A enfermeira parecia perdida em seus próprios pensamentos, com o olhar fixo no vazio, como se estivesse tentando processar tudo o que havia acabado de ouvir.
Liliane, tocada por aquele silêncio doloroso, estendeu a mão e segurou a dela com firmeza, tentando transmitir alguma segurança.
— Fica tranquila. A gente dá um jeito e vai trazer o seu filho de volta para casa, sã e salvo. Eu prometo.
Ao ouvir aquela promessa tão convicta, a mulher apenas assentiu com a cabeça, sem forças para dizer mais nada. Naquele momento de desespero, ela não tinha outra escolha a não ser depositar todas as suas esperanças naquele casal de desconhecidos.
Assim que se despediram e saíram da casa, os dois voltaram para o carro. Valentino se acomodou no banco do motorista e, enquanto puxava o cinto de segurança para afivelá-lo, acabou soltando uma risada baixa, meio irônica.
Liliane franziu a testa, sem entender a reação dele, e se virou para encará-lo.
— Do que você está rindo agora, hein?
— Estou rindo de você. — Respondeu Valentino, desviando o olhar por um instante para encarar a expressão confusa e quase ingênua da companheira. — Você nem faz ideia de onde o garoto está escondido e já sai por aí fazendo promessas desse jeito, cheia de certeza?
Ela sentiu as bochechas esquentarem e hesitou por um segundo, tentando se defender:
— Eu... eu só falei aquilo para ela não entrar em desespero! E além do mais, você mesmo disse agora há pouco que o menino deve estar bem, pelo menos por enquanto.
À medida que falava, a própria voz de Liliane foi perdendo a força, revelando que nem ela mesma estava tão segura assim do que dizia.
Valentino deu um sorriso de canto, daqueles que não demonstravam alegria real.
— Pois eu não apostaria minhas fichas nisso.
Ela baixou os olhos, apertando o tecido da calça com as mãos, tomada por uma súbita angústia.
— Você acha que... que eles podem ter feito alguma maldade com o garoto?
Ao perceber que ela estava genuinamente preocupada com o destino da criança, Valentino suavizou o tom de voz, adotando um tom mais grave e sério:
— Não, acho que não. Aqueles homens precisam dela para assumir a culpa pelo desvio dos remédios, então não fariam nada contra o menino agora. O verdadeiro problema é se eles descobrirem que nós estivemos aqui hoje. Se isso acontecer, a situação muda de figura.



VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...