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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 846

A Sra. Barbosa saiu do quarto, buscando um momento a sós com Luana. Assim que Renata entrou na casa, a mulher mais velha quase se atirou de joelhos no chão.

Ágil, Luana a segurou pelos braços antes que caísse.

— Sra. Barbosa, o que a senhora está fazendo? — Indagou ela, surpresa com a atitude repentina.

— Luana, eu sinto muito por tudo o que aconteceu no passado. — Os olhos da Sra. Barbosa transbordavam culpa enquanto ela levava a mão ao peito, como se quisesse conter uma dor física aguda. — A ganância daquele momento cegou a gente de um jeito absurdo. Se não tivéssemos agido com tanta impulsividade, nada daquela tragédia teria acontecido. Desde que a nossa filha mais velha partiu, viramos as costas para os sentimentos da Isadora. Vê-la nesse estado hoje é um castigo para nós, porque fomos nós, os próprios pais, que arruinamos a vida dela!

Luana apertou os braços dela com delicadeza, tentando confortá-la.

— Sra. Barbosa, por favor, se acalme...

— Dessa vez, eu nem sei como te agradecer. Se precisasse dar a minha própria vida em troca do que você fez por nós, eu daria sem pensar duas vezes! — Interrompeu a Sra. Barbosa, com a voz embargada pela emoção.

— Não precisa dizer uma coisa dessas. — Luana conseguia entender perfeitamente a angústia daquela mãe. — Como amiga da Isadora, ver a família de vocês unida de novo já é uma alegria enorme para mim. A senhora não me deve absolutamente nada.

Com cuidado, Luana amparou a senhora Barbosa e a guiou de volta para o interior da casa.

Isadora se levantou do sofá devagar, parecendo perdida, sem saber ao certo que palavras usar diante daquela situação.

Sra. Barbosa virou o rosto para Luana, dando um sorriso tímido, mas sincero.

— Você está grávida e precisa de repouso, então meu marido e eu não vamos mais tomar o seu tempo. Muito obrigada por tudo o que fez.

Ela caminhou até a cadeira de rodas do marido e, em seguida, fixou o olhar na filha.

— Isadora... você quer voltar para casa com a gente?

A pergunta soou como um teste cauteloso, carregado de medo da rejeição.

"Ela perdeu a memória e nem sabe quem nós somos. É bem provável que recuse o convite e prefira ficar.", pensou a mãe, com o coração apertado.

— Eu quero, sim. — Aceitou Isadora, com simplicidade.

A resposta pegou tanto a Sra. Barbosa quanto o Sr. Nelson de surpresa. A mãe, em especial, não conseguiu conter o tremor na voz ao confirmar:

— Filha, você quer mesmo ir embora com a gente?

Isadora deu alguns passos na direção da mãe e respondeu:

— Sei que não consigo me lembrar de vocês, mas sinto uma ligação forte. Tem uma voz aqui dentro dizendo que o meu lugar é ao lado da minha família.

Nelson deu uns tapinhas carinhosos na mão da esposa e ergueu a cabeça, transbordando alívio.

— Foi tiro e queda. Depois que o senhor resolveu o problema com o senhor Túlio, o pessoal da Sinar Medical tomou jeito e ficou pianinho.

Ricardo folheava os documentos com a ponta dos dedos, mantendo um tom de voz despretensioso e calmo.

— Se eles não tiverem mesmo nenhum rabo preso com gente de fora, esse é, sem dúvida, o melhor cenário possível.

— Mas o próprio Túlio já confessou que fez tudo por ganância própria. O que ainda está tirando o sono do senhor? — Questionou a secretéria.

Ele fechou a pasta e, quando ergueu os olhos, a expressão em seu rosto havia esfriado de forma notável.

— Espalharam a notícia da morte do Fernando lá em Porto do Presépio, mas até agora ninguém viu sequer o corpo dele.

Fernanda ficou paralisada por um instante, processando a gravidade da informação.

— O senhor acha que ele ainda pode estar vivo?

— Tomara que seja só paranoia da minha cabeça. — Ricardo massageou o osso do nariz, deixando transparecer um pouco de exaustão no rosto marcado.

Uma semana se passou.

Luana recebeu uma ligação do professor André com ótimas novidades. O pedido de patente que ele ajudava a registrar havia recebido um retorno positivo. A aprovação final estava agendada para dali a dois meses, e ele queria saber se ela teria paciência para aguardar o prazo.

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