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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 821

Diante da pergunta de Liliane, a expressão de Túlio congelou por um instante. Ele forçou uma risada seca, tomou um gole de café do copo que segurava e, só então, começou a explicar o cenário.

— É um medicamento voltado para o tratamento do câncer.

— Ah, entendi. E qual é o exato problema com esse remédio? — Indagou ela, demonstrando curiosidade.

Percebendo que a moça não apenas desconhecia a situação, mas também não entendia absolutamente nada sobre farmacologia, Túlio soltou um suspiro de alívio silencioso, sentindo até mesmo uma pontada de satisfação interna.

— Na verdade, não é nada grave. — Suspirou ele, adotando um semblante que beirava a melancolia para justificar a demora. — Temos um lote de medicamentos de alta eficácia na fábrica cuja aprovação está demorando uma eternidade. Como você deve saber, os padrões da indústria farmacêutica são rigorosíssimos. Ainda mais agora, com essa fiscalização pesada contra a pirataria, fica bem complicado aprovar esses lotes de genéricos de ponta que não seguem os trâmites convencionais.

— Medicamentos genéricos de alta eficácia... Isso quer dizer que são falsificados? — Perguntou Liliane, com os olhos arregalados.

— Opa, senhorita Liliane, pelo amor de Deus, não diga um absurdo desses! — Túlio suou frio, apressando-se em consertar o mal-entendido com as mãos erguidas em sinal de negação. — Esse lote não tem nada de falso, funciona como um similar idêntico. O preço de custo difere do produto de marca, claro, mas o efeito terapêutico é rigorosamente o mesmo. A grande questão é que, por não ser o original da nossa empresa, escoar essa mercadoria pelos canais legais se torna uma verdadeira dor de cabeça. Se isso ficar parado no estoque, é prejuízo certo no meu colo. No entanto, se você conseguir me ajudar a repassar essa carga, a sua margem de lucro será fenomenal.

Erguendo dois dedos no ar, ele enfatizou o peso da sua oferta:

— Duas vezes o lucro líquido, senhorita Liliane. Isso equivale ao que você ganharia em um ano inteiro comercializando as fórmulas originais da empresa.

Ela pousou o copo sobre a mesa, deixando transparecer o espanto na voz.

— Tudo isso?

Ao notar o brilho de interesse nos olhos da mulher, um sorriso carregado de segundas intenções despontou nos lábios do homem.

— Pois é, senhorita Liliane. É o tipo de coisa que parece um bicho de sete cabeças, mas no fundo é muito simples. O seu único trabalho será usar os seus contatos dentro da Sinar Medical para liberar a papelada, justificando a entrada como "testes clínicos" ou "liberação de emergência". O resto da burocracia fica por minha conta, e garanto que ninguém vai investigar a fundo. Afinal de contas... — Ele abaixou o tom de voz, adotando um ar conspiratório. — Tem uma porção de farmácias por aí loucas para colocar as mãos nessa exata mercadoria.

Liliane não respondeu de imediato, mergulhando em um silêncio pensativo enquanto avaliava a proposta.

Túlio virou o resto do chá de uma só vez, tentando transmitir confiança e tranquilizá-la.

— Sei que é natural ter receio, e você faz muito bem em ser cautelosa com isso. Mas dessa vez, a Isadora ficará responsável por toda a operação de campo, então pode ficar sossegada.

— Tudo bem, mas quem eu poderia procurar na Sinar Medical para facilitar as coisas e servir de ponte? — Questionou ela, franzindo a testa em aparente confusão.

Fechando os olhos com um ar de paciência infinita, ele explicou como se falasse com uma criança.

Durante a tarde, Ricardo foi até o aeroporto receber Luana. Nas mãos, carregava um imenso buquê de rosas cor-de-rosa que chamava a atenção de todos.

Assim que despontou no portão de desembarque empurrando o próprio carrinho de malas, ela bateu os olhos no sujeito alto abraçado às flores. No meio da multidão frenética e do vai e vem de passageiros, a figura esguia dele se destacava de forma inegável.

O motorista se apressou em ajudá-la, guardando a bagagem pesada no porta-malas do carro com eficiência.

— Poxa vida, não precisava se incomodar com flores! Só a carona para casa já estava de bom tamanho. — Brincou Luana, aproximando-se com um sorriso caloroso.

Quando esticou os braços para pegar o presente, percebeu que precisaria usar as duas mãos para segurar o arranjo monumental, que era tão farto a ponto de quase esconder o seu rosto por inteiro.

Ricardo abaixou a cabeça, soltando uma risada suave e aveludada.

Com um movimento ágil, ele tomou o buquê com uma das mãos e usou o braço livre para envolver a cintura da mulher com firmeza.

— E perder a chance de te fazer uma surpresa maravilhosa? Jamais.

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