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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 782

Sarah revirou os olhos, indignada com o comentário absurdo.

"De onde esse cara tirou que eu preciso de alguém para me bancar? Que calúnia!", pensou ela, pronta para rebater a ofensa. Antes que ela pudesse abrir a boca, Vinícius tomou a frente da situação com uma calma invejável.

— Ela é uma amiga muito próxima da minha irmã. Ah, e acho que esqueceram de te avisar um detalhe importante: as duas mulheres que o seu irmãozinho tentou sequestrar eram justamente ela e a minha irmã.

O rosto de Cláudio perdeu a cor. Ele estava convencido de que Vinícius havia armado um plano mirabolante apenas para destruir a família Leal por causa da rixa antiga. Saber que foi o próprio Renan quem cavou a cova da família ao mexer com as pessoas erradas o deixou sem chão.

Aproveitando o estado de choque do inimigo, Vinícius se virou para Sarah e fez um gesto suave com a cabeça.

— Vamos embora. O meu caminho é o mesmo que o seu.

Entendendo que ele estava oferecendo uma rota de fuga segura, Sarah concordou de imediato. Ela caminhou a passos rápidos até o lado dele, e os dois começaram a se afastar do prédio.

Após darem alguns passos, Vinícius olhou por cima do ombro, cravando os olhos em Cláudio. O olhar era gélido, cortante como uma lâmina.

Cláudio piscou, voltando à realidade, e percebeu que as palmas das suas mãos estavam suadas. O recado silencioso foi compreendido com clareza absoluta. Era um aviso letal para que ele ficasse longe da garota.

"Não é à toa que o idiota do Renan foi esmagado por esse cara.", concluiu Cláudio, sentindo um calafrio percorrer a espinha.

O trajeto até o estacionamento foi feito em silêncio. Antes de chegar ao carro, Sarah olhou para trás para garantir que não estavam sendo seguidos. A expressão de pavor no rosto de Cláudio minutos antes ainda rondava a sua mente, despertando a sua curiosidade.

— Vocês dois já se conhecem de longa data? — Perguntou ela, quebrando o gelo.

Vinícius destravou o veículo e abriu a porta do passageiro para ela.

— Estudamos no mesmo colégio durante o ensino médio. — Respondeu ele, de forma sucinta.

— Ah, entendi... — Murmurou Sarah, acomodando-se no banco de couro.

Assim que ele assumiu o volante e fechou a porta, a garota virou o rosto na direção dele.

— Muito obrigada por me tirar daquela situação constrangedora. Mas... — Ela fez uma pausa, olhando pela janela do carro ao perceber um detalhe curioso. — O que você estava fazendo aqui no campus? Veio procurar alguém?

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou Vinícius, notando a tensão repentina que tomou conta da garota.

Sarah balançou a cabeça depressa, forçando um sorriso para disfarçar o nervosismo.

— Não é nada. Eu só queria reforçar o meu agradecimento. Se você não tivesse aparecido, acho que ele não me deixaria em paz tão cedo. — Ela abaixou o olhar, focando nas próprias mãos, e deixou um desabafo escapar. — Sabe, eu nunca gostei que as pessoas me elogiassem apenas pela minha aparência. É frustrante quando só enxergam o lado de fora. Mas, nos últimos tempos, eu chego a pensar se o problema não sou eu. Será que é o meu rosto que atrai toda essa confusão para a minha vida?

A voz dela soou tão frágil que quase se perdeu no zumbido do ar-condicionado. Os seus dedos brincavam com a borda do cinto de segurança, denunciando a sua insegurança.

Vinícius virou o rosto para observá-la. O seu olhar era profundo e acolhedor, transmitindo uma calma que ela tanto precisava. Ele não respondeu de imediato, dando tempo para que as palavras dela assentassem.

— O Renan tentou te sequestrar porque é um criminoso que acha que está acima da lei. O Cláudio veio te assediar hoje porque a família dele está acostumada a usar o dinheiro para esmagar os outros. — Explicou ele, com uma firmeza reconfortante. — Nada disso tem a ver com quem você é ou com a sua aparência. Se fosse qualquer outra pessoa no seu lugar hoje, eles teriam agido com a mesma covardia.

O interior do carro foi tomado por um silêncio confortável, livre da tensão de minutos atrás.

— Portanto... — Vinícius voltou a olhar para o para-brisa, segurando o volante com firmeza para dar a partida no motor. — Pare de carregar a culpa pelos erros dos outros. Ser uma mulher bonita não dá o direito de ninguém te desrespeitar. E quem realmente se importar com a sua essência não vai se afastar por causa da sua beleza, muito menos se importar apenas com o seu rosto.

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