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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 792

O susto foi tão grande que Sarah engasgou e acabou cuspindo todo o suco que tinha acabado de colocar na boca. Em pânico, ela puxou vários guardanapos da caixa para limpar a bagunça na mesa e virou o pescoço de forma rígida para encarar Luana, com os olhos arregalados.

— Você está falando sério?

— É claro que sim! — Confirmou Luana, cheia de entusiasmo e com um sorriso largo no rosto.

— Mas você nem sabe o que ele... o que ele acha dessa ideia absurda! — Rebateu Sarah, com o coração batendo tão forte que parecia querer saltar pela boca.

Luana abaixou os olhos, contendo um sorriso vitorioso nos lábios, e endireitou a postura no sofá.

— O meu irmão nunca foi de tomar a iniciativa com mulher nenhuma. No entanto, ontem à noite, quando você demorou a dar notícias, ele saiu de casa no meio da madrugada só para te procurar pelas ruas. Se você quiser me convencer de que ele não sente nada por você, vai ter que inventar uma desculpa muito melhor do que essa.

Os dedos de Sarah apertaram o copo de vidro com tanta força que os nós de suas mãos ficaram brancos. Ela abriu a boca para tentar formular uma resposta coerente, mas todas as palavras sumiram de sua mente, deixando-a em um silêncio atordoado.

— Fica tranquila, eu não vou te forçar a nada e nem bancar o cupido chato da história. Se você não gosta dele, não adianta eu tentar forçar a barra. — Tranquilizou Luana, assumindo um tom afetuoso e compreensivo. — Eu só queria que você soubesse que os sentimentos dele são reais. E não precisa ficar com medo de estragar a nossa amizade por causa disso. Mesmo que você não vire a minha cunhada no futuro, nós sempre seremos grandes amigas!

Luana disse aquelas palavras com o único intuito de tirar o peso das costas de Sarah, pois não queria assustá-la com cobranças desnecessárias ou deixá-la desconfortável dentro da própria casa.

Sarah abaixou o olhar para as próprias mãos, sentindo uma onda de emoções confusas e calorosas agitar o seu coração.

"Ele realmente gosta de mim.", constatou ela, deixando um suspiro silencioso escapar.

...

— Você se declarou para ela? — A voz de Sérgio ecoou pelo campo de golfe, carregada de espanto.

Sérgio encarava o amigo ao seu lado com uma expressão de pura incredulidade. Vinícius sempre foi o homem mais paciente e calculista que ele conhecia, o tipo de pessoa que esperaria o momento perfeito e o cenário ideal para dar o bote. Saber que ele havia jogado todas as cartas na mesa na noite anterior, no meio da rua, era um choque e tanto.

Com um movimento fluido e preciso, Vinícius balançou o taco de golfe e mandou a bolinha direto para o buraco demarcado pela bandeira vermelha.

— Ela ouviu a nossa conversa perto do carro. — Revelou ele, sem alterar o tom de voz calmo de sempre.

— Quando isso aconteceu? — Sérgio piscou, tentando processar a informação. — Eu achei que ela nem estivesse em casa ontem à tarde.

— Ela tinha acabado de chegar e escutou tudo.

A ficha de Sérgio caiu na mesma hora, e ele apoiou o taco no gramado verde.

— Ah, agora tudo faz sentido! Você só abriu o jogo porque ela interpretou as coisas de um jeito errado e achou que você era algum tipo de maníaco. — Movido pela curiosidade incontrolável, ele esticou o pescoço na direção do amigo. — E aí? O que ela respondeu depois da sua declaração?

Vinícius começou a limpar a ponta do taco de golfe com uma toalha pequena, demonstrando uma calma que beirava a irritação.

— Eu não estou com pressa para ouvir a resposta dela. Tudo tem o seu tempo.

A expectativa de Sérgio desmoronou em um instante, dando lugar a uma frustração cômica.

— Beleza, o senhor paciência não tem pressa nenhuma, mas eu estou morrendo de ansiedade por você, cara!

— Sérgio? — Uma voz feminina e suave chamou a atenção dos dois homens.

Uma mulher usando um vestido branco leve caminhava em direção a eles com passos graciosos e um sorriso amigável no rosto.

— Sérgio, quanto tempo!

Sérgio apertou os olhos, tentando buscar na memória de onde conhecia aquele rosto familiar, mas a lembrança lhe escapava.

— Desculpe, você é...?

A mulher colocou uma mecha do cabelo comprido atrás da orelha, dando uma risadinha sem graça pela falta de reconhecimento.

— O negócio é que ele... — Sérgio engoliu o resto da frase e olhou de relance para Vinícius.

Uma ideia brilhante e travessa cruzou a sua mente naquele exato segundo, fazendo os seus olhos brilharem de malícia. Como um bom amigo, era o seu dever sagrado dar um empurrãozinho naquela situação estagnada para ver o circo pegar fogo!

— Quer saber de uma coisa? Eu vou passar o número do WhatsApp dele para você. — Decidiu Sérgio, abrindo um sorriso de canto cheio de segundas intenções.

Os olhos de Josiane se iluminaram na mesma hora, transbordando de alegria pela oportunidade de ouro.

— Ai, Sérgio, muito obrigada mesmo!

A conversa não se estendeu muito depois disso, e logo a mulher se despediu, indo embora com um sorriso de orelha a orelha, crente de que havia tirado a sorte grande.

Vinícius observou Sérgio caminhar de volta com uma expressão um tanto convencida e franziu a testa em desaprovação.

— A Mônica sabe que você anda distribuindo sorrisos e charme para outras mulheres por aí?

— Vê se não me mete nessa confusão, cara. Ela não estava interessada em mim. — Sérgio se defendeu, cruzando os braços sobre o peito com pose de ofendido. — Eu sou um homem muito bem casado, caso você tenha esquecido!

Vinícius manteve os olhos fixos nele, sem entender o motivo de tanta empolgação por causa de uma conversa boba.

Naquele exato momento, o celular no bolso de Vinícius vibrou de forma insistente. Ele puxou o aparelho e se deparou com uma notificação de solicitação de amizade no aplicativo de mensagens.

As configurações de privacidade do seu WhatsApp bloqueavam buscas pelo número de telefone, e ele quase nunca usava o aplicativo para fins sociais ou para adicionar desconhecidos. Era humanamente impossível que uma pessoa aleatória encontrasse o seu perfil e enviasse um convite do nada, a não ser que...

Ele estreitou os olhos, lançando um olhar mortal na direção de Sérgio, que lutava com todas as forças para esconder um sorriso carregado de puro deboche.

— Você tem algum problema mental? — Disparou Vinícius, perdendo a pouca paciência que lhe restava.

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