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A Pele Que o CEO Não Esqueceu romance Capítulo 46

“Te guardo em mim / De um jeito tão particular / Que é só meu”

“Infinito Particular” – Marisa Monte

Na portaria, o segurança entregou uma sacola para ela.

— Deixaram isso aqui para a senhora. Disseram que são coisas de bebê.

Ela pegou a sacola em silêncio, com a sensação de que aquilo ia além dos objetos que estavam ali dentro. Entre fraldas e um pacote de lenços umedecidos, havia um envelope dobrado.

Com as mãos tremendo, ela abriu.

— Eles estão seguros. Rua do Alecrim, nº 108. Sempre de portas abertas para você - R.

Dayse fechou os olhos e sorriu — mas era um sorriso triste, cheio de dor, carregado de batalhas que ainda não tinham acabado.

— Estou indo, meus amores ― cantarolou ela em voz baixa.

O carro já a esperava na entrada da mansão. Ela respirou fundo, mas antes de entrar no veículo, algo a fez parar.

Uma cena cortou seu coração já machucado: do outro lado do portão principal, um carro preto avançava lentamente, como se carregasse o peso de um destino inevitável.

Dayse sentiu o sangue gelar nas veias, um frio tão intenso que parecia até congelar sua alma. Seu corpo ficou rígido e resistente, e ela se recusou a dar um passo sequer na direção do carro.

Quando o carro finalmente parou, a porta do passageiro se abriu, revelando-a. A tal noiva.

Uma mulher de aparência impecável, moldada para o momento. Seus cabelos estavam presos com perfeição, sem um único fio fora do lugar. O rosto, um retrato de serenidade absoluta — mas não uma serenidade natural. Era um estado meticulosamente ensaiado, um equilíbrio entre controle e graça, como se cada detalhe tivesse sido calculado para projetar perfeição.

Nos braços dela, descansava um bebê.

O mundo de Dayse desabou em um instante.

— É... meu filho! Meu bebê! Aquele que não pode ser meu.

A dor tomou conta de seu corpo como um incêndio descontrolado, queimando por dentro com uma intensidade insuportável. Era como se algo estivesse sendo arrancado dela sem piedade, como se seu próprio coração estivesse sendo despedaçado.

Mas a raiva...

Ah, a raiva era um fogo ainda mais intenso, devastador, consumindo cada pedaço do que restava dentro dela.

Suas pernas vacilaram, ameaçando ceder sob o peso daquela visão cruel.

Mas, mesmo que o mundo estivesse desmoronando ao seu redor, ela não caiu.

Parecia uma estátua rachada, marcada por fissuras profundas, mas ainda de pé, ainda resistindo.

― “Deve ser ela a noiva de quem Luna falou”

Ao vê-la, Enzo parou de repente. Seu olhar ficou hesitante por um instante, mas logo fez um gesto para que Luna e o mordomo ajudassem Victoria a sair do carro e a se acomodar na cadeira de rodas.

Capítulo 46 — A Última Imagem 1

Capítulo 46 — A Última Imagem 2

Capítulo 46 — A Última Imagem 3

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