ELISA RIVER.
Ceci me olhou e suspirou. Em seguida, olhou em volta, como se quisesse ter certeza de que ninguém estava ouvindo. O que de tão sério havia acontecido entre Victor e Charlotte que eu não podia descobrir?
— Eli, Charlotte é um assunto delicado para o meu tio, mas você é noiva dele e merece saber — disse.
Eu não era só a noiva, mas também a mãe dos filhos dele. Mas Ceci ainda não sabia sobre a gravidez. A verdade é que só a senhora Abigail sabia. Eu precisava contar para a minha amiga antes que ela descobrisse sozinha e ficasse reclamando até o fim dos tempos.
— Então conte logo, antes que apareça alguém para nos interromper.
— Olha, eu não sei muita coisa, porque a minha família não me conta tudo. Só sei o que descobri ouvindo atrás da porta e presenciei em algumas ocasiões. Meu tio e Charlotte namoraram por três anos, até que ele terminou tudo. Foram os gêmeos que a apresentaram ao meu tio.
Três anos, era bastante tempo. Nunca pensei que Victor ficaria com alguém por tanto tempo.
— Continue.
— O tio Victor demorou a nos apresentar Charlotte. Eles já estavam juntos havia quase dois anos quando ele a levou até a casa da vovó para um jantar. E, logo de cara, eu a detestei, e a vovó também.
— Por quê?
— A vovó, eu não sei o motivo, mas percebi que ela não gostou de mim e não me queria próxima do meu tio. Ela fazia uma expressão nada boa quando ele me abraçava. Eu e meu tio sempre fomos próximos e nos damos muito bem.
— Deve ser coisa da sua cabeça, Ceci. Ou ciúme de sobrinha que perdeu o posto de queridinha do tio — comentei, sorrindo.
— Antes fosse. Charlotte tinha ciúmes de mim. Com o tempo, ela fazia de tudo para me manter longe do meu tio. E se mostrou uma mulher extremamente ciumenta. Eu os escutei discutindo uma vez. Ela exigiu que meu tio demitisse todas as funcionárias do gabinete e da casa oficial. Disse que não confiava em mulheres perto dele.
Fiquei surpresa com o que ouvi. Realmente, ela era ciumenta.
— O que seu tio falou?
— Se foi sério? Deu até polícia.
Fiquei surpresa com o que ouvia.
— Então conta logo, que já estou me coçando toda de curiosidade.
— Você é bem fofoqueira, não é mesmo? — disse, rindo.
— Somos, querida. Agora vomita logo essa fofoca — ordenei, impaciente. Detesto essa mania dela de enrolar para contar as coisas.
— Está bem. Meu tio tinha um jantar com alguns diplomatas e, como estava dando um tempo no namoro, não levou Charlotte nem a convidou. Mas a lunática apareceu de penetra. E causou o maior escândalo quando viu meu tio conversando com uma mulher que era esposa de um embaixador. A psicopata deu um tapa na mulher. Foi aquela confusão com direito a puxão de cabelo, unhada e roupa rasgada. Charlotte grudou na mulher que não soltava. O embaixador chamou a polícia, que a levou algemada. Meu tio disse que ela era sua ex e que não aliviaria para ela, apoiando a prisão.
Fiquei assustada com o que ouvia. Essa Charlotte, era perigosa.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A OBSESSÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO PELA BABÁ INSOLENTE.