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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 844

Luana aguardava por notícias na sala de estar da mansão, com o coração apertado pela ansiedade.

Sentado ao seu lado, Ricardo percebeu a tensão que a dominava e cobriu a mão dela com a sua, transmitindo um calor reconfortante para acalmá-la.

O toque repentino da campainha quebrou o silêncio do ambiente. A empregada interrompeu os seus afazeres e foi abrir a porta. Quando Sebastião e Fernanda entraram acompanhados, Luana se levantou num salto, cravando o olhar na figura de Isadora, que caminhava logo atrás deles.

Isadora correu os olhos pelo espaço requintado antes de cruzar seu olhar com o de Luana. Uma surpresa muda a paralisou por um instante, seguida por uma onda de emoções difíceis de explicar. A mulher à sua frente exalava uma familiaridade acolhedora e uma sensação de segurança que a fez baixar todas as suas guardas.

Com passos lentos e hesitantes, Luana se aproximou e murmurou com a voz embargada pela emoção:

— Isadora... Quanto tempo.

A recém-chegada congelou no lugar.

"Esse nome me soa tão familiar!", pensou ela, atordoada e confusa.

— Quem é você? — Perguntou Isadora, com a voz trêmula.

— Sou eu, a Luana.

Ao sussurrar o nome de Luana para si mesma, uma dor de cabeça avassaladora a atingiu com força, roubando-lhe o ar dos pulmões.

— Isadora! Você está bem? — Exclamou Luana, dando um passo à frente para socorrê-la.

No entanto, Sebastião e Fernanda foram mais rápidos. Eles a ampararam antes que perdesse o equilíbrio e a guiaram até o sofá mais próximo para sentar.

— Eu não consigo me lembrar... Minha cabeça dói muito. — Balbuciou Isadora em agonia. Ela agarrou os próprios cabelos, com os nós dos dedos brancos pela força excessiva, enquanto gotas de suor frio escorriam por sua testa. Encolhida no estofado, sua respiração era ofegante, como se mãos invisíveis estivessem apertando o seu pescoço.

A poucos passos de distância, Luana apertava a barra da própria blusa com tanta força que as unhas marcavam a palma das mãos. O instinto era correr e abraçá-la, mas Sebastião interveio de forma discreta, bloqueando o seu caminho.

— Senhora, é melhor não forçar nada agora. — Alertou Sebastião em tom baixo e cuidadoso. — Meu amigo que é médico avisou que tentar resgatar memórias à força pode desencadear uma crise de estresse ainda pior.

Luana mordeu o lábio inferior, dividida entre a razão e a emoção. Sabia que não devia insistir em revelar o passado, mas ver o sofrimento de Isadora partia o seu coração. Sem conseguir ficar de braços cruzados, ela ignorou o aviso, avançou e segurou o rosto da amiga com delicadeza.

— Não tente lembrar de nada agora. Confie em mim, respire fundo e relaxe devagar. Acompanhe a minha respiração, veja.

Ela começou a inspirar e expirar de forma pausada, assumindo a postura acolhedora de quem acalma alguém em pânico.

O turbilhão de emoções de Isadora foi se acalmando aos poucos com aquele compasso.

— Está se sentindo um pouco melhor? — Perguntou Luana com uma doçura ímpar.

— A Sra. Isadora nos passou a localização daquele outro capanga do Sr. Túlio que estava foragido.

— Deixe isso nas mãos da polícia. — Ordenou Ricardo, com a frieza de sempre.

Fernanda assentiu com a cabeça, trocou um olhar de entendimento com Sebastião e ambos saíram da sala em silêncio.

Luana decidiu hospedar Isadora na mansão por uns tempos, uma ideia que Ricardo apoiou sem ressalvas, ordenando à governanta que providenciasse itens de higiene novos para a hóspede. Só após garantir que Isadora estava confortável e descansando no quarto de hóspedes, Luana retornou para o corredor, onde Ricardo a aguardava perto do elevador.

— Conseguiu acalmar ela? — Indagou ele.

Luana balançou a cabeça em tom afirmativo, mas a tristeza transbordava de seu olhar.

— É revoltante tentar imaginar pelo que ela passou todo esse tempo.

— Porto do Presépio sempre foi um lugar perigoso. Por mais que os antigos subordinados do Júlio ainda estejam por lá, o velho já está morto faz tempo. — Ponderou Ricardo.

Luana entendeu o recado nas entrelinhas. Mesmo que Fernando mantivesse alguma influência herdada do pai naquela região, ele ainda era um forasteiro tentando sobreviver em território alheio. A rede criminosa do porto era muito mais cruel e complexa do que eles podiam imaginar.

Para piorar a situação, Fernando nunca foi homem de levar uma vida pacata. Ficar ao lado dele significava flertar com o perigo todos os dias, vivendo num risco constante para colocar comida na mesa.

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