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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 781

Assim que Ricardo deixou a vinícola, Cláudio chegou ao local, exigindo uma audiência com Geovane. O secretário do empresário foi até a sala do chefe para anunciar a visita, perguntando se ele estava disposto a recebê-lo. A resposta, no entanto, foi imediata e categórica.

— A partir de hoje, eu não recebo mais ninguém da família Leal. Não quero problemas para o meu lado e muito menos ter o meu nome associado a essa gente. — Declarou Geovane, sem margem para discussões.

Com a ordem dada, o secretário assentiu e voltou à recepção, inventando uma desculpa educada para despachar Cláudio de mãos vazias.

Frustrado por não conseguir contato com o investidor, Cláudio precisou recorrer aos contatos do irmão. Ele passou horas ligando para conhecidos de Renan, tentando pescar alguma informação nas entrelinhas.

Depois de muita insistência, a verdade veio à tona como um balde de água fria, pois Renan havia sequestrado duas mulheres, e ambas pertenciam a famílias de grande influência.

Na tarde daquele mesmo dia, Sarah havia acabado de ministrar uma palestra para os calouros da faculdade. Enquanto descia as escadas em direção à saída do prédio, percebeu que o seu caminho estava bloqueado por uma figura desconhecida. O trauma do sequestro recente a deixou em estado de alerta máximo. Sem fazer movimentos bruscos, ela destravou o celular dentro da bolsa e ativou a gravação de vídeo.

"Se qualquer coisa sair do controle, eu mando isso para a polícia na mesma hora.", pensou ela, preparando-se para o pior.

O homem encostado no carro de luxo deu um passo à frente, exibindo um sorriso calculista.

— Então você é a mulher que o meu irmão passou os últimos dois anos tentando conquistar? — Perguntou Cláudio, avaliando-a da cabeça aos pés.

A menção ao parentesco fez Sarah franzir a testa, ligando os pontos de imediato.

— Você deve ser o Sr. Cláudio, certo? — Questionou ela, mantendo a postura firme.

A fama de Renan nos círculos sociais não era segredo para ninguém. Ele sempre foi arrogante e inconsequente, atitudes acobertadas pela proteção constante do irmão mais velho. Mesmo sem nunca ter visto Cláudio pessoalmente, Sarah já tinha escutado histórias o suficiente para saber do que ele era capaz.

Do outro lado, Cláudio continuava a analisá-la com um olhar predatório.

"Agora faz sentido o idiota do Renan ficar obcecado por tanto tempo.", pensou ele, admirado com a beleza natural da moça. Era o tipo de mulher que até ele mesmo não se importaria de ter por perto.

— Não me entenda mal. Eu não vim aqui para implorar perdão em nome do meu irmão. Só quero ter uma conversa civilizada com você. — Justificou Cláudio.

— Quem é o imbecil que... — Cláudio se virou com os dentes trincados, pronto para escorraçar o intrometido. No entanto, as palavras morreram na sua garganta assim que os seus olhos focaram no homem parado a poucos metros de distância. O choque o paralisou. Aquela era uma figura que ele jamais esqueceria, nem que vivesse cem anos. — Você?

O assombro inicial logo deu espaço a um ressentimento profundo. As memórias da época do colégio vieram à tona como um soco no estômago.

Durante o ensino médio em um colégio particular de elite, Cláudio tinha o hábito de infernizar a vida dos alunos mais fracos. A brincadeira acabou no dia em que Vinícius decidiu intervir e lhe deu uma surra inesquecível. Como Vinícius era o herdeiro da poderosa família Souza, o conselho escolar não pensou duas vezes antes de ficar do lado dele e arrumar uma desculpa para suspender Cláudio. A humilhação foi tanta que o patriarca dos Leal, furioso com a situação, mandou o filho estudar no exterior.

"Esse desgraçado é como uma assombração!", pensou Cláudio, fervendo de ódio. "Espera um pouco... será que a prisão do Renan tem dedo dele?"

A suspeita fez o corpo de Cláudio ficar tenso, e a sua postura defensiva voltou com força total.

— É uma surpresa saber que você ainda lembra de mim depois de tanto tempo. Deve ter sido um trauma e tanto, né, Cláudio? — Provocou Vinícius, exibindo um sorriso contido e debochado.

— Como eu poderia esquecer de você? — Retrucou Cláudio, com a voz carregada de veneno. Ele olhou de relance para Sarah, encostada na parede, e voltou a encarar o rival. — O que foi? Vai me dizer que você é o homem rico que banca essa mulherzinha?

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