A senhora empurrou o filho para o lado com brusquidão, sem se dar por vencida.
— Não se mete nessa história, deixa essa mulher abrir a boca e confessar o que fez! — Esbravejou ela, com o dedo em riste. — Eu quero que ela me explique que tipo de atrocidade aprontou para o meu neto ir parar nas mãos daquela gente! O seu irmão está lá longe quebrando as costas de tanto trabalhar e não tem nem como vir para cá. Se arrancarem um fio de cabelo sequer do Lúcio, como é que nós vamos encarar o seu irmão?
Aproveitando a distração, Liliane deu mais alguns passos em direção à entrada e, dessa vez, conseguiu visualizar nitidamente o rosto da mulher que chorava de cabeça baixa. Um choque percorreu o seu corpo. Aquela era justamente a enfermeira do hospital que ela estava procurando!
"Então é aqui que ela mora?", Liliane se questionou, perplexa com a coincidência.
Ao olhar por cima do ombro, o homem de regata notou a plateia curiosa que havia se formado na calçada e se apressou em ir até lá fora para dispersar o público.
— Não aconteceu nada demais aqui, pessoal, é só um mal-entendido de família. Circulando, podem voltar aos seus afazeres! — Pedia ele, gesticulando para que a rua esvaziasse.
Um velho de cabelos brancos, vizinho antigo do bairro, espichou o olho para dentro do comércio sem se intimidar.
— Ô Jacarias, o que é que deu na sua mãe para dar um escândalo desses? O negócio parece ser sério, rapaz. Aconteceu algum desastre com o pequeno Lúcio? — Sondou o velho.
— Já disse que não é nada, o senhor não precisa esquentar a cabeça com os nossos problemas. — Retrucou o homem, empurrando o mostruário de cigarros para dentro às pressas. — Desculpem aí qualquer coisa, vizinhança!
Sem dar margem para mais perguntas, ele puxou a porta de aço para baixo com um estrondo, bloqueando qualquer visão do interior e deixando os curiosos na rua.
A contragosto, os moradores começaram a se dispersar, mas o burburinho das fofocas continuou solto pelo ar enquanto caminhavam de volta para as suas casas.
Liliane virou o pescoço e viu o velho curioso se afastando. Sem perder tempo, ela apertou o passo e o alcançou.
— Com licença, o senhor conhece a família que mora aqui nessa casa? — Abordou ela com polidez.
O idoso parou de andar e mediu a jovem de cima a baixo com um olhar desconfiado.
— Conheço sim, moça, mas quem é você? — Perguntou ele.
— Ah, é o seguinte. — Liliane se apressou em explicar, coçando a nuca com um sorriso sem graça. — A nora daquela senhora é enfermeira, certo? Eu sou uma paciente dela e tinha vindo até aqui para conversar, mas acabei dando de cara com todo esse barraco. Por isso eu queria saber se o senhor faz ideia se ela se meteu em alguma encrenca grave.
O rosto do idoso se iluminou em compreensão imediata.
— Ah, então você está falando da esposa do Yago! A gente é vizinho de porta, vive conversando no portão e trocando ideia. O Yago foi tentar a vida trabalhando fora e já faz um bom tempo que não dá as caras por aqui. Hoje em dia, quem segura as pontas em casa é o Jacarias, que cuida dessa mercearia junto com a mãe. A mulher do Yago bate ponto naquele hospital; o salário não é lá essas coisas, mas não deixa de ser um trabalho honesto. Ela é uma moça batalhadora, bem quietinha e não mexe com ninguém!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...
São quantos capítulos?...
Kd o capítulo 520???...