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A Pele Que o CEO Não Esqueceu romance Capítulo 33

Quando Dayse entrou no quarto, o peso esmagador da solidão desceu sobre ela, avassalador e totalmente implacável. Mas nem uma única lágrima ousou escapar de seus olhos.

Afinal, fizera um pacto consigo mesma, desde a série de rejeições sofridas na infância.

Algo dentro dela se partiu desde então. Ela sentiu na pele a dor da decepção, mas também a força de uma nova determinação: nunca mais permitiria que sua felicidade dependesse de alguém.

A partir dali ela seria sua própria fortaleza, seu próprio abrigo. Criou uma barreira emocional, aprendeu a se virar sozinha.

Nove meses presa em uma mansão enorme e sem vida, com comida racionada e a companhia emocionante de seu próprio eco? Ah, ela poderia lidar com isso. Por que não? Não é como se ela tivesse algo melhor para fazer.

A lembrança das dores intensas da noite anterior e do sangue fresco escorrendo de seu corpo ainda a atormentava. A desesperança ameaçava consumi-la, como uma sombra que se estendia por cada canto de sua mente. Não parecia haver saída, mas, vida que segue...

Mais tarde, Dayse notou o sangue no fundo do vaso sanitário. Era tão pouco, quase imperceptível, apenas um traço tênue, um eco distante de algo maior. Mas aquele pequeno vestígio trouxe consigo uma avalanche de incertezas.

― E se não fosse menstruação? ― A pergunta ecoou em sua mente, pesada e insistente. ― E se fosse algo... algo lutando para existir, para sobreviver, apesar de tudo?

Com um gesto hesitante, quase reverente, ela pousou a mão sobre o ventre.

O toque era leve, mas carregado de significado. Sentiu o calor da própria pele e, junto dele, uma tempestade de emoções que a atravessava: medo, como uma sombra fria que sussurrava possibilidades sombrias; e esperança, frágil e luminosa, como uma chama que se recusa a apagar.

Por um instante, ela ficou ali, suspensa entre o que sabia e o que poderia ser, tentando decifrar o que seu corpo e seu coração estavam tentando lhe dizer.

Naquela noite, com as mãos firmes e o coração pulsando de determinação, ela escreveu:

“Dor, sangue e medo me cercavam, mas ninguém veio. E, mesmo assim, eu sobrevivi. Luna voltou e me pediu para continuar tomando aqueles remédios, mas meu coração me diz para não tomar. Se houver uma vida crescendo dentro de mim, nascerá não só do desprezo, mas também do meu amor e coragem.”

À luz suave da noite, com as mãos ainda tremendo, continuou a escrever:

"Me deixaram sozinha. Me chamaram de falha. Me ameaçaram com contratos e me prenderam com burocracia. Mas esqueceram que sobreviver também é uma escolha. Vou respirar a cada dia que tentarem me calar. E quando esse prazo acabar, não vou apenas sair. Vou renascer."

Cada palavra carregava a intensidade de suas emoções, uma promessa silenciosa de resistência e renascimento.

Com um gesto decidido, ela fechou o caderno e, antes de apagar a luz, lançou um último olhar ao espelho.

― “Podem tentar me descartar, me isolar ou me deixar à míngua, mas ninguém vai conseguir impedir se algo estiver florescendo dentro de mim.”

Deitou-se na cama e permitiu que o eco da mansão vazia preenchesse o ambiente com um sussurro carregado de emoção.

― Eu não sou a mulher errada ― afirmou com convicção ― vocês é que são os homens errados.

O tempo parecia correr de maneira diferente agora; a mansão parecia imensa e o silêncio parecia ter vida própria. Cada canto sussurrava segredos e cada passo ecoava como um grito abafado.

Capítulo 33 — Sem Saída 1

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