Um dos policiais deu duas palmadas no corpo de Lourenço à procura de armas ou pistas, mas não encontrou nada de suspeito nos bolsos da calça. O delegado responsável pela diligência fitou o homem com atenção e foi direto ao ponto:
— Onde estão os dois hóspedes que ficaram na sua casa anexa esses dias?
— Foram embora hoje cedo. — Respondeu Lourenço, com voz pausada.
— Foram para onde?
— De volta para a capital.
O delegado anotou as respostas na prancheta até que outro policial se aproximou e relatou em tom baixo, bem ao pé do seu ouvido, que a equipe havia vasculhado cada cômodo do imóvel sem achar qualquer remédio adulterado ou dinheiro vivo escondido. Ao escutar o relatório, o chefe da equipe parou a caneta no ar e encarou o morador com ar desconfiado.
Naquele mesmo instante, o celular do delegado tocou. Ele atendeu, escutou com atenção as informações do outro lado da linha e, sem desviar a atenção de Lourenço, indagou:
— O Reginaldo trabalha como seu motorista, não é?
— É ele mesmo...
— O carro dele sofreu um acidente na estrada, mas ele estava sozinho lá dentro, além de carregar um rastreador veicular no porta-luvas. A nossa perícia já está puxando as imagens da câmera do painel para checar tudo. O senhor ainda tem a chance de abrir o jogo antes que as coisas piorem para o seu lado.
Lourenço sentiu o peso da notícia e fraquejou por um breve instante, deixando os ombros caírem de leve antes de recobrar a compostura. Ele baixou o rosto para disfarçar o nervosismo e, ao fitar a autoridade outra vez, já exibia a mesma serenidade impassível de antes.
Estendendo os pulsos para a frente sem oferecer resistência, ele declarou em tom resignado:
— Eu vou com os senhores até a delegacia.
Quando os policiais conduziam Lourenço até a viatura na rua de terra, a mãe dele apareceu na esquina carregando sacolas de compras da feira. Ao ver o filho cercado pela polícia, a idosa correu na direção deles em desespero.
— O que vocês estão fazendo com o meu menino? O meu filho é homem direito, ele não é bandido!
Lourenço virou o rosto para confortar a mulher e pediu com brandura:
— Fica calma, mãe, entra em casa. Eu só vou com o pessoal da polícia para esclarecer um assunto na delegacia e volto logo mais à noite.
Iolanda segurou o braço do delegado com aflição, com as lágrimas escorrendo pelo rosto marcado pelo sol.
— Ele só faz as coisas pelo bem do povo deste lugar! Meu filho não tem maldade no coração, ele só queria ajudar a nossa comunidade a sair do buraco...
O delegado parou o passo diante do desabafo daquela senhora humilde e tentou tranquilizá-la com calma:
— Dona, a gente vai apurar tudo de acordo com a lei. Pode voltar para casa e aguardar notícias que a senhora não vai resolver nada aqui no meio da rua.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mulher que Fez o CEO Mais Frio Chorar na TV
Eu só espero que não role um sequestro dos bebês, essa história já está longa demais!...
estou achando essa história de remédio adulterado muito cansativa, e está se alongando muito, já está na hora de por um ponto final nessa história ....
até que enfim, Luana e Ricardo...
Quantos capítulos tem esse livro, está parecendo novela mexicana, não tem fim, são quantas gerações????...
Como é bom ver Ricardo e Luana que amor lindo, amooo...
Sou negra e feia, mas me valorizo! As brancas deveriam se impor mais ainda e sendo lindas então......
Não consigo mais comprar moedas. Sempre aparece a mesma mensagem com a informação que a compra é inviável pelo lado cliente, mesmo o pagamento sendo por PIX...
Porque não consigo mais ler? Tem mais de 1 semana que li o capítulo 646 e não liberam os outros. Vejo que já tem até o 654....
Como faço pra ler o livro completo tem como comprar por aqui...
Como ler a partir do capítulo 596?...