cortou, marchando furiosa em direção à porta do quarto principal e ordenando que os seguranças a abrissem.
Quando a madeira cedeu, ela prendeu a respiração, preparando-se para o pior cenário possível. Para sua surpresa, a cama enorme abrigava apenas uma pessoa. Bernardo estava de bruços, afundado nos travesseiros, em um sono profundo. Um dos seguranças se aproximou e bateu de leve no ombro do rapaz.
— Senhor Bernardo! Acorde!
Como não houve qualquer reação, o homem o virou de barriga para cima. Foi então que notaram a poça de vômito manchando o lençol ao lado do rosto dele.
O pânico se instalou, e em questão de minutos, Bernardo foi colocado em uma ambulância e levado às pressas para o hospital mais próximo.
Desde o momento em que pisou na emergência, as pernas de Janice pareciam feitas de gelatina. Ela mal conseguia se manter em pé, precisando ser amparada pelos seguranças a cada passo.
O pesadelo só pareceu real quando Joaquim irrompeu pelo corredor, esbaforido.
— Janice! Onde está o Bernardo? O que aconteceu?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...