Ela continuou encarando-o, em silêncio. Era evidente que ele não sabia o que dizer.
— E então? É tão difícil de responder? Uma pergunta tão simples. — Lucretia continuou. — Onde está o seu Alfa?
Jacob inspirou fundo.
— Eu não sei, senhorita Bellanti.
Toda vez que alguém chamava a esposa dessa maneira, Rhys trincava os dentes.
— Senhora Jarsdel. — Rhys disse, baixo, mas cheio de comando. — Lucretia Jarsdel. Ela é a minha esposa, a minha Luna, além da herdeira do LongFang.
Jacob fez um leve aceno curto com a cabeça.
— Claro, Alfa Rhys Jarsdel. Desculpe. Foi o costume. — O Gamma respondeu com humildade e respeito.
— Deveria cultivar melhor o costume de saber onde o seu líder está. Soubemos que ele foi para outro bando. Isso é verdade? — Rhys perguntou e Martin apenas moveu os olhos em direção a ele.
— Sim, creio que sim. Mas não tenho certeza. Como eu disse, não sei ao certo.
Nesse momento, Jeanne apareceu e sentou-se no lugar dela, ostentando um sorriso falso.
— Lucretia, querida. Ainda aqui?
— Claro, madrasta. Eu já estou recuperada e vou passar a semana aqui, como combinado.
Jeanne inspirou o ar com nervosismo e irritação. Por que aquela garota não conseguia simplesmente ser um pouco menos inconveniente e desagradável? Ela poderia simplesmente ter morrido quando foi sequestrada!
“Claro que não. Essa infeliz só serve para dar desgosto, como a maldita da mãe dela!”
— Meu bem, você passou por um trauma. E casou há pouco. Aproveite! Não há pressa.
— As responsabilidades vêm antes de tudo. No dia em que eu assumir, terei que fazer escolhas.
Jeanne parecia ter engolido algo amargo. Mas forçou mais um de seus sorrisos condescendentes.
— É claro.
“Assim que eu puder, vou desmontar o quarto dessa vaca!”
O almoço passou em silêncio, depois disso. Até respirar parecia dificultoso para os outros presentes. Eles só queriam poder sair dali o mais rápido possível.
Assim que a refeição terminou, todos se levantaram, pediram licença e se retiraram.

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