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A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV romance Capítulo 885

Depois de concluir o serviço, Jacó voltou para o esconderijo de Ronaldo para prestar contas, garantindo que tinha seguido as instruções à risca e feito com que o casal acreditasse que o ataque ao velório havia sido ordenado pela Sinar Medical e pelo Grupo Ferraz.

Ronaldo estava de pé diante de um pequeno altar doméstico, onde mantinha imagens de seus santos de devoção para trazer prosperidade aos negócios. Ele acendeu três velas, observando a fumaça subir lentamente, e permaneceu de olhos fechados por alguns minutos, em um silêncio quase sagrado, como se estivesse em comunhão com o divino.

Somente depois de terminar suas preces é que ele se virou para o capanga e começou a falar com uma calma calculada:

— O Sr. Márcio acabou de me ligar para avisar que o próprio Ricardo Ferraz está vindo para Santa Aurora. Ele deixou bem claro que, já que o herdeiro resolveu aparecer por aqui, devemos garantir que ele nunca mais volte para casa.

Jacó arregalou os olhos, sentindo um frio na espinha diante da gravidade daquela ordem. Ele deu um passo à frente e sussurrou, tenso:

— Ele está querendo empurrar a gente para um beco sem saída. Encomendar a morte de um Ferraz é um caminho sem volta! Se a gente fizer isso, ele vai ter uma corda amarrada no nosso pescoço para o resto da vida. Se a casa dele cair, ele vai arrastar a gente junto para a cadeia!

Ronaldo olhou para Jacó e deu um sorriso tranquilo, dando um tapinha de leve no ombro dele para acalmá-lo.

— Sei muito bem disso. Mas fique tranquilo, porque a gente não vai sujar as mãos com o sangue dele.

— Não é a gente? — Repetiu Jacó, confuso.

Ronaldo se afastou e caminhou até a janela, observando a chuva que continuava a cair lá fora com intensidade.

— Cada um colhe o que planta, Jacó. Aquele casal acabou de perder o único filho e, depois da visita que você fez a eles hoje, eles devem estar odiando a Sinar Medical com todas as forças. Se a informação de que o grande chefe da empresa está na cidade chegar aos ouvidos deles no momento certo, duvido muito que a gente precise mover um único dedo para resolver esse problema.

Jacó abriu um sorriso largo, curvando-se levemente em sinal de admiração.

— Você é realmente um gênio, Ronaldo! Mas me diga uma coisa, e quanto àquele casal da Sinar Medical? A gente continua vigiando eles?

— A essa altura do campeonato, eles já não fazem mais diferença. Pode deixar os dois de lado.

— Perfeito!

Enquanto a conspiração se desenhava nos bastidores, Liliane e Valentino permaneciam trancados em casa. Nos últimos três dias, as únicas saídas deles haviam sido para comprar mantimentos no mercado do bairro, o que fez com que os capangas encarregados de vigiá-los pensassem que os dois haviam desistido do caso.

A verdade, contudo, era que a menstruação de Liliane havia adiantado, provocando cólicas tão intensas que ela acabou tendo uma febre alta. Ela passou dois dias inteiros dormindo sob o efeito de analgésicos, recebendo todos os cuidados de Valentino, que não saiu do lado dela em nenhum momento.

Quando Liliane acordou daquela longa provação, sentiu o corpo grudento de suor. Ao perceber que ela estava se mexendo em seu colo, Valentino fechou o livro de medicina que estava lendo e colocou a mão sobre a testa dela, constatando que a temperatura havia voltado ao normal.

— Você acordou? Como está se sentindo?

— Hum... — Murmurou ela, abrindo os olhos devagar e se deparando com as feições marcadas e expressivas de Valentino bem acima de si.

"Será que estou sonhando? Estou mesmo deitada no colo do Valentino!", pensou ela.

Ao ver que ela já estava consciente, ele não prolongou o assunto. Ele pegou o copo de água morna que havia deixado na mesa de cabeceira e o estendeu para ela.

— Beba um pouco de água primeiro.

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