Sarah revirou os olhos, indignada com o comentário absurdo.
"De onde esse cara tirou que eu preciso de alguém para me bancar? Que calúnia!", pensou ela, pronta para rebater a ofensa. Antes que ela pudesse abrir a boca, Vinícius tomou a frente da situação com uma calma invejável.
— Ela é uma amiga muito próxima da minha irmã. Ah, e acho que esqueceram de te avisar um detalhe importante: as duas mulheres que o seu irmãozinho tentou sequestrar eram justamente ela e a minha irmã.
O rosto de Cláudio perdeu a cor. Ele estava convencido de que Vinícius havia armado um plano mirabolante apenas para destruir a família Leal por causa da rixa antiga. Saber que foi o próprio Renan quem cavou a cova da família ao mexer com as pessoas erradas o deixou sem chão.
Aproveitando o estado de choque do inimigo, Vinícius se virou para Sarah e fez um gesto suave com a cabeça.
— Vamos embora. O meu caminho é o mesmo que o seu.
Entendendo que ele estava oferecendo uma rota de fuga segura, Sarah concordou de imediato. Ela caminhou a passos rápidos até o lado dele, e os dois começaram a se afastar do prédio.
Após darem alguns passos, Vinícius olhou por cima do ombro, cravando os olhos em Cláudio. O olhar era gélido, cortante como uma lâmina.
Cláudio piscou, voltando à realidade, e percebeu que as palmas das suas mãos estavam suadas. O recado silencioso foi compreendido com clareza absoluta. Era um aviso letal para que ele ficasse longe da garota.
"Não é à toa que o idiota do Renan foi esmagado por esse cara.", concluiu Cláudio, sentindo um calafrio percorrer a espinha.
O trajeto até o estacionamento foi feito em silêncio. Antes de chegar ao carro, Sarah olhou para trás para garantir que não estavam sendo seguidos. A expressão de pavor no rosto de Cláudio minutos antes ainda rondava a sua mente, despertando a sua curiosidade.
— Vocês dois já se conhecem de longa data? — Perguntou ela, quebrando o gelo.
Vinícius destravou o veículo e abriu a porta do passageiro para ela.
— Estudamos no mesmo colégio durante o ensino médio. — Respondeu ele, de forma sucinta.
— Ah, entendi... — Murmurou Sarah, acomodando-se no banco de couro.
Assim que ele assumiu o volante e fechou a porta, a garota virou o rosto na direção dele.
— Muito obrigada por me tirar daquela situação constrangedora. Mas... — Ela fez uma pausa, olhando pela janela do carro ao perceber um detalhe curioso. — O que você estava fazendo aqui no campus? Veio procurar alguém?
— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou Vinícius, notando a tensão repentina que tomou conta da garota.
Sarah balançou a cabeça depressa, forçando um sorriso para disfarçar o nervosismo.
— Não é nada. Eu só queria reforçar o meu agradecimento. Se você não tivesse aparecido, acho que ele não me deixaria em paz tão cedo. — Ela abaixou o olhar, focando nas próprias mãos, e deixou um desabafo escapar. — Sabe, eu nunca gostei que as pessoas me elogiassem apenas pela minha aparência. É frustrante quando só enxergam o lado de fora. Mas, nos últimos tempos, eu chego a pensar se o problema não sou eu. Será que é o meu rosto que atrai toda essa confusão para a minha vida?
A voz dela soou tão frágil que quase se perdeu no zumbido do ar-condicionado. Os seus dedos brincavam com a borda do cinto de segurança, denunciando a sua insegurança.
Vinícius virou o rosto para observá-la. O seu olhar era profundo e acolhedor, transmitindo uma calma que ela tanto precisava. Ele não respondeu de imediato, dando tempo para que as palavras dela assentassem.
— O Renan tentou te sequestrar porque é um criminoso que acha que está acima da lei. O Cláudio veio te assediar hoje porque a família dele está acostumada a usar o dinheiro para esmagar os outros. — Explicou ele, com uma firmeza reconfortante. — Nada disso tem a ver com quem você é ou com a sua aparência. Se fosse qualquer outra pessoa no seu lugar hoje, eles teriam agido com a mesma covardia.
O interior do carro foi tomado por um silêncio confortável, livre da tensão de minutos atrás.
— Portanto... — Vinícius voltou a olhar para o para-brisa, segurando o volante com firmeza para dar a partida no motor. — Pare de carregar a culpa pelos erros dos outros. Ser uma mulher bonita não dá o direito de ninguém te desrespeitar. E quem realmente se importar com a sua essência não vai se afastar por causa da sua beleza, muito menos se importar apenas com o seu rosto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...