No corredor do hospital.
Com um brilho de triunfo nos olhos, Vanessa tirou uma foto de Ricardo segurando a criança e enviou para Luana com uma mensagem curta, carregada de intenção: [Dra. Luana, o Ricardo está aqui comigo e com o Leo. Ele não vai mais aí, não adianta esperar.]
Luana não respondeu.
Satisfeita por ver seu plano funcionando, Vanessa ignorou o silêncio. Afinal, o mais importante era que havia conseguido manter Ricardo ao seu lado.
Quando ouviu a porta do quarto se abrir, girou o corpo rapidamente e o viu saindo. Com um movimento ágil, Vanessa escondeu o celular no bolso e caminhou até ele, abrindo um sorriso luminoso como se nada tivesse acontecido.
— Ricardo, o Leo ainda está dormindo, não é?
Ele respondeu com voz baixa e fria:
— Fique com ele. Preciso resolver outros assuntos.
O sorriso de Vanessa vacilou, congelando-se por um instante. Quando percebeu que ele estava prestes a se afastar, estendeu a mão e o segurou pelo braço.
— Ricardo...
Havia um pânico implícito na voz dela. Desde que havia voltado ao país, seis meses atrás, nunca havia recuperado de fato o relacionamento que tiveram no passado. E, sem alcançar o que queria, como poderia deixá-lo ir assim, sem lutar?
Ricardo virou para encará-la, as sobrancelhas levemente franzidas.
— O que foi agora?
— Eu só pensei... e se o Leo acordar e não te encontrar aqui? — Ela tentou soar casual, mas o nervosismo transparecia. — Fica até ele acordar, pelo menos?
Queria apenas ganhar tempo. Mantê-lo próximo.
O olhar de Ricardo se fixou nela, profundo, como se buscasse ler cada intenção escondida. Sua voz veio firme:
— Já disse antes, não posso colocar o Leo como prioridade absoluta em tudo. Eu também tenho os meus compromissos.
— Então fique por mim! — Vanessa apertou a mão dele, os olhos marejados. — Ricardo, eu só quero que você fique comigo, me faça companhia...
Luana permaneceu na casa da família Freitas até o fim da tarde, por volta das seis horas. Se não fosse por Luiz estar o tempo todo ao seu lado, protegendo-a das tensões veladas, talvez não tivesse aguentado permanecer ali por tanto tempo.
Ele a acompanhou até a saída. Diferente do habitual, não sorria nem soltava seus comentários despreocupados; o silêncio dele parecia carregar um peso.
Estranhando aquela mudança, Luana parou ao chegar ao pátio e o encarou. Suspeitou que estivesse abatido por causa dos acontecimentos daquele dia.
— Me desculpa. Hoje era seu aniversário, e por minha causa você não conseguiu aproveitar. Prometo que no ano que vem vou compensar.
— Luana...
— O quê? — Ela ergueu as sobrancelhas, intrigada.
Luiz parecia querer dizer algo, mas, quando as palavras chegavam à garganta, recuava. A inquietação dele se tornava visível.
Perto do portão, um carro preto e elegante estava estacionado. Ao ver o homem descendo do veículo, Luiz, que antes corria para cumprimentá-lo com um sorriso espontâneo, manteve-se parado, o rosto sem qualquer traço de entusiasmo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...