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A Pele Que o CEO Não Esqueceu romance Capítulo 52

Capítulo 52 — Três Estrelas Sob O Mesmo Céu

“Hoje, sonhei com ele.

Não o homem. O bebê.

Nos meus braços, ele chorava baixinho — como se pedisse permissão para existir.

Mas quando acordei, só havia silêncio.

E o que me assusta não é o que ouço.

É o que não ouço.

É esse silêncio que grita em mim todos os dias.

Porque há perguntas que ninguém fez.

E respostas que talvez, no fundo, eu não esteja pronta para ouvir.”

— Do diário de D.

...

Para quem olhava de fora, os trigêmeos pareciam apenas crianças comuns, mas para Dayse, cada um deles tinha um universo próprio, cheio de luzes e sombras que os tornavam únicos.

Criar eles sozinha foi uma das maiores dificuldades da vida de Dayse. Apesar de contar com a ajuda de Renata, uma irmã, uma amiga — não de sangue, mas do coração — juntas enfrentaram muitas adversidades, mas também as maiores conquistas.

Dayse, a mãe, era uma figura amorosa, sensível e protetora, sempre pronta a acolher seus filhos com um abraço caloroso e um sorriso reconfortante.

Em contraste, a mulher decidida, mente afiada, que exibia uma postura firme e um olhar determinado, forjado pela necessidade de confiar apenas em si mesma. Era quando surgia a Dayse administradora, estrategista, aluna impecável e sobrevivente feroz.

Essa dualidade a fazia parecer duas pessoas. E talvez fosse mesmo.

Dante, o primeiro a nascer, herdou a responsabilidade e a dedicação de sua mãe, carregava o mundo nos ombros desde que aprendeu a andar. Sempre metódico, sempre observador, sempre responsável. Ele estudava com afinco, rabiscava mapas imaginários e mantinha seus brinquedos organizados por ordem de cor e função.

Seu olhar sério e concentrado refletia a determinação que Dayse havia cultivado ao longo dos anos.

Certa noite, ao fechar seu caderno de desenhos, perguntou:

— Mamãe, você acha que nosso destino já está escrito?

Dayse parou. A pergunta a atingiu com a força de quem já se fez a mesma pergunta centenas de vezes — em silêncio.

― Dante, meu querido, acredito que o destino nos conduz por uma série de eventos que independem da nossa vontade. Mas, estou convencida de que nossas escolhas no presente têm o poder de moldar o futuro. Sãos nossas atitudes e comportamentos que influenciam o que está por vir, mesmo quando o destino já está em ação ― ela respondeu com um leve sorriso.

Ele ficou ali, refletindo por um instante, e então devolveu um sorriso suave.

— Então vamos escrever uma nova história para a nossa família ― disse ele com determinação.

Naquele momento, Dayse percebeu que Dante não possuía apenas uma mente brilhante, mas também um coração repleto de determinação e esperança.

...

Noah, o segundo filho, era o mais sensível e doce dos três. Havia um brilho especial em seu olhar que o tornava incrivelmente carismático. Era feito de afeto e intuição. Seu olhar parecia absorver as dores do mundo. Sentia o que ninguém dizia. E, muitas vezes, dizia o que ninguém tinha coragem de sentir.

― Mamãe, você está triste hoje? ― perguntou ele numa noite, notando o cansaço e a tristeza que ela tentava esconder pela ausência do quarto filho.

Dayse sorriu para ele tentando disfarçar. Mas Noah não se deixou enganar, ele subiu no colo dela com um movimento firme. Abraçou-a forte e completou:

— Se você chorar, eu choro junto. Mas se você sorrir, eu sorrio primeiro. Você é a melhor mãe do mundo.

Não eram palavras ensaiadas. Era amor puro. E ela desabou em silêncio, permitindo-se ser frágil no colo do filho. Com ele, ela podia se despir das armaduras.

Capítulo 52 — Três Estrelas Sob O Mesmo Céu 1

Capítulo 52 — Três Estrelas Sob O Mesmo Céu 2

Capítulo 52 — Três Estrelas Sob O Mesmo Céu 3

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